<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692</id><updated>2011-08-16T12:19:05.206-07:00</updated><category term='javascript:void(0)'/><title type='text'>Cibersociedade</title><subtitle type='html'>Esse blog foi criado com a intenção de promover a discussão e a divulgação de artigos e resenhas relacionados à sociedade em rede/sociedade digital.
Estão todos convidados à participar e à contribuir com o conteúdo fornecendo dicas de autores, artigos e links relacionados ao nosso tema principal. É bem-vinda também qualquer ajuda em relação à divulgação deste blog.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>130</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-5153534155796184660</id><published>2011-02-11T04:16:00.000-08:00</published><updated>2011-02-11T04:17:27.202-08:00</updated><title type='text'>Quanto cabe de informação no mundo?</title><content type='html'>Dezenas de jornais e revistas, centenas de canais de televisão, milhares de sites com milhões de páginas na internet e bilhões de chamadas e de mensagens em redes sociais transitando por computadores, celulares e outros dispositivos eletrônicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informação demais? Longe disso, por mais incrível que pareça. Segundo artigo publicado nesta sexta-feira (11/2) no site da revista Science, o mundo não está nem perto de um eventual limite, pelo menos do ponto de vista tecnológico, para lidar com dados digitais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os autores do estudo, Martin Hilbert e Priscila López, da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, calcularam a capacidade mundial para armazenamento, processamento e comunicação de informações a partir da análise de tecnologias analógicas e digitais disponíveis de 1986 a 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os resultados incluem números grandiosos. Em 2007, a humanidade era capaz de lidar com 295 exabytes de dados (ou 2,95 vezes 10 elevado a 20). Para se ter uma ideia da dimensão, se cada estrela no Universo fosse um único bit de dado, haveria uma galáxia de informações para cada pessoa no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece muito, mas depende de onde está a comparação, pois se trata de menos de 1% da informação armazenada em todas as moléculas de DNA de um ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo observou que 2002 pode ser considerado o início da era digital, pois foi o primeiro ano em que a capacidade de armazenamento digital de dados superou a capacidade analógica. Em 2007, quase 94% da informação produzida pelo homem estava em formato digital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2007, a humanidade transmitiu 1,9 zetabytes de dados por meio de tecnologias de transmissão de sistemas como televisão e GPS, o que equivale a 174 jornais por dia para cada habitante do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo ano, a comunicação bidirecional, como telefones, foi responsável pela troca de 65 exabytes de dados, o equivalente a 6 jornais por pessoa por dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os computadores existentes no mundo em 2007 foram responsáveis pelo processamento de 6,4 vezes 10 elevado a 18 instruções por segundo. Para processar tal ordem de magnitude à mão seriam precisos 2,2 mil vezes o período desde o Big Bang.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os autores estimaram que, de 1986 a 2007, a capacidade de computação mundial cresceu 58% ao ano, enquanto as telecomunicações cresceram 28% e a capacidade de armazenamento, 23%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“São números impressionantes, mas ainda minúsculos quando comparados com a ordem de magnitude na qual a natureza lida com informações. Entretanto, enquanto o mundo natural é fascinante em sua dimensão, ele permanece relativamente constante. Por outro lado, as capacidades tecnológicas de processamento da informação no mundo crescem em valores exponenciais”, disse Hilbert.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo The World’s Technological Capacity to Store, Communicate and Compute Information (10.1126/science.1200970), de Martin Hilbert e Priscila López, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Fapesp&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-5153534155796184660?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/5153534155796184660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=5153534155796184660' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/5153534155796184660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/5153534155796184660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2011/02/quanto-cabe-de-informacao-no-mundo.html' title='Quanto cabe de informação no mundo?'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-5436082079873680703</id><published>2010-11-18T11:28:00.000-08:00</published><updated>2010-11-18T11:36:38.411-08:00</updated><title type='text'>Portinari na internet e para todos</title><content type='html'>Por Fábio de Castro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisador das áreas de engenharia de telecomunicações e de matemática, João Candido Portinari deixou a carreira acadêmica de lado há 35 anos, quando decidiu se dedicar integralmente a um projeto grandioso: localizar, digitalizar e catalogar as mais de 5 mil obras de seu pai, Candido Portinari (1903-1962), um dos principais artistas brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Projeto Portinari conseguiu disponibilizar em forma digital praticamente toda a obra do artista. De acordo com João Candido, a iniciativa é uma forma de corrigir uma consequência perversa da importância e do reconhecimento da obra de seu pai: com a maior parte de seus quadros dispersa em coleções privadas de todo o mundo, o pintor que dedicou sua vida a retratar o povo tem sua obra inacessível ao público geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de 20 anos de pesquisas, qualificadas por João Candido como “um verdadeiro trabalho de detetive”, toda a obra foi catalogada. Nos últimos 13 anos, o Projeto Portinari tem divulgado a obra do pintor por todo o Brasil, realizando exposições itinerantes em comunidades afastadas, com foco especial nas crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próximo passo do projeto será grandioso: trazer de volta ao Brasil, temporariamente, a obra Guerra e Paz: dois painéis de 14 metros de altura que foram concebidos especialmente para a sede das Nações Unidas, em Nova York.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a sede passando por uma grande reforma, o Projeto Portinari conseguiu a guarda dos dois painéis até 2013. A obra, concluída em 1956, foi a última de Portinari e causou sua morte. Durante os cinco anos em que trabalhou nos painéis de 140 metros quadrados, o pintor já estava intoxicado pelo chumbo das tintas a óleo. Ele morreria no início de 1962 em decorrência do envenenamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerada pelo próprio Portinari como sua melhor obra, os painéis de Guerra e Paz serão apresentados em dezembro, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, cidade onde foram apresentadas ao público brasileiro por uma única vez antes de serem embarcados para os Estados Unidos, há 53 anos. Em seguida, serão submetidos a uma restauração que poderá ser acompanhada pelo público, em processo que levará alguns meses. Após o restauro, passarão por diversas cidades, acompanhados de 120 estudos preparatórios executados por Portinari entre 1952 e 1956.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 21 de outubro uma exposição com reproduções das 25 obras de Portinari que ilustram o Relatório de Atividades FAPESP 2009 foi inaugurada na sede da Fundação, em São Paulo. Na ocasião, João Candido concedeu à Agência FAPESP a seguinte entrevista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência FAPESP – O Projeto Portinari fez a digitalização de praticamente todas as obras de seu pai. Quais foram as dificuldades encontradas para realizar o levantamento de uma obra tão extensa?&lt;br /&gt;João Candido Portinari – De fato é uma obra extensa. Conseguimos catalogar mais de 5 mil obras. Esse número correspondia à estimativa que tínhamos, antes de iniciar o trabalho, de que ele teria produzido um trabalho a cada três dias, em média, durante cerca de 40 anos, incluindo os grandes painéis e murais que levavam vários meses ou anos para ser realizados. Quando começamos o levantamento, a situação era dramática, pois o paradeiro da maioria das obras era desconhecido, não havia nenhum museu, nenhum catálogo e os livros sobre sua vida e obra estavam esgotados.. Foi um trabalho de detetive que consumiu muitos anos, porque se trata de uma obra dispersa não só em coleções privadas do Brasil, mas em vários países. Encontramos obras nas Américas, na Finlândia, na antiga Tchecoslováquia, no Canadá, na África do Sul, em Israel, no Haiti e em muitos outros países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência FAPESP – Quanto tempo levou esse processo?&lt;br /&gt;João Candido– Essa fase de atividade de rastreamento, localização, catalogação e digitalização consumiu inteiramente os primeiros 20 anos do projeto. Foi uma aventura que só teve sucesso graças à solidariedade da sociedade brasileira. Esse trabalho imenso não se restringiu apenas ao levantamento das obras, conseguimos também reunir mais de 30 mil documentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência FAPESP – Qual é a natureza dessa documentação?&lt;br /&gt;João Candido – Todo tipo de documento, incluindo 9 mil cartas que Portinari trocou com intelectuais e artistas de sua época, como Mario de Andrade, Manuel Bandeira, Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Luís Carlos Prestes, Heitor Villa-Lobos, Cecília Meirelles, Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade e muitos outros. É um tesouro extraordinário. Além disso, temos 12 mil recortes de periódicos que vão de 1920 até os dias de hoje. Além de compilar esse material, também produzimos novos documentos. Fizemos um programa de história oral que, ao longo de anos, entrevistou 74 contemporâneos de Portinari. Disso resultaram 130 horas gravadas em vídeo, que não se restringem a comentar sobre Portinari ou arte, mas também abordam preocupações estéticas, culturais, sociais e políticas daquela geração. Tudo isso está consubstanciado em um site, onde qualquer um pode encontrar toda a documentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência FAPESP – O Projeto Portinari tem uma sede física ou se concentra no universo virtual?&lt;br /&gt;João Candido– Nossa sede fica na PUC-RJ, no Rio de Janeiro, mas você tem razão em dizer que se trata de algo primordialmente virtual. O projeto poderia estar em qualquer lugar, pois não temos nenhuma obra original, apenas reunimos os conteúdos e a pesquisa sobre o artista. Projetamos criar, no futuro, um Museu Portinari, no qual o público pudesse ter contato, em um só lugar, com toda a obra do artista. Faríamos isso com reproduções impressas em alta definição. Avaliamos que reunir reproduções de alta qualidade das 5 mil obras sairia mais barato do que fazer um museu com apenas dez obras originais. Foi o que a FAPESP fez com a exposição de reproduções atualmente em sua sede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência FAPESP – Podemos dizer que, em relação ao tamanho de sua obra, Portinari é pouco conhecido?&lt;br /&gt;João Candido – Sim, essa foi uma das principais motivações para o projeto e é também o que nos inspira o sonho de um dia ter um Museu Portinari. Meu pai dizia que sua obra era dedicada ao povo, mas o destino dela foi vítima de uma ironia perversa: hoje, o povo não tem acesso à sua obra, que está dispersa em coleções privadas e museus em várias partes do planeta. Isso motivou o questionamento de Antonio Callado: "segregado em coleções particulares, em salas de bancos, Candinho vai se tornando invisível. Vai continuar desmembrado o nosso maior pintor, como o Tiradentes que pintou?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência FAPESP – Com a conclusão da catalogação e digitalização das obras, o Projeto Portinari cumpriu sua missão?&lt;br /&gt;João Candido – Não, pelo contrário, consideramos que o verdadeiro trabalho começou a partir do momento em que tivemos todos os conteúdos levantados, catalogados, cruzados entre si e pesquisados minuciosamente. Desde então, passamos a desenvolver uma série de ações. A mais importante delas é o trabalho com crianças, realizado nos últimos 13 anos: o Brasil de Portinari.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência FAPESP – Como é desenvolvido esse trabalho?&lt;br /&gt;João Candido– Percorremos escolas, centros culturais e prefeituras em todos os estados brasileiros. Visitamos também hospitais, populações ribeirinhas e presídios. Mas a prioridade é apresentar o trabalho às crianças. Realizamos, por exemplo, uma excursão no Pantanal recebendo crianças para uma exposição em um barco. Em 2009, fizemos uma parceria com a Marinha e percorremos o Amazonas e seus afluentes, ficando 19 dias no rio Purus. Nos navios, moradores de povoados muito precários têm contato com a obra de Portinari e recebem assistência médica e odontológica, tiram documentos, entre outras atividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência FAPESP – Como é a reação das crianças?&lt;br /&gt;João Candido – Às vezes as crianças têm uma percepção visual bem mais aguçada que a dos adultos. Eles se envolvem muito e entendem imediatamente o que diz o pintor. O resultado tem sido de um sucesso extraordinário. Procuramos incentivar a criança a uma reflexão crítica sobre a realidade do mundo. A ideia é colocá-los em contato com a obra de Portinari e sua poderosa mensagem de não-violência, de fraternidade, de solidariedade, de compaixão e de respeito pelo sagrado da vida. Nada disso seria possível com uma obra que não tivesse a força do trabalho de Portinari.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência FAPESP – Podemos dizer que a força do trabalho de Portinari vem da preocupação com a questão social?&lt;br /&gt;João Candido – Sim e isso é muito interessante. O trabalho do meu pai foi caracterizado por um experimentalismo incessante – a ponto de críticos dizerem que em sua obra há uma dezena de pintores diferentes. Mas a temática é sempre a mesma: a profunda preocupação social. Ele foi mudando o estilo e a forma de expressão. Dava importância à técnica, dizia que sem ela é impossível expressar o que vai na alma, mas destacava que seu tema era o homem. Está presente invariavelmente em sua obra esse desejo profundo de solidariedade e de compaixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência FAPESP – O excluído é o personagem central da obra do pintor?&lt;br /&gt;João Candido – O excluído é um personagem absolutamente central. Ele vivia em uma região cafeeira do interior paulista que era passagem de retirantes que vinham do Nordeste. Isso impressionou de forma indelével as retinas daquele menino que presenciou a tragédia das famílias que viajavam em condições desumanas. Essa experiência despertou nele, de forma muito precoce, um sentimento de solidariedade incondicional com o excluído. Eu diria que esse sentimento solidário – e de revolta e denúncia contra a violência e as injustiças – é uma das características mais fundamentais para compreender Portinari. Esse foco na exclusão encontraria sua síntese máxima em sua última obra, os monumentais painéis Guerra e Paz. Ali, o excluído é a espécie humana inteira, submetida ao flagelo da guerra e excluída da paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência FAPESP – Quais são os outros temas importantes em Portinari?&lt;br /&gt;João Candido – A partir desse eixo da preocupação com a exclusão social, a temática dele é muito abrangente, abordando questões universais e trazendo também um grande retrato do Brasil. Algo que pouca gente sabe, por exemplo, é que Portinari foi um dos maiores pintores sacros do mundo. É extraordinário como pintou tantas vezes o Cristo e as cenas bíblicas. Uma produção sacra que levou Alceu Amoroso Lima – grande pensador católico – a levantar um intrigante paradoxo: como um pintor comunista como Portinari fazia a pintura sacra com tanto fervor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência FAPESP – Trata-se de fato de um paradoxo?&lt;br /&gt;João Candido – O próprio Amoroso Lima concluiu que não havia paradoxo quando foi a Brodowsky, cidade natal de Portinari, visitar sua casa. Conhecendo a mãe, a avó e as tias do pintor, compreendeu que se tratava de uma típica família matriarcal italiana, de católicas fervorosas. E percebeu que não havia contradição: Portinari era um homem de um misticismo ancestral e nunca abandonou isso. Ele se recusou a seguir as diretivas do Partido Comunista Russo, de que os pintores socialistas deviam seguir os cânones do realismo socialista. Luis Carlos Prestes, que era seu amigo, teve a grandeza de perceber essa dimensão e não fazer qualquer restrição ao meu pai no Partido Comunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência FAPESP – Além da temática religiosa, o que é mais presente em sua obra?&lt;br /&gt;João Candido – Por tomar para si o partido do desfavorecido, Portinari se tornou um dos maiores pintores de negros das Américas. Isso foi dito por Assis Chateaubriand, que escreveu um texto sobre a presença da África na obra de meu pai: "Portinari é o maior e mais fantástico pintor de negros que ainda viu a espécie humana. Ele sente a África com sua magia, os seus mistérios, a sua volúpia, como nenhum outro artista do pincel". A infância também é um tema recorrente. A infância está em sua obra poética, lírica. Porque é uma infância do interior do Brasil, que, apesar de ser pobre é passada sob as estrelas, no mato, brincando na rua, com animais. Isso está na obra dele de forma riquíssima, impregnada de poesia. Outro elemento é o trabalho. O trabalhador é um tema que percorre toda a sua trajetória. Tudo isso foi abordado de uma forma que apresenta sempre uma dialética entre o drama e a poesia, entre a fúria e a ternura e entre o trágico e o lírico. Em qualquer ponto da trajetória de Portinari veremos essa dialética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência FAPESP – O senhor é pesquisador do ramo de engenharia de telecomunicações. Como foi sua carreira acadêmica? Ainda atua na área?&lt;br /&gt;João Candido – Estudei matemática na França e lá prestei concurso para escolas de engenharia e me formei em telecomunicações. Fiz o doutoramento no Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT), ainda na área de engenharia elétrica, mas já com meu interesse todo voltado, novamente, para matemática. Terminando o doutoramento, depois de dez anos fora do Brasil, em 1966 fui convidado pela PUC do Rio de Janeiro para ajudar a criar seu Departamento de Matemática. Eu tinha 28 anos. No ano seguinte fui diretor do departamento e fiquei 13 anos totalmente absorvido na pesquisa, ensino e administração. Em 1979 concebemos o Projeto Portinari. Rapidamente vi que seria impossível conciliar as duas atividades, porque o projeto ia se desdobrando e, infelizmente, tive que abrir mão da matemática. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: Agência FAPESP&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-5436082079873680703?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/5436082079873680703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=5436082079873680703' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/5436082079873680703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/5436082079873680703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2010/11/portinari-na-internet-e-para-todos.html' title='Portinari na internet e para todos'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-2467629854238927145</id><published>2010-10-31T05:21:00.000-07:00</published><updated>2010-10-31T05:22:43.416-07:00</updated><title type='text'>Mediações tecnosociais e mudanças culturais na Sociedade da Informação</title><content type='html'>Por: Marco Antônio de Almeida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto discute as interações entre seres humanos e aparatos tecnológicos e as mudanças socioculturais decorrentes desses processos. Parte do conceito de ciborgue desenvolvido por Donna Haraway, mostrando suas convergências e diferenças em relação a outras formas de pensar a conexão tecnologia-cultura. Posteriormente, acompanha o desdobramento histórico das mudanças sociais, culturais e cognitivas proporcionadas pelas tecnologias de comunicação e informação (TICs). Em seguida, reflete acerca das formas de sociabilidade em curso na atual sociedade da informação mediadas pelos aparatos tecnológicos. Finalmente, tece algumas considerações em torno da relação entre inclusão digital e inclusão social nesse contexto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/12972/8746"&gt;versão completa&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-2467629854238927145?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/2467629854238927145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=2467629854238927145' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/2467629854238927145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/2467629854238927145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2010/10/mediacoes-tecnosociais-e-mudancas.html' title='Mediações tecnosociais e mudanças culturais na Sociedade da Informação'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-394250549711761413</id><published>2010-10-31T05:14:00.000-07:00</published><updated>2010-10-31T05:17:56.819-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Resumo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ensaio tem por objetivo perceber como a sociabilidade em tribos virtuais se constrói a partir da diversidade cognitiva dos atores sociais presente nas interações&lt;br /&gt;online, observando a prática discursiva que se estabelece a partir da inter-relação entre os conceitos de ethos, logos e pathos (MAINGUENEAU, 2005) que dá forma as subjetividades dos atores sociais envolvidos no processo de comunicação. Para tal, será&lt;br /&gt;observada a interação entre os membros do site Tornadeiros, de modo a identificar tais&lt;br /&gt;práticas como nodos de uma rede complexa que é tecida por meio da sociação (SIMMEL, 2006) entre indivíduos que partilham de um mesmo afeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.intercom.org.br/papers/regionais/sudeste2010/resumos/R19-0057-1.pdf"&gt;ARTIGO COMPLETO&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-394250549711761413?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/394250549711761413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=394250549711761413' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/394250549711761413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/394250549711761413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2010/10/resumo-este-ensaio-tem-por-objetivo.html' title=''/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-2197617403166685754</id><published>2010-10-31T05:12:00.000-07:00</published><updated>2010-10-31T05:14:32.700-07:00</updated><title type='text'>A produção morfológica do ciberespaço e a apropriação dos fluxosinformacionais no Brasil</title><content type='html'>Por: Hindenburgo Francisco Pires&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A temática desse trabalho representa um novo campo de estudo e pesquisa na área de Geografia e faz parte da linha de pesquisa: ¿Ciberespaço e Sociedade da Informação¿, no curso de Pós-graduação em Geografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro ¿ UERJ. Os objetivos deste trabalho são: em primeiro lugar, evidenciar historicamente como foram empreendidas as políticas públicas de produção, planejamento morfológico e de gestão do ciberespaço no Brasil; em segundo lugar, analisar a atuação e a interferência dos atores urbanos que empreendem um conjunto de atividades econômicas e sociais, que influenciam e interferem na produção e na apropriação dos fluxos informacionais, no desenvolvimento tecnológico local e no aperfeiçoamento de formas de gestão específicas da era da informação, como é o caso da governança eletrônica. Através dessa análise pode-se enunciar que: um novo sistema de estratégias, promovido por esses atores, está emergindo, impulsionado pela expansão da rede mundial de computadores; este sistema consolida um processo que interfere e altera as novas formas de composição do capital dos lugares, cidades e regiões, que possuem fluxos e conexões em rede. Esta composição está permitindo, no ciberespaço, a formação de espaços de comando e de administração dos fluxos de informação, que facilitam e propiciam o crescimento do capital informacional. o risco da expansão desse sistema de estratégias é a ênfase em políticas públicas que promovem a morfologia econômica do ciberespaço em detrimento de ações sociais que privilegiem uma morfologia social do ciberspaço, através de políticas de ¿inclusão digital¿. Este trabalho evidenciará também como esses atores (Estado, empreendedores privados, instituições de fomento e universitárias e organizações da sociedade civil ¿ ONGs) promovem essa transformação morfológica das estruturas territoriais em estruturas virtuais de acumulação. Através dessa análise pode-se apreender que a expansão da rede mundial de computadores é um processo que interfere e altera as novas formas de composição do capital dos lugares, cidades e regiões, que possuem fluxos e conexões em rede. Esta composição está permitindo, no ciberespaço, a formação de espaços de comando e de administração dos fluxos de informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ub.es/geocrit/sn/sn-194-19.htm"&gt;&lt;br /&gt;Texto na íntegra&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-2197617403166685754?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/2197617403166685754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=2197617403166685754' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/2197617403166685754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/2197617403166685754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2010/10/producao-morfologica-do-ciberespaco-e.html' title='A produção morfológica do ciberespaço e a apropriação dos fluxosinformacionais no Brasil'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-6519334325498390741</id><published>2010-10-31T05:10:00.000-07:00</published><updated>2010-10-31T05:12:07.047-07:00</updated><title type='text'>O principe eletrônico</title><content type='html'>Por: OCTAVIO IANNI &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumen&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CON BASE EN LAS CARACTERÍSTICAS Y ATRIBUTOS QUE CONFIGURARA EL ESTADISTA FLORENTINO MAQUIAVELO, EN SU OBRA EL PRÍNCIPE, Y QUE EN EL SIGLO XX GRAMSCI RETOMARA PARA ELABORAR EL MODERNO PRÍNCIPE, EL AUTOR ELABORA LA NOCIÓN DE EL PRÍNCIPE ELECTRÓNICO, CONSISTENTE EN UNA FIGURA POLÍTICA NUEVA Y DIFERENTE DE TODAS AQUELLAS QUE HUBIESEN EXISTIDO, QUE SE ERIGE Y ALIMENTA EN RAZÓN DE LOS MEDIOS DE COMUNICACIÓN. AL DECIR DEL AUTOR, EL PRÍNCIPE ELECTRÓNICO PUEDE SER VISTO COMO ”EL INTELECTUAL ORGÁNICO DE LOS GRUPOS, CLASES O BLOQUES DE PODER DOMINANTES, EN ESCALA NACIONAL O MUNDIAL”. DE ESTA MANERA, SI SE CONSIDERA LA DEMOCRACIA ELECTRÓNICA Y LA MOVILIZACIÓN DEL MERCADO, EL ”POLÍTICO” APARECE COMO UN PRODUCTO EVALUADO CON CRITERIOS MAS PRÓXIMOS A LOS DEL MUNDO DEL CONSUMO. NO PUEDE DEJAR DE INDICARSE QUE EL PRÍNCIPE ELECTRÓNICO TAMBIÉN PRESENTA RASGOS COMUNES AL HOMO VIDENS DE GIOVANNI SARTORI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abstract&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BASED ON THE CHARACTERISTICS AND ATTRIBUTES SET DOWN BY THE FLORENTINE STATESMAN MACHIAVELLO IN HIS WORK THE PRINCE, AND DEALT WITH AGAIN IN THE TWENTIETH CENTURY BY GRAMSCI IN PREPARING THE MODERN PRINCE, THE AUTHOR PUTS FORWARD THE NOTION OF THE ELECTRONIC PRINCE, CONSISTING OF A POLITICAL FIGURE WHICH IS NEW AND DIFFERENT FROM ALL PREVIOUS FIGURES, AND WHICH ORIGINATES FROM AND NOURISHES ITSELF THROUGH THE COMMUNICATION MEDIA. IN THE AUTHOR´S WORDS, THE ELECTRONIC PRINCE CAN BE SEEN AS ”THE ORGANIC INTELLECTUAL OF DOMINATING GROUPS, CLASSES OR POWER BLOCKS ON A NATIONAL OR WORLDWIDE SCALE”. THUS, IF ONE CONSIDERS ELECTRONIC DEMOCRACY AND MARKETING MOBILIZATION, THE ”POLITICIAN” TAKES SHAPE AS AN EVALUATED PRODUCT WITH CRITERIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://journals.unam.mx/index.php/cuc/article/view/2033/1595"&gt;versão pdf&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-6519334325498390741?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/6519334325498390741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=6519334325498390741' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/6519334325498390741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/6519334325498390741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2010/10/o-principe-eletronico.html' title='O principe eletrônico'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-981716880579039573</id><published>2010-09-22T15:17:00.000-07:00</published><updated>2010-09-22T15:19:04.257-07:00</updated><title type='text'>Jovens podem ter que mudar nome para apagar passado na web</title><content type='html'>Os jovens de hoje podem ser obrigados no futuro a mudar seus nomes para se livrar dos rastros de suas atividades online passadas, advertiu o presidente da Google, Eric Schmidt, em uma entrevista a um jornal americano. Schmidt afirmou ao diário The Wall Street Journal que teme que os jovens não entendam as consequências de ter tanta informação pessoal sobre eles disponível na internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu não acho que a sociedade entenda o que acontece quando tudo é disponibilizado, reconhecido e registrado por todos o tempo todo (...) Eu quero dizer que nós realmente temos que pensar sobre essas coisas como uma sociedade", disse ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o jornal, "ele (Schmidt) prevê, aparentemente sério, que todas as pessoas jovens um dia terão direito automaticamente a mudar de nome ao chegar à vida adulta para deixar para trás as travessuras da juventude guardadas nos sites de mídia social de seus amigos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não estou nem falando sobre as coisas realmente terríveis como terrorismo e acesso a coisas ruins", disse Schmidt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, ele admitiu que a Google guarda cada vez mais informações pessoais sobre seus usuários para ajudar em seus serviços. Segundo ele, no momento a empresa sabe "razoavelmente quem você é, razoavelmente o que você gosta e razoavelmente quem são seus amigos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Google, responsável pelo site de relacionamento social Orkut, recentemente vem buscando aumentar sua presença no setor, com a aquisição da Slide e da Jambool, duas empresas especializadas em prover serviços para redes sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Slide é uma empresa de jogos online, enquanto a Jambool fornece moedas virtuais e sistemas de pagamento. A Google também teria investido recentemente em outra empresa de jogos para redes sociais chamada Zynga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos acreditam que as aquisições são um sinal de que o gigante das buscas online está prestes a lançar outra rede de relacionamentos sociais. Alguns comentaristas de tecnologia já até aventaram um possível nome para o serviço: Google.me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em fevereiro, a empresa se envolveu em uma polêmica ao lançar o serviço de rede social chamado Google Buzz, ligado às contas de e-mail Gmail. O serviço foi criticado por ser ativado sem pedir o consentimento dos usuários, tornando visíveis ao público todos os contatos das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do tom alarmista da entrevista de Schmidt, alguns especialistas em tecnologia consideram sua avaliação "exagerada". "A ideia de que tudo está registrado online não é verdade", disse à BBC a consultora de mídia social Suw Charman-Anderson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Deve levar bastante tempo até que isso se torne verdade, por causa da enormidade da internet." Arquivos como o Google Cache, que guardam versões antigas de sites, são seletivos, lembra ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Google Cache é um instantâneo tirado periodicamente de parte da internet. No momento, é algo incerto", diz. Algumas companhias já apareceram oferecendo serviços de "limpeza" de perfis na internet, mas Charman-Anderson argumenta que é necessária uma mudança de atitude em relação ao conteúdo pessoal na internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sempre há uma diferença de tempo entre a introdução de novas tecnologias e o desenvolvimento de uma série de normas sociais em torno do comportamento que essa tecnologia fomenta", diz ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: terra&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-981716880579039573?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/981716880579039573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=981716880579039573' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/981716880579039573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/981716880579039573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2010/09/noticias-tecnologia-tecnologia-jovens.html' title='Jovens podem ter que mudar nome para apagar passado na web'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-8265173382998584247</id><published>2010-09-22T15:12:00.000-07:00</published><updated>2010-09-22T15:13:30.091-07:00</updated><title type='text'>Mesmo inseguras, jovens se encontrariam com amigo virtual</title><content type='html'>Por: Thais Sabino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um levantamento realizado pela CPP Brasil (Parceria para a Proteção da Criança e do Adolescente) com a ONG Plan Brasil aponta que cerca de 80% das adolescentes brasileiras não se sentem seguras na internet. Apesar disso, o estudo apurou que 50% delas gostariam de se encontrar pessoalmente com alguém que tenham conhecido na internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo faz parte da publicação "Fronteiras Digitais e Urbanas: Meninas em um ambiente em transformação", que mostra como as tecnologias de comunicação e informação têm potencializado o desenvolvimento de meninas e aponta os riscos enfrentados por elas no mundo digital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa mostrou que o uso das tecnologias da informação e comunicação está aumentando rapidamente entre os jovens. Entre 2005 e 2008 houve o maior aumento percentual de todos os setores da população, de 33,7% para 62,9%. Na internet, houve aumento de 75,3% no número de pessoas maiores de dez anos que se conectaram à rede nos últimos cinco anos. Mais pessoas passaram a ter celular, 54,9% a mais do que em 2005. Mais de 80% das meninas entrevistadas possuia telefone celular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As meninas ainda são aquelas que são menos privilegiadas, em questão de segurança, em relação aos meninos", afirmou o superintendente da Plan no Brasil, Moacir Bittencourt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A adolescente A.L.B., 13 anos, passou por um problema de tentativa de abuso sexual. Ela contou que o namorado de sua prima já havia tentado tirar sua roupa quando ela visitava a prima. Porém, após a separação ele ligou para a adolescente, se passou por um amigo e marcou um encontro. "Quando cheguei lá, ele começou a abusar de mim, tirou a minha roupa e não me soltava", contou. A menina tentou informar a família, que "não acreditou na história", segundo ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa aponta também que apenas um terço das meninas sabe como denunciar uma situação de perigo. Quase metade das meninas afirmou que os pais sabem que elas estão online. Porém, para a psicóloga e pesquisadora Silvia Losacco, "os pais precisam aprender a fazer a proteção, como fazer, porque mesmo que trabalhem com internet não sabem como lidar com os filhos que ficam sujeitos a isso". Ela sugere a troca de informações, em vez da repressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O método utilizado pelos pais de T.V., 13 anos, funcionam. "Eles trabalham com computador e instalaram um programa que grava todas as minhas conversas no MSN", disse a adolescente. Segundo ela, a mãe costuma ler as mensagens trocadas no comunicador e repreender quando discorda de algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de qualquer sinal de abuso sexual pela internet, Bittencourt explica que a vítima pode denunciar pelo site da Polícia Federal ou pelo telefone pelo disque 100.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema, porém, não está concentrado no Brasil e acontece no mundo todo. De acordo com o consultor do IICDR, Michael Montgomery, "é um problema mundial e existe um silêncio em todos os países sobre este assunto".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram entrevistadas 400 adolescentes de diversos Estados através de uma pesquisa online e de grupos focais de discussão que contaram com a participação de 40 meninas de escolas públicas e privadas de São Paulo e Santo André. As entrevistadas afirmaram passar de uma a sete horas por dia conectadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Terra&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-8265173382998584247?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/8265173382998584247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=8265173382998584247' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/8265173382998584247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/8265173382998584247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2010/09/mesmo-inseguras-jovens-se-encontrariam.html' title='Mesmo inseguras, jovens se encontrariam com amigo virtual'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-4376724069848921224</id><published>2010-09-08T14:59:00.001-07:00</published><updated>2010-09-08T14:59:47.722-07:00</updated><title type='text'>Curso gratuito para professores de matemática</title><content type='html'>Estão abertas as inscrições para o curso “Materiais Virtuais Interativos para o Ensino da Matemática na Educação Básica”.  O curso é destinado a professores de matemática da rede pública. O curso tem  fluxo contínuo de entrada,  mas com conclusão em junho ou novembro de cada ano. O Curso é “gratuito”  e  na modalidade EAD em ambiente virtual. O certificado será fornecido pela UNIJUI - Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul.  Para maiores informações acesse o endereço abaixo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.projetos.unijui.edu.br/matematica/oferta4.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tânia Michel Pereira&lt;br /&gt;Coordenadora do curso&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-4376724069848921224?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/4376724069848921224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=4376724069848921224' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/4376724069848921224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/4376724069848921224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2010/09/curso-gratuito-para-professores-de.html' title='Curso gratuito para professores de matemática'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-3144484914402735730</id><published>2010-09-01T14:05:00.000-07:00</published><updated>2010-09-01T14:07:14.061-07:00</updated><title type='text'>Redes virtuais: da discussão teórica às potencialidades contemporâneas para a consolidação de redes sociais</title><content type='html'>Por: Elizabeth Oliveira &amp; Marta Irving &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interpretando teoricamente o conceito de redes na era da Internet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na perspectiva histórica, em estudo elaborado para o Núcleo de Pesquisas, Estudos e Formação da Rede de Informações para o Terceiro Setor (Nupef Rits), Aguiar (2006) discute algumas premissas associadas às redes que contribuem para a compreensão de importantes características do fenômeno de intercâmbio social, em permanente evolução no Brasil e no mundo. Segundo afirma a autora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mais do que estruturas de relações, as redes sociais são métodos de interações que sempre visam algum tipo de mudança concreta na vida do indivíduo, no coletivo, e/ou na (s) organização (ões) envolvidos: isto significa que os elementos que compõem a sua estrutura (nós, elos, vínculos, papéis) são indissociáveis da sua dinâmica (freqüência, intensidade e qualidade dos fluxos entre os nós).” (AGUIAR, 2006, pp.11-12)&lt;br /&gt;Segundo a autora, as redes sociais servem, acima de tudo, para facilitar as relações entre pessoas, que interagem tanto em causa própria, em defesa de outros, ou mesmo em nome de uma organização. Essas redes tendem a ser abertas à participação, de acordo com as afinidades de seus membros, e, mesmo podendo ser modificadas com o tempo, mantêm acesa a motivação que as gerou. A pesquisadora ilustra ainda algumas características que diferenciam redes sociais e sistema em rede:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(...) um “sistema em rede” tende a ser fechado (delimitado por certos critérios formais de participação) e determinista (com funções pré-estabelecidas): é o que diferencia, por exemplo, uma rede de ambientalistas de uma rede de supermercados, de escolas ou de bibliotecas; mas tanto a rede social quanto o sistema em rede podem ser mediados ou não por tecnologias de informação e comunicação (TICs); ou ainda serem híbridos – quando parte dos seus participantes não tem acesso a essas tecnologias, formando “teias invisíveis” que se comunicam com a rede através de “indivíduos-ponte.” (AGUIAR, 2006, pp.11-12)&lt;br /&gt;Ainda na perspectiva de discussão de redes, Castells (2003) compara a tecnologia da informação, na atualidade, à eletricidade que possibilitou os avanços da Era Industrial. Segundo o autor, tal qual a energia que induziu o funcionamento de máquinas e motores, revolucionando padrões de produção e consumo, a Internet representa, na atualidade, a força que movimenta a sociedade, interligando-a em redes, por intermédio da informação. Castells (op.cit) discute que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Uma rede é um conjunto de nós interconectados. A formação em redes é uma prática humana muito antiga, mas as redes ganharam vida nova em nosso tempo transformando-se em redes de informação energizadas pela Internet”. (CASTELLS, 2003, p.7)&lt;br /&gt;Com essa concepção, a flexibilidade é mencionada por Castells como uma forte vantagem das redes, enquanto ferramentas de organização. No entanto, em contraste com as hierarquias centralizadas, o autor aponta como pontos negativos das redes, a dificuldade de coordenação de funções e de concentração de recursos em metas específicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o autor, no século passado, três processos independentes se desenvolveram e contribuíram para a formação de uma “nova estrutura social baseada em redes”. Esse impulso se deu a partir das exigências de flexibilidade administrativa e globalização do capital, produção e comércio, ditadas pela economia; além das demandas sociais; e dos avanços tecnológicos. O resultado desses processos permitiu o que o pesquisador denominou de “revolução microeletrônica”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto, segundo o autor, a Internet tornou-se a principal ferramenta para uma nova sociedade, “a sociedade em rede”, impulsionando a criação de uma nova economia e quebrando antigos paradigmas da comunicação. Sendo assim,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Internet é um meio de comunicação que permite, pela primeira vez, a comunicação de muitos com muitos, num momento escolhido, em escala global. Assim como a difusão da máquina impressora no Ocidente criou o que McLuhan chamou de a “Galáxia Gutemberg”, ingressamos agora num novo mundo de comunicação: a Galáxia da Internet”. (CASTELLS, 2003, p.8)&lt;br /&gt;Construindo um contraponto em relação às reflexões de Castells (op.cit), Aguiar (op.cit) discute que, apesar de ter havido um forte incremento das redes sociais em função dos avanços da Internet comercial, existem também “elos invisíveis”, por meio dos quais circulam conhecimento e informação, de forma a permitir a expansão das redes para além dos meios digitalizados. A pesquisadora também problematiza que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sob a perspectiva de seu globalismo economicista, Castells vê as redes como estruturas abertas que só tendem a se expandir. Mas a dinâmica das redes sociais é mais complexa: não obrigatoriamente evolutivas; também podem encolher e, muito frequentemente, ganham e perdem nós ao longo do seu percurso, sem perderem sua identidade, assim como ocorrem mudanças qualitativas nos vínculos entre esses nós. Isto sem contar que nem todas as ligações são intermediadas por tecnologias de informação e comunicação”. (AGUIAR, 2006, p.17)&lt;br /&gt;Como a chamada “Galáxia da Internet” permitiu o avanço da “sociedade em rede”, fenômeno discutido por Castells (op.cit), o termo “rede”, passou a ser utilizado para definir quase todas as formas de organização, cujos elementos, se interligam e se relacionam a distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que as redes se mantenham é fundamental que existam conexões e trocas de informações permanentes, entre seus elementos. Mas, segundo Martinho (2003), nem todas as formas de organização, interligadas à distância por mecanismos de comunicação, podem ser interpretadas como rede. Como discute o autor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A figura da rede é a imagem mais usada para designar ou qualificar sistemas, estruturas ou desenhos organizacionais caracterizados por uma grande quantidade de elementos (pessoas, pontos-de-vendas, entidades, equipamentos etc) dispersos espacialmente e que mantém alguma ligação entre si. É uma metáfora comum à nossa época, que ainda pouco compreende a natureza do fenômeno da Internet e de seus efeitos e, portanto, tende a atribuir a toda situação de "interligação" características presentes na rede de computadores. Se antes, na sociedade industrial, os processos de trabalho eram bem representados pela metáfora da máquina (ou do mecanismo), agora o desenho da rede passa a ocupar lugar preponderante no imaginário da sociedade pós-industrial. Mas nem tudo o que representa esses três aspectos – quantidade, dispersão geográfica e interligação – é rede”. (MARTINHO, 2003, p.8)&lt;br /&gt;O autor exemplifica que, uma estrutura empresarial, pela qual se mantêm interligadas uma matriz e inúmeras filiais, também integra elementos dispersos espacialmente, podendo até ser confundida como rede, e geralmente recebe essa denominação. Porém, a relação de subordinação das filiais à matriz, segundo Martinho (op.cit), faz com que essa estrutura empresarial, se enquadre na categoria de “cadeias”, às quais podem estar incluídos grupos lojistas, supermercadistas e franquias, de hierarquias distintas na conexão. Segundo resume:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Essa estrutura, com base numa concepção meramente formal, poderia ser chamada de “rede”, mas não passa de uma organização tradicional em forma de pirâmide, com uma base muito ampla. Um velho desenho ao qual se dá um nome novo e em voga”. (MARTINHO, 2003, p.9)&lt;br /&gt;Mas o problema, segundo o pesquisador, é que, quando tudo, indiscriminadamente, passa a ser interpretado como rede, essa vigorosa dinâmica “perde brilho e poder explicativo”, e perde algumas das características mais marcantes das redes: “o seu poder criador de ordens novas e seu caráter libertador”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor observa que o conceito de rede, embora seja muito novo, e exija cada vez mais estudos em função dos avanços trazidos pela Internet, incorpora, o que ele define como “a natureza eminentemente democrática, aberta e emancipatória”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa perspectiva, segundo o autor, redes não podem ser confundidas com articulações de grupos centralizadores, já que estas remetem a um projeto deliberado de organização da ação humana, um padrão de integração que instiga atores sociais a empreenderem, na busca de resultados, e na promoção de transformação da realidade, com base no livre fluxo de informação, além de ações cooperativas e participativas, voltadas à realização de ideais coletivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discutindo a visão de Castells, referência internacional em estudos de redes, Martinho (2003) menciona que as tecnologias da informação fornecem, na atualidade, a base material para a impregnação em toda a estrutura social de uma “lógica de redes”, o que seria determinante para a emergência de uma “sociedade em rede”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Martinho, Castells também considera que, se por um lado, o desenvolvimento de tecnologias da informação permitiu o “desvairado e incontrolável” fluxo de capitais pelo planeta, fortalecendo cada vez mais os interesses financeiros do mercado, agilizou, por outro, a articulação de uma variedade enorme de movimentos sociais e organizações da sociedade civil, a começar pelo pioneirismo das redes ambientalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manifestações contra a Organização Mundial do Comércio (OMC), realizadas por movimentos sociais, nos últimos cinco anos, em cidades como Seattle, Praga e Gênova são usadas como exemplos do poder da sociedade em rede, fenômeno que também repercutiu positivamente nas edições do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre. Conforme Martinho discute a seguir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tais redes que, anteriormente, emergiam do relacionamento entre atores sociais e das situações políticas que exigiam resposta coletiva, mas que mantinham uma existência episódica, transformaram-se, propriamente, numa das principais formas de organização permanente desses novos movimentos sociais. Uma multifacetada constelação de ONGs, pessoas e grupos de afinidade em cada uma das áreas da ação política e social humana – educação, saúde, cultura, assistência social, meio ambiente, gênero, defesa de direitos e economia solidária, entre outros – passou a existir”.(MARTINHO, 2003, p. 11)&lt;br /&gt;Fazendo um resgate histórico da evolução do tema no Brasil, Martinho (op.cit) discute que a organização dos movimentos sociais em rede começou a ser observada, no País, nos anos 60, em função da necessidade de articulação entre os atores sociais que lutavam contra a ditadura militar, defendiam a democracia e os direitos humanos. Nos anos 80 e 90, com o uso de sistemas pioneiros de comunicação a distância, por meio de computadores, a articulação em rede ganhou novos contornos e dimensões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo como pano de fundo esse cenário de fortalecimento das redes sociais foi criado, em caráter pioneiro no Brasil, o Fórum Nacional Permanente de Entidades Não-Governamentais de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente - (Fórum DCA), em 1988. Essa articulação resultou na aprovação pelo Congresso Nacional, do Estatuto da Criança e do Adolescente, no início dos anos 90.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa experiência bem-sucedida da organização social em rede, segundo o autor, foi então implantada a Associação Brasileira de ONGs (ABONG), em 1991. Em seguida, nasceu o Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais, que realizou encontro paralelo durante a RIO-92. Essa articulação, entre outros desdobramentos, deu origem à Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA), em 1992. O autor recorda que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em 1996, a liberação do uso comercial e doméstico da Internet no Brasil deu novo alento ao trabalho das redes que já existiam e proporcionou um ambiente favorável à constituição de listas de discussão e comunidades virtuais, que se tornaram embriões de várias articulações de rede que se seguiram. A criação da ONG Rede de Informações para o Terceiro Setor (RITS), em 1998, também merece destaque nesse ligeiro histórico por ter sido a primeira organização de âmbito nacional voltada especificamente para o fomento da organização em rede e do uso de ferramentas para o trabalho colaborativo a distância”. (MARTINHO, 2003 p.12)&lt;br /&gt;Embora tenha havido, nos últimos anos, desde então, um crescimento vertiginoso dessas redes formadas pela sociedade civil, não há levantamentos capazes de quantificá-las. Segundo o autor, é possível encontrar esses grupos colaborativos pelas denominações de “fórum”, “articulação”, “movimento”, “coletivo”, entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No plano da pesquisa, o interesse pelo tema é evidenciado em um mapeamento realizado por Aguiar (2006) que identificou pesquisas acadêmicas sobre o fenômeno de redes sociais no Brasil, entre os anos de 1996 e 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste período, foram identificados 78 pesquisadores doutores, vinculados a 44 instituições públicas e privadas, atuando em estudos sobre redes sociais. A autora que, utilizou o Sistema Eletrônico de Currículos da Plataforma Lattes para realizar o levantamento, também identificou 21 grupos, núcleos e centros de pesquisa envolvidos com essa temática no País. Parte dos estudos envolve discussão sobre o papel das novas tecnologias na mediação de relações sociais via Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Potencialidades e desafios para a consolidação de redes sociais via Web&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marí Sáez (2005) afirma que é inegável o potencial de construção de redes organizativas, capazes de reunir múltiplos atores e organizações sociais, a partir de novas tecnologias de informação. Assim como outros pesquisadores do tema, o autor também menciona a importância da Internet para a atuação dos movimentos de contestação do atual modelo econômico mundial, que ganharam força pelo intercâmbio de inúmeras redes sociais, sobretudo na Europa, Canadá e Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do fortalecimento do poder de articulação dos movimentos sociais em nível global, a organização da chamada sociedade em rede ainda encontra inúmeros obstáculos, conforme pondera Marí Sáez (op.cit). Essas dificuldades, segundo ele, interferem no esforço de transformação da realidade e impedem o pleno aproveitamento do potencial que oferecem os meios de comunicação ao processo de formação de redes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro obstáculo, neste caso, apontado por Marí Sáez (op.ci,), é a influência das políticas neoliberais no processo de mobilização da sociedade. Baseado em Bordieu, o autor define o neoliberalismo como um modelo que tem como objetivo a fragmentação social e a destruição dos projetos coletivos. Segundo argumenta, para a correta reprodução desse sistema interessa que, os movimentos sociais permaneçam “ilhados”, sem capacidade de definição de estratégias e ações comuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor menciona como segunda grande dificuldade no processo de formação de redes sociais, “as relações viciadas com as administrações públicas”. A luta por recursos financeiros, (subvenções públicas) na maior parte das vezes, se converte em um fim em si mesmo, fazendo com que diferentes organizações se vejam competindo, quando deveriam estar estreitando laços de solidariedade e união. Segundo argumenta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Conocedoras de estas dependencias, las propias administraciones “administran” en su provecho esta situación de poder con el fin de tener controlado al movimiento asociativo; en la mayoría de las ocasiones se resisten a articular mecanismos transparentes de gestión de las subvenciones. La máxima de “divide y vencerás” es sistemáticamente aplicada”. (MARÍ SÁEZ, 2005, p.2)&lt;br /&gt;Da mesma maneira, a tendência de se criar grupos fechados, que resistem à aproximação de outros segmentos, que desenvolvem uma espécie de sentimento de posse “sobre pessoas e territórios”, segundo o autor, também constitui um risco enfrentado pelos que buscam estabelecer mecanismos de trabalho em rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto, o fortalecimento da articulação em rede, segundo o autor, depende de uma mobilização contra o que define como “inércia organizativa” e contra sistemas ditos de construção coletiva, que, na verdade, impedem a livre participação de seus membros. Marí Sáez (op.cit) pondera que esses são problemas que refletem ainda uma espécie de reprodução do modelo industrial, calcado na hierarquização e no controle do poder, pelo qual sujeitos não atuam como protagonistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também segundo o autor, outro grande obstáculo à formação de redes, é a dificuldade dos movimentos sociais aproveitarem o pleno potencial das ferramentas audiovisuais. Os grupos sociais que já atuavam em rede, buscando o fortalecimento das interconexões uns com os outros, e que se formaram a partir de organizações flexíveis e horizontais, conforme observa o autor, são os que têm conseguido melhor aproveitar as possibilidades trazidas pelas novas ferramentas de circulação de informação, sobretudo, as que se baseiam na Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, pensar a comunicação, sob uma perspectiva crítica, na opinião de Marí Sáez (op.cit), exige uma análise das implicações econômicas, ideológicas e políticas, dos meios de comunicação de massa calcados no modelo capitalista. Para estimular tal olhar sobre a mídia, o autor argumenta que os movimentos sociais precisam se formar como gestores de comunicação “(...) que trabajen en el seno de sus organizaciones el diseño de planes de comunicación, para pensar estratégicamente en los modos en los que se dirigen a sus públicos, en los lenguajes utilizados, en la manera en que se apropian de las tecnologías de la información y la comunicación”. (p.5)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro (2003) contribui também para esse debate, refletindo sobre as redes e suas reais potencialidades. A autora, valendo-se do enfoque de Latour, reforça que os elementos que trafegam em uma rede são capazes de transformá-la, ao transportar nos seus movimentos, para outros locais que não o de sua origem, toda uma história pessoal. Esse constitui, portanto, um processo constante de redefinições. Segundo discute a autora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em termos topológicos, uma rede se caracteriza por suas conexões, seus pontos de convergência e de bifurcação; por sua heterogeneidade, admitindo a diferenciação, em seu interior, de subconjuntos articulados entre si. É a força desses agenciamentos internos que permite melhor defini-la, entendendo-se que não se trata de vínculos estáveis e perfeitamente estabelecidos, mas antes de relações meta-estáveis que implicam numa permanente redefinição. Cada agenciamento, que se estabelece de forma local e singular, repercute na rede inteira”. (PEDRO, 2003, p.33)&lt;br /&gt;“Flexibilidade”, “caráter de permanente redefinição”, “dinâmica” e “certa capacidade de operacionalização” são expressões utilizadas pela autora para enfatizar como o conceito de rede pode contribuir para desfazer o que denomina de “embaraços” trazidos por outros conceitos tais como os de sistema, estrutura e complexidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O conceito de rede é interessante na medida em que permite lidar com alguns embaraços trazidos por outros conceitos que lhe são aparentados, como por exemplo, os de sistema, estrutura e complexidade. Ao conceito de sistema, a noção de rede permitiria acrescentar uma certa flexibilidade e um caráter de permanente redefinição, não exigindo, portanto, totalização. Ao conceito de estrutura, a noção de rede parece conferir uma historicidade, na medida em que não se define apenas por sua forma mas, sobretudo, pela dinâmica que possibilita acompanhar a gênese dos movimentos que transformam os feitos em fatos. Com relação ao fértil e poderoso conceito de complexidade, a noção de rede pode oferecer uma certa capacidade de operacionalização, permitindo que nos debrucemos sobre a cotidianeidade dos acontecimentos e sobre as práticas que refletem o próprio movimento de hibridação”. (PEDRO, 2003, p.34)&lt;br /&gt;Nas reflexões de Callon, Pedro busca ainda argumentos de que o fortalecimento das redes decorre do apoio que seus elementos conferem entre si, o que colabora para o entendimento do seu caráter de construção coletiva. Segundo a autora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(...) O que torna uma rede forte, diria Callon (1996) é que cada um de seus pontos se apóia em outros – a força deixa de ser um atributo individual para se tornar uma questão de relações e de alianças”. (PEDRO, 2003, p.34)&lt;br /&gt;No entanto, a virtualidade, do mesmo modo que inspira a reflexão, pelas inúmeras possibilidades de difusão da informação e fortalecimento da “sociedade em rede”, parece estar longe de deixar de ser um tema polêmico. A questão se torna evidente no artigo Fóruns, Política e virtualidade no Horizonte da Comunicação, no qual Silveira (2001) afirma que os fóruns virtuais “estão pondo em questão os fundamentos da democracia”. Com base em reflexões de Phillipe Quéau e Tomás Maldonado, a autora conclui que as conseqüências de um novo patamar de comunicação conduzem a grandes incertezas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Alguns como P.Quéau argumentam que os mundos virtuais são ferramentas de representação revolucionárias, enquanto para outros, como Tómas Maldonado, o que se faz pode ser uma confirmação do caminho para a alienação do homem, com uma comunicação sem rosto, escondida atrás de aparatos eletrônicos”. (SILVEIRA, 2001, p.5)&lt;br /&gt;Para Muniz Sodré (2005), as novas tecnologias da informação, geradoras de uma ideologia da comunicação universal, se adequaram muito bem à realidade atual, pela qual os mercados financeiros, constituem o principal modelo de funcionamento da vida social. Segundo uma avaliação crítica do autor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(...) velocidade, probabilidade e instabilidade ou o caos tornam-se parâmetros de aferição do mundo da vida. Entende-se o porquê da velocidade: é preciso integrar em todas as dimensões os centros mundiais de decisão financeira, desbloquear a circulação instantânea dos capitais e acelerar as informações.” (MUNIZ SODRÉ, 2005, p.29)&lt;br /&gt;Para o autor, a velocidade circulatória dos capitais financeiros corresponde, na mesma proporção, à velocidade crescente dos mecanismos de informação e comunicação. Diz o estudioso que “velocidade e flexibilização são conceitos-chave para bem se entender o que está em jogo em todo esse processo”. (p. 24)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, no artigo Comunicação Alternativa e Redes Virtuais: os movimentos sociais na Internet, Moraes (2002), observa que, embora as incertezas ainda dominem as discussões acerca da comunicação virtual, é preciso reconhecer que o avanço da Internet facilitou a difusão de informação, além da abertura do diálogo e o exercício da cidadania em esfera global. Tal reflexão também encontra ressonância nas discussões abertas por Castells e Martinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Moraes (op.cit), novas formas de ação, gestão e participação social estão sendo desenvolvidas por organizações e movimentos, via Web. Segundo afirma o autor, as potencialidades surgidas no âmbito da comunicação virtual são fundadas em práticas interativas e “não submetidas aos mecanismos de seleção e hierarquização da mídia”. Diz ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As entidades civis valem-se da Internet enquanto canal público de comunicação, livre de regulamentações e controles externos, para disseminar informações e análises que contribuam para o fortalecimento da cidadania e para o questionamento de hegemonias constituídas”. (MORAES, 2002, p.4).&lt;br /&gt;Moraes (op.cit) reforça, ainda, que a Internet não pode ser entendida como um “Eldorado digital” e que é impossível subestimar o poderio de grandes grupos empresariais em um cenário de “transnacionalização e oligopolização das indústrias de informação e entretenimento” que avançam sobre o universo virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora reconheça também a inclusão digital como um grande desafio a ser superado pelo país, o autor discorda dos segmentos que deixam de debater o tema segundo ele, com argumentos do tipo: “Os principais beneficiários da Web são as mesmas forças políticas e econômicas que lucram com a ordem capitalista.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o pesquisador, a Internet pode assegurar visibilidade à atuação dos movimentos sociais, além de possibilitar a constituição de comunidades virtuais por aproximações temáticas, anseios e atitudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No artigo Novos Paradigmas Éticos na Comunicação Virtual, o autor volta a refletir sobre as possibilidades de interação e mobilização asseguradas pela Internet. Para Moraes (op.cit), o avanço da difusão da informação, via Web, quebrou paradigmas no que se refere ao processo de emissão e recepção de mensagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo de difusão virtual, na avaliação do pesquisador, possibilitou a formação de uma nova inteligência coletiva, “desterritorializada e descentralizada”, que se contrapõe à cultura verticalizada à qual a sociedade estava habituada. Para o autor, a Internet está contribuindo para o rompimento da arquitetura dos espaços de comunicação e alterando “a imagem clássica” dos aparelhos de divulgação no topo da pirâmide e “dos receptores confinados na base”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No centro de inúmeros debates que se multiplicam em escala global, a Internet para uso comercial e doméstico, é um fenômeno recente. Segundo Castells (2003), seu crescimento mais expressivo foi verificado nos últimos dez anos. De acordo com autor, em 1995 existiam cerca de 16 milhões de usuários no mundo, número que aumentou para 400 milhões de pessoas em 2001, devendo chegar, segundo estima, a dois bilhões no ano de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora tenham evoluído as condições de acesso à rede mundial de computadores, estudiosos como Castells, apontam, a exclusão digital como um dos grandes riscos trazidos pelo avanço da “sociedade em rede”. Segundo reflexões do autor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A influência das redes baseadas na Internet vai além do número de seus usuários: diz respeito também à qualidade do uso. Atividades econômicas, sociais, políticas e culturais por todo o planeta estão sendo estruturadas pela Internet e em torno dela, como por outras redes de computadores. De fato, ser excluído dessas redes é sofrer uma das formas mais danosas de exclusão em nossa economia e em nossa cultura”. (CASTELLS, 2003, p.8).&lt;br /&gt;Considerações finais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São inúmeros, os desafios relativos ao acesso à informação, via Internet, no sentido de fortalecimento das redes sociais. Entre eles, há que se pensar em alternativas de avanço no processo de inclusão digital. Mas, nesse debate, é importante não perder de vista as possibilidades de consolidação das ações de cooperação entre grupos sociais que defendem interesses comuns pelas redes virtuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande parte dessas alianças, ou parcerias, tem sido garantida a partir das interconexões das redes via Web, como discutem Moraes (2002) e Martinho (2003). Para os autores, independentemente de qualquer controvérsia, a Internet tem conseguido garantir a visibilidade dos movimentos sociais que se articulam em rede no Brasil e no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale ressaltar, ainda, que o intercâmbio de idéias, as formações de alianças, interconexões e reconfigurações constantes, são fenômenos permitidos pelas redes, extremamente dependentes da comunicação, segundo Martinho(op.cit). “A comunicação nesse processo, não só é o meio pelo qual, se dá a interação, mas, sobretudo, insumo necessário à organização da rede”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o autor, a diversidade de integrantes de uma rede virtual, aliada à sua dispersão espacial, exige um trabalho de comunicação permanente para que se assegure a organicidade ao conjunto. Conforme discute:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Só quando há comunicação é que o conjunto se torna orgânico. Nesse sentido, a rede depende dos processos de comunicação para constituir-se como tal. A articulação das múltiplas lideranças e a devida coordenação de suas ações diferenciadas só é possível mediante a troca de informação. Este é o elemento regulador do sistema”. (MARTINHO, 2003, p.40)&lt;br /&gt;Enquanto Pearce (1996) ressalta que a Internet representa o mais novo paradigma da comunicação, depois da invenção da escrita, e da criação da imprensa, Trivinho (2005) considera o fortalecimento do ciberespaço como o fenômeno comunicacional mais significativo desde os estudos da Indústria Cultural dos pesquisadores Adorno e Horkheimer, em meados do século passado, considerado um período de grandes questionamentos a respeito do papel da comunicação na sociedade. Ao conceituar o ciberespaço, Trivinho discute que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O conceito de ciberespaço diz respeito a uma estrutura infoeletrônica transnacional de comunicação de dupla via em tempo real, multimídia ou não, que permite a realização de trocas (personalizadas) com alteridades virtuais (humanas ou artificial-inteligentes); ou, numa só expressão conceitual, a uma estrutura virtual transnacional de comunicação interativa. Além de pontuar a mudança de suporte dos processos sócio-culturais e políticos (agora marcado pela imaterialidade informática), a abolição do território geográfico e a interatividade prévia com a máquina, com o software e com a imagem virtual (...)”. (TRIVINHO, 2005, p.168)&lt;br /&gt;Assim, compreender tanto a dinâmica das redes sociais como a sua capacidade de estabelecer novas conexões por meio da Internet são desafios que exigirão cada vez mais estudos sobre o alcance social dos processos de comunicação, sobretudo, os mediados pelas novas tecnologias da informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema ainda é alvo de inúmeras controvérsias, e, embora venha suscitando mais questionamentos, do que encontrando respostas, há que se pensar no desenvolvimento de novas pesquisas capazes de evidenciar os potenciais e obstáculos que envolvem as “interconexões dos nós”, criadas com objetivo de facilitar o diálogo entre inúmeros atores sociais e favorecer construções coletivas capazes de transformar realidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências bibliográficas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * AGUIAR, Sonia. Redes Sociais e tecnologias digitais de informação e comunicação. Relatório final de pesquisa. Núcleo de Pesquisas, Estudos e Formação da Rede de Informação para o Terceiro Setor (Nufep Rits). Rio de Janeiro, 2006.&lt;br /&gt;    * CASTELLS, Manuel. A Galáxia da Internet: reflexões sobre a Internet, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed., 2003.&lt;br /&gt;    * MARÍ SÁEZ, Victor Manuel. El deseo de enredarse y el peligro de liarse. Un autodiagnóstico sobre los procesos de apropiación de Internet por parte de los movimientos sociales y la ciudadania activa. Revista Textos de la CiberSociedad, 9, 2005. Temática variada. Disponível em: http://www.cibersociedad.net.&lt;br /&gt;    * MARTINHO, C. Redes: Uma introdução às dinâmicas da conectividade e da auto-organização. WWF-Brasil, Brasília, 2003.&lt;br /&gt;    * MORAES, Dênis de. Novos Paradigmas Éticos da Comunicação Virtual (disponível emhttp://www.infoamerica.org/articulos)&lt;br /&gt;    * _________ Comunicação Alternativa e Redes Virtuais: os movimentos sociais na internet, Semiosfera, Número 03, dezembro de 2002 (disponível em http://www.wco.ufrj.br/semiosfera/anteriores).&lt;br /&gt;    * PEARCE, B.W. In: SCHNITMAN, D.F. (org). Novos Paradimas: Cultura e Subjetividade. Porto Alegre, Artmed, 1996. (pp. 172-187).&lt;br /&gt;    * PEDRO, Rosa. Redes na Atualidade: Refletindo sobre a Produção de Conhecimento). In: Tecendo o Desenvolvimento: saberes, gênero, ecologia social. Maria Inácia D´Avila e Rosa Pedro (org). Rio de Janeiro, Mauad: Bapera Editora, 2003. Coleção EICOS (Programa de Pós-Graduação em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social). (pp.29-47).&lt;br /&gt;    * SILVEIRA, Ada Cristina Machado. Fóruns, Política e Virtualidade no Horizonte da Comunicação, Revista Pensamento Comunicacional Latino Americano (PCLA), Volume 3, número 1, outubro, novembro e dezembro de 2001.&lt;br /&gt;    * SODRÉ, Muniz. O globalismo como neobarbárie. In: MORAES, Dênis de (org) Por uma outra comunicação: Mídia, mundialização cultural e poder. Editora Record, Rio de Janeiro e São Paulo, 2005.&lt;br /&gt;    * TRIVINHO, Eugênio. Epistemologia em ruínas: a implosão da Teoria da Comunicação na experiência do ciberespaço. In: MARTINS, M.F; e SILVA, M.J. Sulina/Edipucrs. 2003. (pp.167-180).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-3144484914402735730?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/3144484914402735730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=3144484914402735730' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/3144484914402735730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/3144484914402735730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2010/09/redes-virtuais-da-discussao-teorica-as.html' title='Redes virtuais: da discussão teórica às potencialidades contemporâneas para a consolidação de redes sociais'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-3043873656070165228</id><published>2010-08-03T04:10:00.000-07:00</published><updated>2010-08-03T04:11:11.641-07:00</updated><title type='text'>Máquinas científicas</title><content type='html'>Há décadas os computadores eletrônicos têm ajudado os cientistas a armazenar, processar e analisar dados. Mas, à medida que uma explosão de novos conhecimentos tem mudado o panorama científico, a tecnologia também está ampliando o poder dos computadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse novo contexto, as máquinas passam da simples análise para a formulação de hipóteses, entrando em uma área até então exclusiva aos humanos. De acordo com um artigo publicado na edição desta sexta-feira (23/7) da revista Science, em breve os computadores serão capazes de gerar hipóteses úteis sem ajuda dos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo James Evans e Andrey Rzhetsky, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, o fato é que os computadores estão se tornando cada vez menos dependentes de seus criadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Com base em abordagens de inteligência artificial, programas de computadores estão se tornando cada vez mais capazes de integrar conhecimento publicado com dados experimentais, de buscar por padrões e relações lógicas e de permitir o surgimento de novas hipóteses com menos intervenção humana”, disseram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo eles, novas e poderosas ferramentas computacionais entrarão em cena na próxima década para conduzir experimentos maiores e mais complexos, permitindo um grande avanço em áreas como física, química, biomedicina e ciências sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No passado, abordagens computacionais foram mais bem-sucedidas em sistemas pequenos e bem definidos do que em maiores, menos conhecidos e mais complexos. A explosão de dados de experimentos de alto desempenho, entretanto, tem apresentado aos pesquisadores sistemas muito complexos”, disseram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Encarar esse volume de dados com questões tão grandes quanto em escala e complexidade será crítico porque, como disse Mark Twain, ‘você não pode depender de seus olhos quando sua imaginação está fora de foco’”, destacaram os autores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo Machine Science (doi: 10.1126/science.1189416), de James Evans e Andrey Rzhetsky, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência FAPESP&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-3043873656070165228?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/3043873656070165228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=3043873656070165228' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/3043873656070165228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/3043873656070165228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2010/08/maquinas-cientificas.html' title='Máquinas científicas'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-6159285305285425353</id><published>2010-08-03T04:07:00.000-07:00</published><updated>2010-08-03T04:08:15.078-07:00</updated><title type='text'>Jogo sobre Aids tem nova versão</title><content type='html'>A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançou uma versão atualizada do jogo digital Zig-Zaids, cujo objetivo é fornecer informações a jovens sobre o vírus da Aids e doenças sexualmente transmissíveis. O jogo pode ser baixado gratuitamente pela internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenvolvido pelo Laboratório de Educação em Ambiente e Saúde do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) da Fiocruz, o jogo é indicado para maiores de 12 anos e pode ser utilizado em escolas, no ambiente familiar, em espaços não formais de ensino, nos serviços de saúde e em espaços de lazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Fiocruz, o conteúdo da nova versão é resultado de um conjunto de análises críticas sobre as limitações das ações restritas à informação biomédica sobre Aids e avaliações sobre o alcance e adequação do material.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo de revisão incluiu avaliação em escolas da rede pública de ensino do Estado do Rio de Janeiro e parecer do Ministério da Saúde. Na nova edição há mais informações sobre diagnóstico, dados epidemiológicos e direitos sexuais e reprodutivos de portadores de HIV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Fiocruz desenvolve alguns jogos educativos voltados para crianças e adolescentes, como o Jogo da Onda, que procura esclarecer dúvidas e promover reflexões sobre a prevenção da Aids, e o Trilhas, que realiza um passeio cultural e científico pelo Estado do Rio de Janeiro, além de um CD interativo sobre dengue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entidade faz doação de cópias do Zig-Zaids para instituições públicas e órgãos da sociedade civil mediante o recebimento de solicitação pelo e-mail zigzaids@ioc.fiocruz.br ou por carta encaminhada à: Fundação Oswaldo Cruz, Pavilhão Lauro Travassos LEAS, sala 22, Avenida Brasil 4.365, 21045-900, Rio de Janeiro - RJ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fazer download do jogo acesse a página: www.fiocruz.br/ioc/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=44 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência FAPESP&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-6159285305285425353?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/6159285305285425353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=6159285305285425353' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/6159285305285425353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/6159285305285425353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2010/08/jogo-sobre-aids-tem-nova-versao.html' title='Jogo sobre Aids tem nova versão'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-6106422160174636625</id><published>2010-07-26T05:09:00.001-07:00</published><updated>2010-07-26T05:09:59.589-07:00</updated><title type='text'>Máquinas científicas</title><content type='html'>Há décadas os computadores eletrônicos têm ajudado os cientistas a armazenar, processar e analisar dados. Mas, à medida que uma explosão de novos conhecimentos tem mudado o panorama científico, a tecnologia também está ampliando o poder dos computadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse novo contexto, as máquinas passam da simples análise para a formulação de hipóteses, entrando em uma área até então exclusiva aos humanos. De acordo com um artigo publicado na edição desta sexta-feira (23/7) da revista Science, em breve os computadores serão capazes de gerar hipóteses úteis sem ajuda dos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo James Evans e Andrey Rzhetsky, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, o fato é que os computadores estão se tornando cada vez menos dependentes de seus criadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Com base em abordagens de inteligência artificial, programas de computadores estão se tornando cada vez mais capazes de integrar conhecimento publicado com dados experimentais, de buscar por padrões e relações lógicas e de permitir o surgimento de novas hipóteses com menos intervenção humana”, disseram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo eles, novas e poderosas ferramentas computacionais entrarão em cena na próxima década para conduzir experimentos maiores e mais complexos, permitindo um grande avanço em áreas como física, química, biomedicina e ciências sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No passado, abordagens computacionais foram mais bem-sucedidas em sistemas pequenos e bem definidos do que em maiores, menos conhecidos e mais complexos. A explosão de dados de experimentos de alto desempenho, entretanto, tem apresentado aos pesquisadores sistemas muito complexos”, disseram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Encarar esse volume de dados com questões tão grandes quanto em escala e complexidade será crítico porque, como disse Mark Twain, ‘você não pode depender de seus olhos quando sua imaginação está fora de foco’”, destacaram os autores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo Machine Science (doi: 10.1126/science.1189416), de James Evans e Andrey Rzhetsky, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Fapesp&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-6106422160174636625?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/6106422160174636625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=6106422160174636625' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/6106422160174636625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/6106422160174636625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2010/07/maquinas-cientificas.html' title='Máquinas científicas'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-7300826210355131622</id><published>2010-07-02T14:47:00.001-07:00</published><updated>2010-07-02T14:48:29.344-07:00</updated><title type='text'>Comunicação e cultura organizacional em contextos de transição tecnológica</title><content type='html'>Autor: Renato Dias Baptista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As novas tecnologias redesenham o cenário organizacional e impactam sobre a cultura e os sistemas de trabalho. Atrelado a essas transformações, estão a globalização e as imposições da velocidade dos métodos produtivos, da pressão pela renovação contínua e da rápida obsolescência. Nesse cenário, a comunicação possibilita um redesenho dos processos evolutivos das empresas e passa a ocupar um espaço de elevada importância para a elaboração de estratégias organizacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos capazes de resistir às informações que não adaptam à nossa ideologia, percebendo essas informações não como informações, mas como trapaças ou mentiras. Edgar Morin, Para sair do século XX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A evolução tecnológica fomenta intensas transformações organizacionais que provocam impactos sobre os valores humanos. As interações sociais, as concepções sobre o trabalho, o lazer, entre outros, são arremessados num turbilhão movimentado pela globalização e apoiados por robôs, sistemas especialistas, tecnologias da informação e técnicas de gestão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse cenário, a comunicação organizacional redescobriu seu papel, mas como todo conhecimento, pode ser um instrumento de esclarecimento ou manipulação. O fator esclarecimento está associado com outros métodos éticos e socialmente responsáveis que se vinculam às mudanças. Na outra extremidade, quando a comunicação é manipulativa, ela alimenta as novas formas de tortura no trabalho; em ambientes tirânicos, ela é concebida como uma mera “ferramenta” para o controle organizacional, além de amparar discursos vinculados à lógica da auto-exclusão. Há programas corporativos que apresentam a tese de que não seriam as empresas que excluem, a exclusão é causada pelos próprios empregados que não se adaptam ao ritmo acelerado das mudanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, esse é um dos maiores impactos contemporâneos; a imposição de velocidade aos métodos de trabalho. Esse deslocamento está presente nos sistemas produtivos, nas estratégias e na informação instantânea. Não há sintonia com as subjetividades num contexto em que as tecnologias incitam a reordenação e desprezam as culturas (BAPTISTA, 2006).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As organizações criaram a tortura do imediatismo; uma ardileza do conceito de flexibilização empresarial, um recurso subserviente ao mercado global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras conseqüências dessas mudanças direcionam-se aos estreitamentos no ciclo de aprendizagem e desenvolvimento cognitivo, há uma contraposição aos métodos da assimilação tradicional de conceitos. Todos devem aprender rapidamente e, na mesma velocidade, renunciarem ao passado. Rompem-se os conhecimentos que são considerados, rapidamente, obsoletos na sociedade contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante desses pressupostos, o objetivo principal deste artigo é apresentar uma visão panorâmica sobre os contextos organizacionais contemporâneos e as interdependências com a comunicação e a cultura. Para essa consecução, buscamos os pressupostos e pesquisas de autores como; Adler (2002), Antunes (2000), Aubert (2003), Baptista (1997, 2006, 2007), Bueno (2005), Chesneaux (1996), Trivinho (2001), Walton (1998), entre outros, para caracterizar essa tríplice influência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comunicaçao, cultura e tecnología&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O intenso redesenho tecnológico gera impactos na cultura organizacional que, por sua vez, requerem estratégias comunicacionais para amenizar rejeições às mudanças. Há um aspecto fundamental nesse processo; a comunicação deve ser ética. Ela é mais do que uma simples informação ou um instrumento de controle e disciplina; necessita associar-se às transformações gradativas, respeitar os múltiplos clientes e vincular-se à Responsabilidade Social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendemos que as empresas visam o lucro, portanto, a comunicação não será um mecanismo de benevolência, mas é capaz de garantir, juntos com as ações de gestão de pessoas e planejamento macro-estratégico, a continuidade de uma empresa e o apreço em direção de uma evolução no ambiente de trabalho. Assim, consideramos que uma organização avança, quando ela gere pessoas de forma inteligente, associa seus colaboradores com as tecnologias, investe em treinamento contínuo, abre os canais comunicacionais de forma efetiva e busca os pressupostos da participação no trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância da comunicação e cultura pode ser observada em todos os processos de aquisição tecnológica. Uma pesquisa realizada em empresas no Estado de São Paulo possibilitou a comprovação dessa tríplice dependência. Nas ações de reestruturação de tecnologias ocorrida nos finais dos anos 90, foram encontrados dois procedimentos em diferentes companhias: no primeiro, caracterizado como desenvolvimento contínuo, havia uma preocupação em relação à capacitação ininterrupta dos recursos humanos, nesse caso, possibilitava-se que os trabalhadores estivessem cognitivamente preparados para transições tecnológicas. No segundo, constituído de empresas mais lentas, as “estratégias” mais comuns eram as imposições para a mudança e a não observância da cultura estabelecida (BAPTISTA, 1997, 2007).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação às empresas que respeitaram os valores, havia um estudo de clima e dos pressupostos culturais antes de se proceder as mudanças. Com apoio de dados sobre essas variáveis, tornaram-se estrategistas, éticas e responsáveis socialmente.2 Nesse tipo de ambiente, há uma absorção gradativa que garante a efetiva transformação. Em situação oposta, aquelas que utilizaram a mudança autoritária, foram morosas e demandaram maiores investimentos, pois seus métodos requeriam um rígido controle que, a propósito, destruíam as relações humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rigidez na mudança pode fomentar conflitos que estimulam as resistências comportamentais. Baptista (2006) cita, como exemplo, uma empresa que apregoava o slogan “nossos trabalhadores são o nosso principal patrimônio” porém, o local estava em alto nível de pressão e essa frase falaciosa ocasionava, na verdade, muitas dissonâncias contraproducentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a tentativa de exercer controle autoritário nem sempre garante o êxito, a percepção de engodo que os funcionários possuem pode comprometer a veracidade dos planos futuros. Concordo com Adler (2002) em relação à idéia de que, ao fazemos suposições sobre o que percebemos, tendemos em não redescobrir significados cada vez que encontramos uma situação similar. Nesse aspecto, o erro ou a falácia, torna “infecundo” o ambiente; a equipe amplia suas concepções aversivas e tornam-se poucos predispostos às estratégias comunicacionais sobre as necessárias mudanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma gestão competente é capaz de gerir a verdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para efetivamente gerir esse contexto, é essencial assimilar que há uma categórica confluência da comunicação com a cultura organizacional; ambas inter-relacionam-se devido às características sistêmicas (Littlejohn, 1988), orgânicas (Mattelart, 1994), e de processos, mas é com o desenvolvimento da microinformática e da automação que a cultura arraigou-se como base para a transição empresarial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas onde está a cultura? Inicialmente, devemos buscar os conceitos fundamentais para dissecar essa complexidade. Para Hofstede (2003), dentre os muitos termos usados para descrever as manifestações da cultura, podemos reter quatro deles que cobrem o conceito de forma minuciosa: símbolos, heróis, rituais e valores. Para o autor, os símbolos são palavras, gestos, figuras ou objetos que transportam um significado particular que é apenas reconhecido pelos que partilham a cultura. Os heróis são pessoas, que possuem características altamente valorizadas numa determinada cultura e que por isso servem de modelo de comportamento. Os rituais são atividades coletivas, tecnicamente supérfluas, para atingir fins desejados, mas considerados essenciais em determinada cultura; formas de cumprimentar ou transmitir respeito aos outros, constituem alguns exemplos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme Deal e Kennedy (1992), os valores, por sua vez, são a essência de uma filosofia da empresa para alcançar o sucesso, eles provêem um senso de direção comum para todos os empregados e as diretrizes para o comportamento do dia-para-dia deles. São fórmulas que determinam (e ocasionalmente resultam disso) os tipos de heróis corporativos, os mitos, os rituais e as cerimônias da cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valendo-nos dos pressupostos Adler (2002) e Hofstede (2003) destacamos que as diferentes manifestações da cultura são decodificadas, assimiladas, questionadas e absorvidas mediante estratégias de gestão da imagem corporativa, a integração ao trabalho, as regras e suas formas de implementação, o fluxo de tarefas, a acessibilidade entre a base e o topo da hierarquia, os veículos de informação interna e suas formas de linguagem, ou seja, comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, são os sistemas comunicacionais que permitem que os funcionários percebam as dissonâncias, que por sua vez, deterioram as relações com a empresa. O que se vê pode refutar aquilo que se diz e resultar em desmotivação, ansiedade e conflitos intergrupais (BAPTISTA, 2006).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme Bueno (2005),É preciso mudar o perfil da comunicação interna para que ela efetivamente assuma o seu caráter libertador. Isso não significa tornar mais eficazes os canais para a consolidação da hegemonia das chefias, como preconiza a literatura comprometida com a velha ideologia institucional, mas criar espaços de interação democráticos, verdadeiramente participativos, onde a divergência, com responsabilidade, seja assumida (BUENO, 2005, p. 24).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante desse conjunto de elementos, se as organizações não desenvolverem sistemas consonantes com os valores humanos, promoverão as novas torturas do trabalho caracterizadas pela velocidade imperativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos num mundo caracterizado por uma ditadura do tempo real, pela sociedade do zapping e dos clips nos quais vivem intensamente sem duração na busca de resultados de eficácia imediata (AUBERT, 2003). É uma corrida do mundo fugaz (CHESNEAUX, 1996), uma obsessão pela automatização e pela racionalização organizacional (LACOSTE, 2005).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O indivíduo “deve” absorver as idéias de uma organização que gera ansiedade através da velocidade de trabalho mensurada pelas oscilações do mercado. No entendimento de Aubert (2003) vivemos de ações mais imediatas numa aliança que se operaram entre a lógica do lucro e os métodos de gerenciamento associados à urgência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas confluências de impactos tecnológicos levam Trivinho (2001) a afirmar que, Os novos códigos se caracterizam, sociologicamente, como dispositivos tecnoculturais de acesso à práxis instrumental na sociedade tecnológica. Em outras palavras, como uma senha geral de permissões, de direitos enfim, essas linguagens funcionam como gerenciadores da entrada tanto no mercado de trabalho, quanto na vivencia dos demais processos, como, por exemplo, a fruição dos novos bens culturais, que já proliferam de modo ostensivo, igualmente sem uma avaliação satisfatória por parte da reflexão teórica. Isso representa, no fundo, o acesso a uma nova simbólica, ou melhor, a um novo mundo tecnosimbólico, que envolve uma tecnoaculturação especifica do psiquismo humano, correspondente à era da informatização (TRIVINHO, P. 91, 2001).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas circunstâncias, ressalta Chesneaux (1996), todos cedem à pressão estressante do imediato e somos agarrados pelo efêmero. A pressão da informação transforma a vida cotidiana em antecipação angustiada do dia seguinte, perdendo cada dia sua realidade viva e específica. As novas tecnologias se propõem a aumentar quase ao infinito nossas capacidades de produzir e de reproduzir, de gerar a paz e fazer guerra, de divertir-se ou de pensar” (CHESNEAUX, p. 110, 1996).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na opinião de Chesnais (1996), a convergência das tecnologias de informática e de telecomunicações, bem como a introdução de tecnologias ligadas às comunicações por satélite, ao comando numérico e das fibras óticas, criaram condições para o estabelecimento de um sistema verdadeiramente mundial. Ainda segundo o mesmo autor, as transformações advindas, desde fins da década de 70, nas relações entre ciência, tecnologia e atividade industrial fizeram da tecnologia um fator de competitividade cujas características afetam praticamente todo o sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homem-máquina no cenário organizacional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há inúmeros elementos que engendram os domínios das máquinas num contexto que, de acordo com Walton (1998), engloba robôs, movimentação de materiais, engenharia e planejamento de processos assistidos por computador, planejamento e controle, e gestão de sistemas de suporte e decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No pretexto da sobrevivência num mercado global, valorizam-se as qualidades daqueles capazes de se adequarem aos preceitos atuais. As tecnologias redefinem as concepções nas organizações e contrapõem o cenário iniciado com a primeira Revolução Industrial. O termo revolução, a propósito, traz consigo, a essencial revisão daquilo que é vigente e estimula a geração de prognósticos, nem sempre pertinentes, sobre o futuro do trabalho. Landes (1998) ressalta que a palavra revolução pode evocar visões de mudança rápida, até brutal ou violenta. Pode significar também transformação fundamental ou profunda. Para alguns, destaca o autor, tem conotações progressistas, para outros as revoluções são intrinsecamente destrutivas. Todos esses e outros significados dependem de uma palavra que outrora significava simplesmente uma rotação no sentido literal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um breve olhar sobre a história mostra que as primeiras máquinas que alavancaram as fábricas do passado apresentaram estágios de evolução técnica mais longa em comparação aos fundamentados na microeletrônica. A distância entre um invento e outro favoreceu amplas adequações dentro e fora das organizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Landes (1998), o primeiro engenho a usar vapor para criar um vácuo e fazer funcionar uma bomba foi patenteado na Inglaterra por Thomas Savery em 1698; a primeira máquina a vapor propriamente dita (com pistão) foi a de Thomas Newcomen em 1705. Um longo período transcorreu antes de James Watt inventar uma máquina com condensador separado do cilindro (1768) cuja eficiência era suficientemente boa para produzir vapor fora das minas, nas novas cidades industriais; e mais de 15 anos foram necessários para adaptar a máquina ao movimento rotativo, de modo a poder impulsionar as rodas da indústria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses fatos caracterizaram a primeira revolução, situada entre o final do século XVII e o início do século XIX que, conforme Schaff (1996) teve o grande mérito de substituir na produção a força física do homem pela energia das máquinas; primeiro pela utilização do vapor e mais adiante pela utilização da eletricidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo com Vonnegut (1999) quando diz que estamos em meio ao processo de desvalorizar o pensamento humano, pois o ritmo das máquinas fundamentadas na microeletrônica e seus conseqüentes impactos nas técnicas de trabalho, não permitem espaços adequados de absorção e recomposição de novas subjetividades (BAPTISTA, 2006). A analogia com a primeira revolução está no salto qualitativo operado no desenvolvimento da tecnologia de produção que acabou por romper a continuidade dos avanços quantitativos que se iam acumulando nas tecnologias já existentes (SCHAFF, 1996, p. 22).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as empresas não são ambientes de quietude, a despeito de todo o discurso de valorização humana, o lucro não cede espaço. A história, segundo Womack et al (1992), também revela que as primeiras modificações desenvolvidas por Ford no processo de trabalho não se limitaram a aperfeiçoar a peça intercambiável, como também aperfeiçoou o operário intercambiável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estratégia, mais dinheiro com menos pessoas, prosseguir-se-á nas novas etapas dos sistemas produtivos em que se implantam tecnologias com um ímpeto que causa rupturas nas tradicionais formas do desenvolvimento das tarefas. Para Chesneaux (1996) nem a máquina a vapor, nem o telefone, nem a eletricidade, muitas vezes invocados para celebrar a continuidade segura do progresso técnico, provocaram, na sua época, tal choque visceral e difuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de tal situação, a classe que vive do trabalho sofre uma aguda crise que atinge não só a sua materialidade, mas tem profundas repercussões na sua subjetividade e, no íntimo inter-relacionamento destes níveis, afetou a sua forma de ser (ANTUNES, 2000). O computador, por exemplo, é evidenciado por Chesneaux (1996) como algo que surge, contando em pico-segundos e nano-segundos, na plenitude do controle racional dos ritmos e das seqüências de trabalho que aspiraram o fordismo e o taylorismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, essas tecnologias impelem a reordenação, extrapolam espaços que antes eram considerados privados, controlam o tempo de lazer, criam o trabalho portátil, cingem os que são tragados e incitam a culpa de forma unilateral aos que são excluídos (Baptista, 2006).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse novo darwinismo (Kurz, 1992), é preciso absorver tudo de forma rápida além de, conforme Lacoste (2005), exigir a mobilização de conhecimento e saberes múltiplos; os recursos cognitivos são condições essenciais para o êxito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerações finais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comunicação e a cultura devem ser repensadas num ambiente de alta tecnologia. É necessário redescobrir seu papel diante da intensa velocidade. Vivemos num sistema de mútuas interferências, mas que não auto-regula-se com a mesma rapidez da tecnologia; para efeito de evolução, nenhuma sociedade ou empresa poderia esperar por uma auto-regulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fato que as novas tecnologias formam a “paisagem corporativa” e, a despeito de todos os problemas, não haverá retrocesso. Diante disso, o estudo dos impactos humanos que estão associados nesse processo, não devem funcionar como espasmos do pensamento, como a crítica pela crítica, como deleite intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, a integralidade do sistema comunicacional deve ser efetiva; afastar-se do discurso, da dissonância, da manipulação, da subserviência às empresas ausentes de Responsabilidade Social. Uma comunicação ética é possível, primeiramente, é preciso associá-la à cultura e à gestão competente de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;# ADLER, J. A. International dimensions of organizational behavior. Toronto: South-Western, 2002.&lt;br /&gt;# ANTUNES, R. Adeus ao Trabalho? Ensaio sobre as metamorfoses e a centralidade do mundo do trabalho.Cortez-UNICAMP: Campinas, 2000.&lt;br /&gt;# AUBERT, N. Le culte de l´urgence. Paris: flamarion, 2003.&lt;br /&gt;# BAPTISTA, R. D O processo de comunicação e clima organizacional na entrada de novas tecnologias. 1997, 157f. Dissertação (Mestrado em Comunicação) Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Universidade Estadual Paulista, São Paulo, 1997.&lt;br /&gt;# _________Trabalho e transitoriedade tecnológica: as compressões da mudança num contexto de globalização. In. ENCONTRO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA, 2006, Assis. Disponível em:http://www.assis.unesp.br/encontrosdepsicologia. Acesso em: 30 de ago. 2006.&lt;br /&gt;# _________Será que a estagnação é um mecanismo de absorção e de recomposição da subjetividade? Disponível em: http://netart.incubadora.fapesp.br/portal/Members/rdbap/ guattari, Acesso em: 31 de ago. 2006.&lt;br /&gt;# _________As dimensões da comunicação e da cultura organizacional em um contexto de renovação tecnológica. Revista Comunicação e Sociedade, São Bernardo do Campo, n. 46, p. 33-41, 2006.&lt;br /&gt;# _________Comunicação e cultura organizacional: interfaces com as novas tecnologias. In: Anais do Encontro da União Latinoamericana de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura. Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2006.&lt;br /&gt;# _________ Involuções Corporativas: perspectivas críticas sobre a gestão de pessoas, comunicação e cultura nas organizações. São Paulo: AllPrint, 2007.&lt;br /&gt;# BUENO, W. C. Comunicação empresarial no Brasil: uma leitura crítica. São Paulo: All Print, 2005.&lt;br /&gt;# CHESNAIS, F. A mundialização do capital. São Paulo: Xamã, 1996.&lt;br /&gt;# CHESNEAUX, J. Modernidade-Mundo. 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Rio de Janeiro: Campus, 1992.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Cibersociedade.net&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-7300826210355131622?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/7300826210355131622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=7300826210355131622' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/7300826210355131622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/7300826210355131622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2010/07/comunicacao-e-cultura-organizacional-em.html' title='Comunicação e cultura organizacional em contextos de transição tecnológica'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-6080611599780090942</id><published>2010-05-20T16:33:00.000-07:00</published><updated>2010-05-20T16:34:10.061-07:00</updated><title type='text'>Ciência em realidade virtual</title><content type='html'>Por Fabio Reynol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um matemático resolve equações mergulhado em uma piscina virtual de números e gráficos, na qual ele pode andar e observar os resultados que são construídos à sua volta. Um químico testa novas interações moleculares movendo manualmente átomos do tamanho de bolas de tênis, que ficam ao seu redor e reproduzem em três dimensões as substâncias formadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses exemplos futuristas são a solução imaginada por George Djorgovski, professor de astronomia do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, na sigla em inglês), dos Estados Unidos, para que pesquisadores consigam lidar com os dados cada vez mais complexos que a ciência vem produzindo em quantidade gigantesca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o Faculty Summit 2010 América Latina, evento promovido pela FAPESP e pela Microsoft Research, realizado de 12 a 14 de maio, no Guarujá (SP), Djorgovski explicou que a quantidade e a complexidade dos dados científicos ultrapassou os limites da capacidade humana para entendê-los e até mesmo para observá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É preciso admitir que a maior parte dos dados levantados hoje pela ciência jamais serão vistos por olhos humanos. É simplesmente impossível”, disse Djorgovski.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pesquisador usou como exemplos trabalhos de sua própria área de atuação, a astronomia. Telescópios monitorados por sistemas automáticos registram diariamente enormes quantidades de dados que não poderiam ser totalmente analisados nem se toda a população da Terra fosse formada por astrônomos, de acordo com Djorgovski.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo acontece com outras áreas da ciência que trabalham com grandes quantidades de informações, como é o caso dos estudos sobre a biodiversidade e a climatologia. Além de enorme, esse banco de dados está dobrando de tamanho a cada ano e meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A tecnologia da informação é uma enorme revolução que ainda está em andamento. Ela é muito maior que a Revolução Industrial e só é comparável à imprensa de Gutemberg. Essa revolução tem mudado até os paradigmas científicos vigentes”, declarou o pesquisador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Armas de instrução de massa”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele explica que as ferramentas, os dados e até os métodos utilizados pela ciência migraram para o mundo virtual e agora só podem ser trabalhados nele. “Com isso, a web tem potencial para transformar todos os níveis da educação. É uma verdadeira arma de instrução em massa”, ressaltou fazendo um trocadilho com o termo militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ferramentas de pesquisa de última geração podem ser utilizadas por qualquer pessoa do mundo com acesso banda larga à internet”, afirmou Djorgovski. Como exemplo, o pesquisador falou que países que não possuem telescópios de grande porte podem analisar e ainda fazer descobertas com imagens feitas pelos melhores e mais potentes equipamentos disponíveis no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, trabalhar a educação também envolve o processamento de grande quantidade de informações. Essa montanha de dados a ser explorada levou o pesquisador a questionar a utilidade de uma informação que não pode ser analisada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, Djorgovski considera tão importante quanto a coleta de dados, os processos subsequentes que vão selecionar o que for considerado relevante e lhes dar sentido. São os trabalhos de armazenamento, mineração e interpretação de dados, etapas que também estão ficando cada vez mais a cargo das máquinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da quantidade, também a complexidade das informações está ultrapassando a capacidade humana de entendimento. “Podemos imaginar um modelo de uma, duas ou três dimensões. Mas um universo formado por 100 dimensões é impossível. Você poderá entender matematicamente a sua formação, mas jamais conseguirá imaginá-lo”, desafiou o astrônomo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, ele acredita que ainda há espaço para que raciocínio humano amplie sua capacidade, contanto que receba uma ajuda externa: a da realidade virtual. “A tecnologia desenvolvida para os games poderá ajudar o pesquisadores a ter maior compreensão de seu objeto de pesquisa, ao proporcionar uma visualização que o envolve completamente”, afirmou ilustrando com os exemplos do matemático e do químico, citados acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Djorgovski, um dos grandes problemas da ciência atual consiste em lidar com uma complexidade crescente de informações. Como solução, o pesquisador aposta no desenvolvimento de novos sistemas de inteligência artificial. “As novas gerações de inteligência artificial estão evoluindo de maneira mais madura. Elas não emulam a inteligência humana, como faziam as primeiras versões. Com isso conseguem trabalhar dados mais complexos”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chave para essas soluções, segundo o astrônomo, é a ciência da computação. “Ela representa para o século 21 o que a matemática foi para as ciências dos séculos 17, 18 e 19”, disse afirmando que a disciplina é ao mesmo tempo a “cola” e o “lubrificante” das ciências atuais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência: Fapesp&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-6080611599780090942?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/6080611599780090942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=6080611599780090942' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/6080611599780090942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/6080611599780090942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2010/05/ciencia-em-realidade-virtual.html' title='Ciência em realidade virtual'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-7302119080546220438</id><published>2010-05-11T16:48:00.000-07:00</published><updated>2010-05-11T16:50:08.246-07:00</updated><title type='text'>Videogame que ensina física</title><content type='html'>Por Fábio Reynol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma espaçonave de tamanho subatômico tem a missão de capturar partículas, identificá-las e com elas montar estruturas atômicas em outro planeta. Essa é parte da missão do  &lt;a href="http://www.sprace.org.br/SPRACE/sprace-game"&gt;Sprace Game&lt;/a&gt; , um jogo de computador projetado por físicos do Centro Regional de Análise de São Paulo (Sprace) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) com o objetivo de transmitir conceitos de física de partículas para o público leigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento do videogame foi financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e é patrocinado pelo Sprace, centro financiado pela FAPESP e que é ligado ao Instituto de Física Teórica (IFT) do campus da Unesp da Barra Funda, na capital paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cerimônia de lançamento, realizada na manhã de segunda-feira (10), o professor do Instituto de Física Teórica da Unesp Sérgio Ferraz Novaes, coordenador do Sprace, contou que o jogo faz parte de um esforço de levar aos alunos de ensino médio do país informações atuais sobre física de partículas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As informações escolares sobre estrutura da matéria estão defasadas em quase um século”, declarou Novaes através de um sistema de vídeoconferência. O professor falou aos jornalistas a partir do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), em Genebra, Suíça, onde participa do experimento CMS (Solenoide Múon Compacto, na sigla em inglês).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mostrar aos estudantes que os átomos são muito mais do que somente prótons, nêutrons e elétrons, a equipe do IFT enviou a todas as escolas brasileiras do ensino médio cartazes didáticos apresentando as demais partículas subatômicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Porém, os cartazes atingem somente os interessados em física, enquanto que o game alcança muito mais jovens”, afirmou o designer do Sprace Game, Einar Saukas, da Summa Technology+Business, empresa que produziu o jogo. O desenvolvimento do game ficou sob a responsabilidade da empresa Black Widow Games Brasil, com a qual Saukas também está envolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Projetado em linguagem Java, o Sprace Game consegue rodar em qualquer computador com sistemas operacionais Windows, Linus, ou Mac. O programador do jogo, Ulisses Bebianno de Mello, da Black Widow, explicou à Agência FAPESP que há três versões de resolução para que até máquinas um pouco mais antigas possam receber o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Conseguimos rodar a versão mais básica em um Pentium 1,3Ghz com 512M de memória RAM, acreditamos que a configuração mínima para o jogo seja essa”, disse Mello. Por funcionar em plataformas enxutas, o Sprace Game pode servir como ferramenta de ensino em escolas e instituições com poucos recursos, necessitando apenas do acesso à internet. O jogo é gratuito e pode ser acessado na página do Sprace: Sprace Game&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em busca de partículas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao passar pelas quatro fases do Sprace Game, o jogador tem que capturar com sua espaçonave partículas subatômicas; levá-las a um laboratório para que sejam identificadas; descobrir do que são formadas as partículas compostas chamadas de hádrons e recombinar quarks para formar prótons e nêutrons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com eles, o jogador consegue montar núcleos atômicos de hidrogênio e oxigênio, a fim de produzir um recurso fundamental para a colonização do planeta explorado, a água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das fases mais interessantes é a segunda, na qual o jogador deve encontrar e perseguir a partícula tau e observar o seu decaimento, que é a decomposição em outras subpartículas no fim de seu tempo de vida. São essas subpartículas que o jogador deverá capturar. “Isso ajuda a explicar o conceito do decaimento”, disse Saukas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O designer revelou que um dos grandes desafios do projeto foi criar um jogo que proporcionasse entretenimento sem perder a precisão científica. “Não podíamos fazer um jogo somente divertido e que tivesse incorreções científicas, nem fazer algo muito preciso e que fosse chato de jogar”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O produto final foi testado e aprovado por alunos do ensino médio participantes do Master Class: Hands on Particle Physics evento internacional cuja etapa paulista foi realizada em fevereiro pela Unesp. “Os estudantes tiveram duas horas para jogar, mas depois desse tempo ainda queriam continuar jogando”, contou Saukas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sucesso inicial demonstra o acerto na escolha do jogo eletrônico como mídia para divulgar a física de partículas, segundo acredita o professor Novaes. Para ele, trata-se de conceitos intrincados e que precisam ser repetidos para que sejam assimilados. “Filmes, livros e quadrinhos já foram feitos com esse objetivo, mas o videogame é muito mais eficaz nesse aspecto”, declarou o professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repercussão internacional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor da Unesp disse que o Sprace Game já tem despertado o interesse de outros países. Uma versão em inglês está sendo finalizada para dar origem a traduções para outros idiomas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisadores e divulgadores científicos da França, Áustria, Portugal, República Tcheca e Estados Unidos entraram em contato com Novaes para conversar sobre o jogo, além de profissionais de divulgação científica da Comunidade Europeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor Helio Takai, do Brookhaven National Laboratory, de Upton, nos Estados Unidos, que também participou da videoconferência do lançamento do Sprace, afirmou que o jogo poderá reduzir a defasagem do ensino de física de partículas que também existe naquele país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como no Brasil, o ensino norte-americano até o nível médio repassa conceitos da física descobertos até o início do século 20. Desde então, experimentos realizados em aceleradores de partículas revelaram que prótons e nêutrons são compostos de quarks, partes ainda menores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos quarks, que se dividem em seis tipos (up, down, strange, charm, bottom e top), também foram descobertos os léptons (elétron, múon, tau e seus três respectivos neutrinos) e as partículas responsáveis pelas interações forte, fraca e eletromagnética (glúon, W, Z e fóton). Enriquecer os conhecimentos de física de estudantes do ensino médio com essas informações mais atualizadas é o objetivo principal do Sprace Game.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aqui nos Estados Unidos, as agências de pesquisa valorizam muito as atividades educacionais. Da mesma forma, no Brasil, iniciativas como o Sprace são uma maneira de retribuir à população os investimentos públicos em pesquisa”, falou Takai na cerimônia de lançamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novaes disse que um colega resumiu o ensino de física nesses termos: “Um professor do século 20 ensina física do século 19 para um estudante do século 21”. Para o professor da Unesp, o Sprace Game procura levar informações contemporâneas para estudantes do século 21, por meio de uma mídia moderna.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Agência Fapesp&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-7302119080546220438?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/7302119080546220438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=7302119080546220438' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/7302119080546220438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/7302119080546220438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2010/05/videogame-que-ensina-fisica.html' title='Videogame que ensina física'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-7909102901854610663</id><published>2010-05-09T14:44:00.000-07:00</published><updated>2010-05-09T14:45:53.615-07:00</updated><title type='text'>Redes de inclusão</title><content type='html'>Por Alex Sander Alcântara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discussão sobre pobreza quase sempre esbarra nos indicadores de renda, que explicam apenas uma das facetas do problema. Se duas pessoas tiveram acessos diferenciados a serviços públicos como educação e saúde, por exemplo – embora possuam a mesma renda nominal –, uma delas pode ser considerada mais pobre. Além disso, se ela estiver isolada espacialmente, será mais segregada do que a outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela renda a pobreza até pode ser atenuada, mas, por outro lado, a desigualdade não, pois é reproduzida de várias outras formas. Pesquisas feitas no Centro de Estudos da Metrópole (CEM) – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da FAPESP e também um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) – têm se dedicado cada vez mais a ampliar essa percepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos eixos de estudo foca na relação entre redes sociais e pobreza e mostra que a desigualdade está presente também nas primeiras. Uma das hipóteses sugere que, além da renda, a sociabilidade – relações familiares, de amizade no trabalho ou na vizinhança, na igreja, associações, entre outras – tem grande impacto nas condições de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um estudo conduzido por Eduardo Marques, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador do CEM, tem indicado que membros de redes com grande homofilia – com parceiros de contato com mesmo perfil socioeconômico e demográfico – têm maior dificuldade para conseguir um emprego, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A pobreza é multidimensional e articula vários elementos sociais. Até agora, nossas análises sugerem que redes sociais de pessoas pobres tendem a ser menores, menos diversas e mais locais do que as da classe média. Mas essa constatação pode ser observada também entre os mais desfavorecidos, explicando por que alguns indivíduos são mais pobres do que outros com mesma renda”, disse Marques, coordenador da pesquisa, à Agência FAPESP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa sobre redes sociais – que conta com a participação de duas doutorandas e uma mestranda – foi apresentada durante o Seminário Internacional Metrópole e Desigualdade, realizado em março último.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo de campo colheu dados de redes pessoais de indivíduos pobres de São Paulo e Salvador e comparou com uma pequena amostra da classe média. Foram cerca de 362 casos de pessoas pobres (sendo 209 de sete regiões em São Paulo e 153 de cinco regiões em Salvador) e 30 de classe média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Marques, a amostra da classe média – que foi somente de São Paulo – foi usada apenas para ter um parâmetro. A lógica do estudo foi escolher casos muito diferentes entre eles, principalmente em relação aos pobres, cujas redes variam muito internamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por isso, escolhemos locais que representam situações urbanas diferentes no interior de cada cidade do ponto de vista da segregação, das condições de moradia e do tipo de habitação, como favelas próximas a bairros ricos e pobres, favela de periferia e outros, e representamos nas duas cidades situações de pobreza muito diferentes”, explicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ele, a escolha de São Paulo e Salvador se deu por se tratar de duas cidades com características bem diferentes do ponto de vista da malha urbana e do mercado de trabalho, mas o que se observou foi que os padrões gerais são similares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Percebemos que São Paulo apresenta redes de sociabilidade um pouco maiores, enquanto em Salvador as redes tendem a ser mais densas. Mas o que impressiona é justamente a similaridade em ambas, que sugere que esse padrão que obtivemos em São Paulo é sólido, ou seja, representa uma regularidade nas situações de pobreza”, disse o professor da USP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Combinação complexa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As entrevistas focaram nas redes de contato do indivíduo. As pessoas foram abordadas em espaços públicos e em casa durante a semana ou no fim de semana. Foram coletadas informações relacionadas às redes e os atributos de seus componentes quanto ao gênero, idade e emprego, status usado para controlar a amostragem e combinação de critérios. Para as pessoas de classe média, as entrevistas foram agendadas por telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nos dias da semana, por exemplo, entrevistávamos mais mulheres e, dependendo do horário, mais idosos e jovens. Corrigimos as diferenças nas entrevistas seguintes, realizadas em fins de semana”, explicou Marques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os perfis de sociabilidade mostraram semelhanças entre as cidades, com a esfera familiar respondendo em primeiro lugar, com 40,6%, e a vizinhança em segundo, com 31,6%. Em seguida, o trabalho correspondeu a 8%, seguido por amizades (5,9%), igreja (4,6%) e estudos (3,3%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Marques, a esfera familiar é muito alta também na classe média. “Mas pessoas pobres que têm redes concentradas na família, nos vizinhos e nos amigos tendem a ter condições piores do que pessoas com sociabilidade concentrada no trabalho, em associações e na igreja”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conjunto das pesquisas conduzidas no CEM parte do pressuposto teórico de que o mundo do trabalho, as políticas e ações do Estado e a sociabilidade representam as três fontes de bem-estar, sendo decisivos para a superação da pobreza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quanto menor a ‘homofilia potencial’ maior a probabilidade de se encontrar pessoas diferentes do grupo no qual se está inserido, em comparação com as esferas da família, da vizinhança e dos amigos. Com isso, as pessoas têm mais acessos a informação, repertórios e oportunidades”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia do estudo é mostrar que muitos indivíduos podem estar segregados no espaço e, ao mesmo tempo, conectados por redes. “O espaço e as redes podem se combinar de maneira complexa, com um combatendo o efeito do outro”, afirmou Marques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ele, a pesquisa estabelece, em um primeiro momento, uma relação entre a classe média e pobres, mas depois é feita uma aproximação nos indivíduos menos favorecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando se faz um mergulho na classe menos favorecida, existe uma enorme variedade interna. O estudo procura explicar por que alguns são mais e outros menos pobres, e por que alguns têm sociabilidade mais variada e outros menos, por exemplo”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A introdução do estudo de Salvador foi importante, segundo Marques, porque trouxe mais segurança para as hipóteses. “Em um primeiro momento, a situação pareceria específica para São Paulo, devido às suas peculiaridades econômicas e sociais, mas não era. O caso de Salvador mostra que há essa similaridade”, apontou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As análises referentes a São Paulo serão publicadas em livro (no prelo), que será lançado em breve pela editora da Universidade Estadual Paulista (Unesp).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações: www.centrodametropole.org.br &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Agência Fapesp.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-7909102901854610663?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/7909102901854610663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=7909102901854610663' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/7909102901854610663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/7909102901854610663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2010/05/redes-de-inclusao.html' title='Redes de inclusão'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-8788986251220381828</id><published>2010-04-15T11:22:00.000-07:00</published><updated>2010-04-15T11:23:21.732-07:00</updated><title type='text'>15 º Encontro de Design e Tecnologia Digital</title><content type='html'>o EDTED – Encontro de Design e Tecnologia Digital – ampliou o seu roteiro e passará, em 2010, por mais uma cidade: Fortaleza. Agora, serão 10 cidades, 220 palestras e 5.000 participantes! Confira as datas e os locais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;08 de maio – Porto Alegre&lt;br /&gt;22 de maio – Curitiba&lt;br /&gt;19 de junho – Florianópolis&lt;br /&gt;10 de julho – Brasília&lt;br /&gt;07 de agosto – Belo Horizonte&lt;br /&gt;18 de setembro – Salvador&lt;br /&gt;16 de outubro – Fortaleza&lt;br /&gt;04 de dezembro – Recife&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pioneiro na área e referência nacional, o EDTED chega à sua 15º edição apresentando quatro espaços recheados de conteúdo: Design, Tecnologia, Oficinas, Minicurso/Desconferências. A ampla programação do evento foi definida com a colaboração do público, que escolheu os temas mais discutidos na atualidade. No Espaço Design, cores, criação e inovação serão alguns dos temas tratados; o framework Ruby on Rails e o CMS para e-commerce, Magento, são dois dos fortes assuntos que farão parte do Espaço Tecnologia; as oficinas serão sobre cloud computing, e-mail marketing, métricas, pagamentos digitais e muito mais; e no Espaço Minicursos/Desconferências, os participantes ficarão por dentro de tudo sobre o framework Django e o CMS Joomla!, além de games, acessibilidade na web, comunidades de TI, entre outros temas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos intervalos, você poderá visitar livremente a área de exposição, que receberá empresas de hospedagem, sistema de e-mail marketing, sistemas de pagamento, livrarias e, entre elas, os nossos patrocinadores oficiais: Uol Host, Locaweb, Dinamize, Tecla, Moip e PagSeguro, patrocinador regional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os eventos serão realizados aos sábados, das 9 às 18 horas, e os valores variam de R$ 24 a R$ 74, dependendo da data de inscrição. Fique de olho no site do evento para conferir as datas promocionais: www.edted.com.br.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-8788986251220381828?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/8788986251220381828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=8788986251220381828' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/8788986251220381828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/8788986251220381828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2010/04/15-encontro-de-design-e-tecnologia.html' title='15 º Encontro de Design e Tecnologia Digital'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-2376965721432956487</id><published>2010-04-15T11:18:00.000-07:00</published><updated>2010-04-15T11:20:10.143-07:00</updated><title type='text'>Ciberespaço, conexões, interatividade: um ensaio sobre pessoas que usam tecnologias</title><content type='html'>O que há no ciberespaço?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ciberespaço é, antes de qualquer coisa, uma dimensão comunicacional. Sua lógica é a da articulação de memórias através das conexões. Assim, de certa forma, indicou Lévy (1999, p. 92), ao definir o ciberespaço como "o espaço de comunicação aberto pela interconexão mundial dos computadores e das memórias dos computadores". Para o autor, semelhante assertiva não exclui outros meios de comunicação eletrônicos, "na medida que transmitem informações provenientes de fontes digitais ou destinadas à digitalização" (idem, ibidem). Segundo Lévy, ainda, o formato digital é essencial para o ciberespaço:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insisto na codificação digital, pois ela condiciona o caráter plástico, fluido, calculável com precisão e tratável em tempo real, hipertextual, interativo e, resumindo, virtual da informação que é, parece-me, a marca distintiva do ciberespaço. Esse novo meio tem a vocação de colocar em sinergia e interfacear todos os dispositivos de criação de informação, de gravação, de comunicação e de simulação (Lévy, 1999, pp. 92-93)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto porque, em essência, o ciberespaço, nas definições de Lévy, disponibiliza dados – apesar do uso do termo ‘informações’. Mas não são informações, e não são, também, conhecimentos, mas dados, apenas. Para me explicar melhor, devo insistir nessa dimensão daquilo que trafega nas redes, daquilo que é armazenado nas memórias de massa dos artefatos computacionais e, também, em suas versões voláteis: são dados, porque semelhantes elementos são representáveis e armazenáveis em computadores e podem trafegar, por conseqüência, nas redes compostas por tais equipamentos. Informação e conhecimento não têm essa possibilidade. Esta é a opinião de Setzer (1999), segundo o qual tanto a informação quanto o conhecimento não são armazenáveis por sistemas computacionais, mas a informação, que implica em significação de caráter pessoal, pode ser representada através de dados, estes, por sua vez, descritíveis de maneira formal, estrutural. Assim, um dado seria "uma seqüência de símbolos quantificados ou quantificáveis. Portanto, um texto é um dado (...). Também são dados imagens, sons e animação (...). Como são símbolos quantificáveis, dados podem obviamente ser armazenados em um computador e processados por ele" (Setzer, 1999). Desta forma, "não é possível processar informação diretamente em um computador. Para isso é necessário reduzi-la a dados" (idem, ibidem). O conhecimento, entretanto, não é passível de semelhante redução, sob pena de ‘transformar-se’, justamente, em informação. De acordo com o autor mencionado, "associamos informação à semântica; conhecimento está associado com pragmática, isto é, relaciona-se com alguma coisa existente no ‘mundo real’ do qual temos uma experiência direta" (idem, ibidem). Não trafegam nas redes, através das conexões hipertextuais, os significados e as experiências. Apenas os sinais, representações das coisas digitalizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Conexões: pessoas e outras coisas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que o ciberespaço não é só isso. Volto, aqui, às conexões. No mundo todo, pessoas conectam-se a fontes remotas de dados, às memórias providas pelos bancos de dados geograficamente distribuídos. Pessoas se comunicam, enviam mensagens, participam de conferências, interagem em ambientes virtuais, participam de competições, estudam, aprendem, em tempos diversos, síncronos e/ou assíncronos. Do ponto de vista do suporte, estas e outras atividades são possíveis graças a uma combinação complexa de tecnologias de informação e de comunicação. São estes aparatos técnicos os oportunizadores do armazenamento, do processamento, da interpretação, da conversão de padrões e, finalmente, das conexões. Ao utilizar semelhante infra-estrutura, o elemento humano adere e completa o mapa ciberespacial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas pessoas, o elemento imprescindível: a mente. Neste âmbito, dados são convertidos em informações e subsidiam, ao encontrar a experiência objetiva, a construção dos conhecimentos. Outras dimensões, igualmente, podem ser incluídas, como a da crítica, do julgamento, da invenção. Isto também está no ciberespaço e, sem isso, na verdade, o ciberespaço nada seria senão uma gigantesca e estática biblioteca, linear e hierárquica, além de uma espécie de ‘secretária eletrônica planetária’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mente e as intervenções técnicas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As técnicas de inteligência artificial (IA) são ainda (e, talvez, sempre) incapazes de produzir todas estas características do pensamento humano. As formas de representação do conhecimento empregadas no domínio da IA tratam de prover imitações de alguns processos de inteligência. Redes semânticas, por exemplo, usam conexões com significado para criar relações entre objetos representáveis. O aprendizado automatizado, implementado através de diversas técnicas, parte do princípio que o uso de determinado sistema refina seu conhecimento sobre certos domínios, de modo que a nova experiência venha agregar e/ou modificar a base de dados preexistente. Redes neurais têm a possibilidade de, a medida que refinam o aprendizado sob certos elementos e padrões via treinamento das estruturas constituintes, gerar ações consistentes, revelando um comportamento de certo modo inteligente. Concorrem para isso características como redundância, paralelismo, adaptabilidade, entre outras. Em uma dada configuração, determinada pelo paradigma neural a ser empregado, uma rede deste tipo é ‘treinada’, procurando ajustar os pesos das ligações entre os neurônios artificiais e as camadas envolvidas. Isto significa, matematicamente, operar pela diminuição e distribuição do erro encontrado ao longo das camadas (backpropagation), em ciclos sucessivos, até que o mesmo seja insignificante. É inegável que as melhores implementações de redes neurais são capazes de simular o aprendizado, em processos que, por semelhança, poderiam ser reconhecidos como memorizações, analogias, desvendamentos, ‘tentativas-e-erros’, reconhecimento e aplicação de padrões, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode negar (nem nunca tive esta intenção) a utilidade, a pertinência e a eficiência destas técnicas aplicadas à solução de certos tipos de questões – cada vez mais amplas. Entretanto, tenho certeza que não consta, entre as finalidades das pesquisas em IA, o propósito de substituição da mente humana. Dimensões como a da crítica, da ironia, do desejo e suas múltiplas formas de manifestação, da vontade, para mencionar somente algumas, continuam desafios até agora intransponíveis. Mesmo o aprendizado efetuado através da manipulação técnica artificial limita-se a alguns paradigmas. Mas as pessoas aprendem de maneiras diversas, construindo, reproduzindo, memorizando. Estes aprendizados são diferentes – defendo, por exemplo, que, em um contexto educacional, a reprodução não tenha o mesmo valor de aprendizado da construção. Talvez, inclusive, a mente humana utilize há séculos estratégias de aprendizado que sequer foram desvendadas em seu âmbito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emblemática, a esse respeito, a intervenção de Virgílio Fernandes de Almeida, ao tecer comentários sobre o livro de Sidney Perkowitz, Digital People – From Bionic Humans to Androids, que aqui reproduzo por resumir de maneira bastante significativa a questão dos ‘artefatos que pensam’:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Borges, por exemplo, criou o personagem Funes, de memória praticamente ilimitada, como poderiam ter os seres artificiais. Nada, nenhum minucioso detalhe, escapava da implacável memória de Funes. E, apesar da ilimitada capacidade de memória, Funes era incapaz de "idéias gerais", era incapaz de pensar. "Suspeito entretanto que (Funes) não era muito capaz de pensar. Pensar é esquecer diferenças, é generalizar, abstrair." No livro "Sete Contos de Fúria", do autor português contemporâneo António Vieira, um personagem, ao se debater com dúvidas sobre sua origem, reflete e diz: "Na verdade, nem sei o que é ser-se humano, nem não humano, nem sequer quase humano" (Almeida, 2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda mais significativa pode ser considerada a opinião de Marvin Minsky&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[NOTA]1). Segundo o pesquisador americano (2003), a inteligência artificial está em estado de "morte cerebral" desde a década de 1970. Isto porque, segundo Minsky, "não existem computadores que tenham bom senso. Nós só estamos fazendo coisas que são capazes de fazer reservas de passagens aéreas. Nenhum computador pode olhar para uma sala e falar a você sobre ela". Ou seja, além das atividades mais complexas relacionadas ao pensamento humano, mesmo algumas intervenções elementares na mente humana estão longe do alcance de nossos sistemas computacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inteligência coletiva, mente conectiva, inteligências em conexão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a conexão das inteligências das pessoas é o que de mais significativo ocorre no âmbito do ciberespaço. As tecnologias são mediadoras, agentes das conexões. Programas, máquinas, redes das mais diversas topologias e assentadas sobre os mais diversos meios de transmissão/recepção, constituem a ambientação, permitindo a extensão das possibilidades da pessoa, que passa alcançar mais longe, projetar-se à distância. As tecnologias, sobretudo aquelas envolvidas no funcionamento da Internet, oportunizam, então, a extensão da presença, permitem uma projeção do corpo através de sinais que trafegam e que são, de um lado, ação, ela mesma exprimindo pensamentos e vontades das pessoas, e de outro, interpretação, tarefa das interfaces e das outras pessoas, conectadas. Mas os lados são múltiplos, as ações e interpretações são múltiplas, as conexões são múltiplas. O interesse de cada um dos envolvidos dá o tom, é o direcionador, o criador das trajetórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido, Pierre Lévy enxerga a constituição da inteligência coletiva, que tem no ciberespaço o seu suporte (1999, p.29), "o indispensável desvio técnico" (op.cit, p.130). Trata-se, segundo o autor, de "uma inteligência distribuída por toda a parte, incessantemente valorizada, coordenada em tempo real, que resulta em uma mobilização efetiva das competências" (1998, p.28). Constitui-se, ainda, na&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) capacidade de trocar idéias, compartilhar informações e interesses comuns, criando comunidades e estimulando conexões. Para começar, tome o cérebro humano. Fazemos infinitas conexões que se intensificam à medida que envelhecemos. Agora imagine que podemos, graças ao computador, integrar essa ‘constelação de neurônios’ com a de milhões de outras pessoas. Essa é a comparação que faço. A internet nos permite hoje criar uma superinteligência coletiva, dar início a uma grande revolução humana (Lévy, 2003).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Lévy, a base da inteligência coletiva assenta-se sobre dois conceitos fundamentais: cooperação e competição. O autor vê tais conceitos como complementares: "só pode existir desenvolvimento da inteligência coletiva se houver uma cooperação competitiva ou competição cooperativa(...). É a partir do equilíbrio entre competição e cooperação que nasce a inteligência coletiva" (Lévy, 2002). O aspecto competitivo, nesta lógica, está ligado à liberdade, principalmente quanto à proposição de outros posicionamentos, outras teorias, em um contexto de debate e exposição de idéias. Não há, assim, a supressão do novo, nem das lutas, conflitos e diferenças. Já o aspecto cooperativo resulta do vínculo social proporcionado pela dinâmica criada pelos participantes dos diversos ambientes (comunidades virtuais, por exemplo) que, no âmbito do ciberespaço, servem de base à inteligência coletiva. Pretende, portanto, ser uma fonte de acesso a saberes e competências, constituída, por sua vez, pelo composto sinérgico das colaborações individuais. Não é um processo de pensamento automatizado – ou não deve ser, em proposta, pelo menos, no sentido de que ninguém surge autorizado a estipular seus posicionamentos e/ou idéias como balizadores do certo, da verdade. Não há inteligência coletiva se existe totalização, imposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, não basta mudar o suporte. Tome-se como exemplo a educação. Processos de ensino e aprendizagem baseados no modelo reprodutivista, sem a participação efetiva dos educandos, autoritários e poucos afeitos ao ideal do desenvolvimento da autonomia por parte de quem aprende não podem ser considerados constituintes de qualquer inteligência coletiva só pelo fato de serem oferecidos em ambientes virtuais. Claro que, em todos os domínios do conhecimento, este é um risco sempre posto. Como já mencionei, as tecnologias não instauram, por elas mesmas, a crítica. Esta é uma dimensão que permanece a cargo dos participantes, das pessoas, e que surge da negociação, do estabelecimento de ideais comuns, estes mesmos flexíveis, passíveis de ajustes e mudanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Derrick de Kerckhove prefere enxergar a ocorrência de outro fenômeno, o da mente conectiva, no qual vejo algumas semelhanças com as proposições de Lévy. A base de semelhante ocorrência, para o autor, baseia-se na "dominância da tela" (2003, p.17), característica que apresenta uma trajetória bem definida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, a tela interna, privada, cujo âmbito são os corpos individuais – a mente de cada um, portanto. Nesta dimensão, alimentada pelas tradições orais e pelas atividades de leitura, a tela é uma síntese interna e pessoal que surge como tradução psicossensória do processamento da informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um segundo momento, para o autor, a televisão concorreu para a inversão do processo, constituindo-se no elemento formador da mente pública. Isto fez com que a mente fosse para a tela: "quando estou lendo, estou pensando a partir de palavras que levam o mundo para a mente. Quando estou na frente da tela, inverto isso e externalizo meu processo de pensamento(...)" (idem, ibidem, p. 18).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, de modo diverso em relação àquele proporcionado pela televisão, o computador permite a negociação do significado daquilo que surge na tela, de modo que estratégias cognitivas pessoais passem a ocorrer fora da mente. O computador oportuniza a retomada do controle sobre a tela, perdido com a televisão, o que conduz, segundo o autor, para uma mudança, "de uma cultura de sensibilidade de leitor, telespectador, espectador para uma cultura de usuário e interagente" (idem, ibidem, p. 26). E as associações possíveis para a mente são intensamente potencializadas pela World Wide Web, a qual, de certa forma, permite cultivar e recombinar as ligações fora da mente privada, já que "o que encontramos na rede não está em nossa cabeça, mas numa tela" (idem, ibidem, p. 25). Nesta lógica, então, a mente conectiva surgiria como o passo seguinte em relação à mente do indivíduo (formada pela leitura e pela escrita) e à mente coletiva (criada pelo rádio e pela televisão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mente conectiva não é apenas o individual retirado do grupo, como a do leitor que não assiste televisão; nem é parte de uma massa sem identidade, como a de uma pessoa que só assiste televisão e não lê. Estamos agora em uma situação conectiva, em que podemos cultivar e manter uma identidade privada, mas também compartilhar o processamento de informações com um grupo seleto sem sermos eliminados pela identidade do grupo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Kerckhove, 2003, p.26).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mente individual, neste processo de exteriorização, encontra outras mentes, na tela. Estas múltiplas conexões, mediadas pelas tecnologias, estipulam, para os conteúdos de caráter informacional, uma outra organização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hipertexto, árvore e rizoma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, no ciberespaço, a dinâmica do hipertexto, móvel, cambiável, não-linear, não-hierárquica, não-estável, indica que vontades, desejos, pensamentos e ações estão atuando. Não há percurso definido – e existem todos os percursos. Mesmo que alguém não siga por uma rota de hiperlinks, esta possibilidade ainda permanecerá. Uma narrativa hipertextual, por exemplo, abrange estas múltiplas possibilidades, nas quais ocorrem subversões dos conceitos de tempo e espaço como habitualmente os temos. Em Borges (1998, p.531), narrando o episódio do encontro de um de seus personagens com o "jardim das veredas que se bifurcam", reconhecido como o "romance caótico", onde as diversas possibilidades, os diversos roteiros, convivem paralelamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todas as ficções, cada vez que um homem se defronta com diversas alternativas, opta por uma e elimina as outras; na do quase inextricável Ts’ui Pen, opta – simultaneamente – por todas. Cria, assim, diversos futuros, diversos tempos, que também proliferam e se bifurcam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como se dispõem estes conteúdos? A lógica da organização dos conteúdos no ciberespaço não é a da solidez hierárquica, planificada em níveis de significado ou importância. As estruturas arborescentes, em sua constituição centrada e binária, não oferecem uma representação capaz de abarcar todas as questões de interconexão e acesso. Entre as representações significativas do caos – condição do mundo, segundo Deleuze e Guattari (1995), e, no mínimo, de um universo significativo de fenômenos, segundo Morin (1999) – está aquela provida pela idéia do rizoma, estrutura biológica constituinte de bulbos e tubérculos. Nesta estrutura, não há convergência, não existe ponto fulcral, a não ser transitório, definido pelo foco, pelo olhar. A conectividade é ampla e multidirecional, constituindo, em suas instâncias, uma rede de gerenciamentos grupais, coletivos, do desejo e dos significados. É, por excelência, algo em permanente (re)elaboração, definido, exclusivamente, pela circulação de estados: o rizoma não apresenta a estrutura pronta, teleológica, puramente finalista e acabada, mas importa na expansão e nas conexões, abarcando direções, construções e significados – apesar de constituir-se, preponderantemente, de modo a-significante. Sua natureza não organizada em termos lineares remete à subversão do sentido, como habitualmente pensado na mecanologia ocidental. Assim, é que suas extensões podem representar, também, variações, capturas, inversões, fugas. O rizoma não é exclusivo, entretanto: em algum ponto, estruturas arborescentes podem dar origem a novas formações rizomáticas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) o rizoma conecta um ponto qualquer com outro ponto qualquer e cada um de seus traços não remete necessariamente a traços da mesma natureza; ele põe em jogo regimes de signos muito diferentes, inclusive estados de não-signos. O rizoma não se deixa reconduzir nem ao Uno nem ao múltiplo. (...) Ele não é feito de unidades, mas de dimensões, ou antes de direções movediças. Ele não tem começo nem fim, mas sempre um meio pelo qual ele cresce e transborda. (...) O rizoma é uma antigenealogia. É uma memória curta ou uma antimemória. (...) oposto aos decalques, o rizoma se refere a um mapa que deve ser produzido, construído, sempre desmontável, conectável, reversível, modificável, com múltiplas entradas e saídas, com suas linhas de fuga. São os decalques que é preciso referir aos mapas, não o inverso (Deleuze e Guattari, 1995, p.32).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os autores, a lógica da interconexão do rizoma lhe impõe a conectividade com outras dimensões. Múltiplo, isento de sujeitos e objetos, seu crescimento ocorre de acordo com a dinâmica conectiva que se processa. Enquanto o tronco, a árvore, são elementos estáticos (o "ser"), o rizoma é por natureza expansível e constituído de trajetórias, de caminhos (o agregar, o "e...e...e...").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal a natureza das conexões no ciberespaço. A organização remete, nesta instância, à multiplicidade da construção rizomática. Em conexão, o cibernauta percorre caminhos essencialmente não lineares. O conteúdo, como já lembrava Derrick de Kerckhove (1997), confunde-se com o usuário. Tal como nas cadeias semióticas, que ampliam o universo lingüístico para o gestual, por exemplo, as instâncias, os elementos em conexão no ciberespaço são de natureza multimidiática, ampla. Textos, imagens, sons, sensações. Caminhos diversos, personalizados, diferentes. E esta subversão de significados faz do conhecimento, mesmo, uma construção individual, que não dispensa a autonomia por plenificar-se. Nas dimensões rizomáticas das multiconexões, tempo e espaço são conceitos diversos, estranhos à lógica mecanicista e apenas de longe, ainda, evidenciados pelas lógicas relativas e quânticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ciberespaço, então, mentes se conectam, em um ambiente de multiplicidade. Um outro conceito, de intervenção, de modificação, de estímulo-e-resposta, surge como fundamental para a experiência conectiva. Este conceito é o da interatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interatividade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero pensar na interatividade como uma dimensão da comunicação, ela mesma envolvendo intervenção, construção eventual de sentidos e significados em resposta a certos estímulos, provenientes de quaisquer elementos envolvidos na atividade comunicacional. Do ponto de vista das interfaces, a presença do elemento interativo deve permitir ações consistentes de construção, participação e engajamento do participante do processo pretensamente interativo, ações para as quais, inclusive, devem existir consistentes respostas, elas, por sua vez, provedoras de ambientação para novas intervenções, e assim por diante. A interatividade possui dimensões diversas, na maior parte das vezes condicionadas pelas tecnologias midiáticas; nestas dimensões, o controle do participante no contexto interativo varia consideravelmente: pode ir da simples capacidade de seleção de conteúdo, sem modificação, até a possibilidade de alteração e configuração de todos os aspectos envolvidos na atividade comunicativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As interfaces têm papel fundamental neste quadro: representam canais de acesso, mais ou menos permeáveis, aos ambientes interativos, provendo algum alcance em relação aos sinais, à mensagem e ao contexto de intervenção possível. Para Derrick de Kerckhove (2003, p.16), "as mídias funcionam como interfaces entre a linguagem, corpo e mundo". Interfaces são, também, sob outro ponto de vista, cápsulas de ‘amigabilidade’ (ou de ‘usabilidade’, como preferem alguns), de disponibilização, facilitação, evidenciação de recursos e possibilidades de controle e participação. Tais como os sistemas operacionais dos computadores contemporâneos, percebo nas interfaces, enquanto elementos de intermediação comunicacional no campo da informática, uma estrutura constitutiva composta por camadas, que vão desde as mais imediatas em relação aos participantes, até as mais recônditas, próximas aos equipamentos envolvidos. Nas primeiras, predominam os recursos lingüísticos, textuais, gestuais, simbólicos das pessoas. Nas demais, de certa forma ocultas, ocorrem as conversões dos padrões dos meios ‘humanos’ de manifestação em sinais binários, em última instância, através de recursos computacionais que envolvem diferentes paradigmas de programação. Pierre Lévy, em seu livro Tecnologias da Inteligência, vai mais longe, ao posicionar as interfaces como elementos grandemente envolvidos nos processos cognitivos de toda natureza, em uma amplitude que supera o enclausuramento disciplinar e as questões ligadas aos instrumentos. Segundo ele, "a noção de interfaces remete a operações de tradução, de estabelecimento de contato entre meios heterogêneos (...); a interface mantém juntas as duas dimensões do devir: o movimento e a metamorfose. É a operadora da passagem" (Lévy, 1993, p.176). A idéia das camadas, que aqui enuncio, é, em escopo reduzido, a mesma assertiva que foi chamada pelo autor francês de "rede de interfaces". Estas redes, transitórias, múltiplas, são quase que ilimitadamente conectadas. E os domínios que interligam, traduzem, integram, são, eles mesmos, também incontáveis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interface é uma superfície de contato, de tradução, de articulação entre dois espaços, duas espécies, duas ordens de realidade diferentes: de um código para outro, do analógico para o digital, do mecânico para o humano... Tudo aquilo que é tradução, transformação, passagem, é da ordem da interface (Lévy, 1993, p.181).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lévy se propõe, também, a desvendar a topologia das ligações providas pelas interfaces, conteúdos e continentes, ao mesmo tempo. Ao responder à própria pergunta: "O que passa através da interface?", o autor indica: "Outras interfaces. As interfaces são embutidas, dobradas, amarrotadas, deformadas umas nas outras, umas pelas outras, desviadas de suas finalidades iniciais. E isto até o último invólucro, até a última pequena dobra" (op.cit, p. 182).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto à discussão sobre interatividade para afirmar que a mesma abrange questões amplas, que vão desde a definição (o que se entende por interativo e interatividade) até as classificações, etimologias e taxonomias. Lévy (1999), por exemplo, menciona o uso descuidado do termo, despreocupado com e descolado de seu significado (uma dissociação entre o signo e o significado, ou melhor, entre a representação e a coisa mesmo que pretende representar). Como resultado, segundo o autor, o termo é utilizado sem maiores reflexões ou preocupações com o que ele venha, de fato, significar. Na problematização do tema, o autor francês menciona o caráter participativo da comunicação interativa, caráter este que inclui, evidentemente, a figura do receptor. Deste ponto de vista, Lévy entende que aspectos da interatividade estão presentes mesmo nos telespectadores de programas televisivos, à medida que cada um deles "decodifica, interpreta, participa, mobiliza seu sistema nervoso de muitas maneiras, e sempre de forma diferente de seu vizinho" (1999, p.79). Ainda sob este enfoque, restaria ao telespectador a possibilidade de agregar um videocassete (ou outro aparelho equivalente[NOTA]2), quanto à finalidade) para ter à disposição a possibilidade de criar uma edição personalizada dos conteúdos capturados. Esta "reapropriação e recombinação" – ou o grau possível de semelhante intervenção – surgem, para Lévy, como "parâmetro fundamental para avaliar o grau de interatividade do produto" (op.cit, p.79). A possibilidade de seleção de eventos, fluxos comunicacionais, objetos, pessoas, enfim, de redefinição de aspectos da mensagem, também são mencionados como condições da comunicação interativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob outro enfoque – o de "canal de comunicação [que] funciona nos dois sentidos" (op. cit, p.79) – Lévy defende que o telefone apresenta-se como modelo de mídia interativa. Além disso, na comparação com outros ambientes comunicacionais virtuais, o autor admite que o telefone pode ser mais interativo, uma vez que coloca seu usuário "em contato com o corpo do interlocutor" (op.cit, p.81). Este antigo suporte midiático apresentaria, também, outra característica marcante: a de garantir a telepresença, já que a voz que é ouvida é aquela que, de fato, pertence ao outro indivíduo, compartilhante da comutação de circuitos oportunizada pelo suporte. Por outro lado, a comunicação provida por (ou em) certos ambientes virtuais tem a vantagem de, "em certo sentido", ser "mais interativa que a comunicação telefônica, uma vez que implica, na mensagem, tanto a imagem da pessoa como a da situação" (1999, p.81).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lévy propõe, então, uma divisão em tipos de interatividade, que classifica o conceito em instâncias que variam desde a "mensagem linear não-alterável em tempo real" até aquela que prevê "implicação do participante na mensagem" (Lévy, 1999, p. 83). Ainda explorando suas concepções sobre o tema, o autor menciona que o "grau de interatividade de uma mídia ou dispositivo de comunicação pode ser medido em eixos bem diferentes", os quais abrangeriam possibilidades de personalização da mensagem, reciprocidade da comunicação, a virtualidade, a "implicação da imagem dos participantes nas mensagens" e a telepresença (Lévy, 1999, p. 82).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quadro 1. Diferentes tipos de interatividade (Lévy, 1999, p.83)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Meadows (2002), a interatividade não é uma característica do meio, ou seja, em sua visão, onde quer que haja alguma forma de interatividade, o conceito de comunicação encontra-se envolvido. Para o autor, a interatividade requer um conjunto de regras comuns entre objetos, participantes e quaisquer outros elementos envolvidos. Além disso, tal regulamento é "iterativo e freqüentemente inconsciente, proporcionando uma estrutura para minimizar os prejuízos e maximizar os significados".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sims (1997) menciona três dimensões de interatividade, especificamente no âmbito da instrução mediada por recursos computacionais. Tais dimensões seriam a do engajamento (que ele divide em "navegacional" ou "instrucional"), a do controle (relativa a decisões navegacionais ou instrucionais – e a extensão das mesmas – a cargo do sistema ou do usuário) e a do conceito interativo, a qual "proporciona uma indicação do tipo de interação que pode ser esperada sob as variadas condições definidas pelo modelo". Esses tipos, do ponto de vista do desenvolvedor de aplicações, incluem desde a interatividade puramente linear até dimensões de imersão e profundidade de interação, envolvendo reflexão, lógica hipertextual, simulação, entre outras características.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lunenfeld (1999, p.106) destaca uma característica da interatividade, claramente condicionada pelo desenvolvimento tecnológico: a reatividade. Esta dimensão ocorre, no pensamento do autor, de forma inversamente proporcional à espera. Assim, para Lunenfeld, de maneira ideal, "um sistema interativo é caracterizado por relacionamentos de tempo real entre o ser humano e o sistema"(op.cit.). Ainda segundo o autor, tal característica das mídias tornou-se necessária a partir dos "novos usos para o computador, tais como a simulação, visualização, processamento de textos e jogos" (1999, p.107).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusões (provisórias)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste trabalho, procurei relacionar o uso dos artefatos tecnológicos pelas pessoas na contemporaneidade em três aspectos que julgo fundamentais: a constituição dos ambientes mediadores (o ciberespaço), a lógica comunicacional e informacional envolvida (as conexões múltiplas) e a possibilidade de intervenção (as interações).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos, então, as tecnologias como determinantes do pensamento contemporâneo e das manifestações culturais de toda espécie no âmbito da sociedade? Não acredito nisso. A idéia do determinismo tecnológico é francamente insustentável, quando não ingênua. Lévy a repudia, ainda que em favor de um certo ‘condicionamento tecnológico’: "dizer que a técnica condiciona significa dizer que abre algumas possibilidades, que algumas opções culturais ou sociais não poderiam ser pensadas a sério sem sua presença" (1999, p.25). Penso que o condicionamento é meramente direcionador de um acontecimento de caráter sócio-cultural. A técnica que condiciona, então, ainda no pensamento de Lévy, cumpre um papel, entre muitos outros. Castells também nega a possibilidade de determinismo e também vê, em seu lugar, um condicionamento promovido pelo que chama de "novo meio tecnológico" (2002, p.108). Ao comentar sobre um dos aspectos que considera representar "a base material da sociedade da informação", a penetrabilidade dos efeitos das novas tecnologias, o autor argumenta que "todos os processos de nossa existência individual e coletiva são diretamente moldados (embora, com certeza, não determinados) pelo novo meio tecnológico" (op.cit.). Concluo que um sentido meramente técnico determinando o surgimento e a sustentação de uma sociedade informacional – um sentido neutro, sem conotações sociais e políticas e, portanto, destituído das amarrações provenientes de um sem-número de interações previamente existentes na malha social – não é concebível nem na pior das ficções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mencionei, neste último parágrafo, ao citar Castells, o conceito de ‘sociedade da informação’, que representaria um novo paradigma de caráter técnico e econômico para o atual estágio da sociedade – um outro nome para a ‘sociedade pós-industrial’. Não é objetivo deste trabalho analisar semelhante proposição a fundo, mas, em função da idéia do condicionamento proporcionado pelas tecnologias, cabem análises de dois aspectos, que trago, também, à guisa de conclusões provisórias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Percebo que há, atualmente, uma amplitude inigualável, em termos históricos, de possibilidades de conexão e acesso, em uma lógica hipertextual muito menos limitante que o tradicional paradigma hierárquico de organização de conteúdos de caráter potencialmente informacional. Mas também percebo, como Castells (2002, p.73), o estabelecimento de uma elite que aprende a manipular os novos recursos tecnológicos, típicos da chamada ‘sociedade da informação’, fazendo, ou seja, através da manipulação dos objetos tecnológicos, enquanto que a densa massa restante limita-se a aprender usando. Aqueles manipulam as aplicações tecnológicas em função de seus interesses, enquanto que estes "permanecem dentro do limite do pacote tecnológico" (op.cit.). Então, concluo que mesmo o condicionamento das tecnologias permanece a serviço dos detentores dos recursos financeiros, dos meios de produção, do conhecimento técnico e dos interesses políticos e de intervenção sócio-cultural. É, ainda, uma lógica de dominação. Um exemplo pode ser tomado a partir de questões relacionadas ao controle e à vigilância, em uma extensão da ótica foucaultiana, para a qual os variados mecanismos de submissão do corpo configuram-se como uma tecnologia (Foucault, 1989): já não se trata de coagir à vigilância, mas de seduzir para ela (Baumann, 1998), a um ponto em que os indivíduos começam a achar normal que seus hábitos sejam rastreados com o uso de tecnologias, as quais, além de vigiar, oportunizam a comercialização de suas trajetórias pessoais;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Mencionei, no início, as diferenças entre os conceitos de dado, informação e conhecimento. Então, quero dizer que considero o termo ‘sociedade do conhecimento’, querendo significar ‘sociedade da informação’, um equívoco – e isso sem qualquer concessão ao segundo conceito. Acredito que o conhecimento encerra em si uma possibilidade completamente inatingível para a informação: a de estabelecer uma lógica de certa forma ‘ordenadora’ da complexidade – ou, ao menos, uma lógica que permite interações entre a pessoa e cenários complexos. Para Morin, especificamente, o conhecimento "procura pôr ordem e unidade num universo de fenômenos que se apresentam com encadeamentos, multiplicidades, singularidades, incertezas, desordem" (1999, p.236). Semelhante atuação, que detém de certa maneira um caráter organizador, não está ao alcance da informação, não se concebe em seu âmbito. Creio que vale recuperar, neste ponto, algo da lúcida reflexão do sociólogo e ensaísta alemão Robert Kurz sobre a conotação menor que se pretende dar às dimensões do conhecimento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elucidativo é talvez o fato de que o conceito da ‘sociedade do conhecimento’ esteja sendo usado mais ou menos como sinônimo do de ‘sociedade da informação’. Vivemos numa sociedade do conhecimento porque somos soterrados por informações. Nunca antes houve tanta informação sendo transmitida por tantos meios ao mesmo tempo. Mas esse dilúvio de informações é de fato idêntico a conhecimento? Estamos informados sobre o caráter da informação? Conhecemos afinal que tipo de conhecimento é esse?Na verdade o conceito de informação não é, de modo nenhum, abarcado por uma compreensão bem elaborada do conhecimento. O significado de "informação" é tomado num sentido muito mais amplo e refere-se também a procedimentos mecânicos. O som de uma buzina, a mensagem automática da próxima estação do metrô, a campainha de um despertador, o panorama do noticiário na TV, o alto-falante do supermercado, as oscilações da Bolsa, a previsão do tempo... tudo isso são informações, e poderíamos continuar a lista infinitamente. (...) Claro que se trata de conhecimento, também, mas de um tipo muito trivial (Kurz, 2002).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As intervenções mediadas pelas tecnologias de informação e comunicação trazem conseqüências. Isso é inevitável. Esse trabalho aponta algumas, insisto, sob o enfoque do uso que as pessoas fazem dos artefatos. O que me parece suficientemente claro é que qualquer questão em torno das tecnologias de informação e comunicação como fomentadoras de novas formas de pensamento, de outras "arquiteturas de inteligência" (Kerckhove, 2003, p.26), só poderá ter consistência teórica se os artefatos técnicos, a dimensão maquínica, estiver subordinada – no sentido de ‘estar a serviço’ – às pessoas. Pessoas que usam tecnologias. Isto pode parecer óbvio, mas, infelizmente, não é. Ainda subsiste o pensamento de que as tecnologias dão sentido aos objetos de conhecimento, ou, pior, que dão origem a eles, que os criam. Ou que, pela simples mediação, operam a mágica do saber, disponibilizam conhecimentos. Mas é isto mesmo que elas não fazem. O ciberespaço é a dimensão que proporciona a conexão das inteligências das pessoas e o acesso a fontes de dados, fornecendo ambientações que têm a interatividade como principal característica. Crítica, invenção, desejo, vontade, propósito, sentido, enfim, estão circunscritos à dimensão humana. O papel das tecnologias é o da mediação técnica, nos âmbitos da velocidade, da recriação do espaço/tempo, da conectividade, da ampliação/extensão da presença. Tecnologias também mensageiras, como os Anjos de Serres (1995). Aceleradoras do contato, provedoras de um contato que se estende – mas não suas substitutas: "– Os aviões e as ondas traziam apenas suas mensagens e depois você veio. Das cartas à presença, que diferença!" (Serres, 1995, p.8).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFÍA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * ALMEIDA, Virgílio Fernandes (2004). O futuro biônico de todos nós. Folha de S. Paulo, 18.07.2004, caderno Mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * BAUMAN, Zygmunt (1998). Globalização: as conseqüências humanas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * BORGES, Jorge Luis (1998). O jardim das veredas que se bifurcam. In: Obras completas I: ficções. São Paulo: Editora Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * CASTELLS, Manuel (2002). A sociedade em rede. 6. ed. rev. amp. São Paulo: Paz e Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix (1995). Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. v.1. Rio de Janeiro: Editora 34.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * FOUCAULT, Michel (1989). Vigiar e punir: história da violência nas prisões. 7. ed. Petrópolis: Vozes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * KERCKHOVE, Derrick (2003). Arquitetura da inteligência: interfaces do corpo, da mente e do mundo. In: DOMINGUES, Diana (Org.). Arte e vida no século XXI: tecnologia, ciência e criatividade. São Paulo: Editora Unesp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * KERCKHOVE, Derrick (2003). (1997). A pele da cultura: uma investigação sobre a nova realidade eletrônica. Lisboa: Relógio D'água Editores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * KURZ, Robert (2002). A ignorância da sociedade do conhecimento. Folha de S. Paulo, 13.01. 2002, caderno Mais!, pp.1-4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * KURZ, Robert (2003). Estamos todos conectados (entrevista). http://novaescola.abril.com.br/index.htm?ed/164_ago03/html/falamestre . Acesso em 20 julho 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * KURZ, Robert (2002). A caminho da inteligência coletiva (entrevista). http://www.lainsignia.org/2002/noviembre/cyt_008.htm . Acesso em 20 julho 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * KURZ, Robert (1999). Cibercultura. Rio de Janeiro: Editora 34.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * KURZ, Robert (1998). A inteligência coletiva: - por uma antropologia do ciberespaço. São Paulo: Edições Loyola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * KURZ, Robert (1993). 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Além disso, Minsky foi um dos fundadores do AI Lab do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e autor de trabalhos seminais em IA, entre os quais Steps Towards Artificial Intelligence (1961), Matter, Mind, and Models (1963), Perceptrons (1969), A Framework for Representing Knowledge (1974), entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * [2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * [ Faço este reparo em função da patente evolução tecnológica dos dispositivos de captura e retenção de imagens, de longe já não mais restritos apenas à fita magnética como meio de armazenamento de massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Gerson Pastre de Oliveira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-2376965721432956487?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/2376965721432956487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=2376965721432956487' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/2376965721432956487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/2376965721432956487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2010/04/ciberespaco-conexoes-interatividade-um.html' title='Ciberespaço, conexões, interatividade: um ensaio sobre pessoas que usam tecnologias'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-1936701300593019648</id><published>2010-04-15T11:01:00.001-07:00</published><updated>2010-04-15T11:01:27.622-07:00</updated><title type='text'>Bibliotecas Digitais</title><content type='html'>A Biblioteca Digital de EJA, que está em processo de construção, permite acessos aos artigos, dissertações e teses, além de links importantes em www.eja.ce.ufpb.br.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Biblioteca Digital Paulo Freire  permite acessos às múltiplas informações sobre a vida, a obra e o legado de um dos educadores mais importantes da atualidade em www.paulofreire.ufpb.br.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Catedra&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-1936701300593019648?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/1936701300593019648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=1936701300593019648' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/1936701300593019648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/1936701300593019648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2010/04/bibliotecas-digitais.html' title='Bibliotecas Digitais'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-3937277056854277291</id><published>2010-04-15T10:43:00.000-07:00</published><updated>2010-04-15T10:44:36.793-07:00</updated><title type='text'>Estações do Metrô recebem arte cibernética</title><content type='html'>Exposições acompanham tendência da arte contemporânea de promover interação entre obra de arte e público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As estações Tiradentes, Sé e Paraíso, na Linha 1-Azul (Jabaquara-Tucuruvi), e Corinthians-Itaquera, Brás e República na Linha 3-Vermelha (Corinthians-Itaquera-Palmeiras-Barra Funda), receberão, a partir deste sábado, 17, seis instalações de arte cibernética, que fazem parte do acervo da Fundação Itaú Cultural.  As exposições são assinadas por artistas brasileiros e internacionais e acompanham a tendência da arte contemporânea que é promover a interação entre a obra de arte e o público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Estação Brás, por onde entram 102 mil pessoas por dia, em média, a obra Descendo a Escada, da brasileira Regina Silveira, dará aos visitantes a diferente sensação de uma descida virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na estação República, os usuários vão atuar como compositores musicais graças a instalação OP_ERA: Sonic Dimension, das brasileiras Daniela Kutschat e Rejane Cantoni. São centenas de linhas verticais luminosas que, quando tocadas, produzem luz e som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma "cachoeira" de algarismos cairá sobre os visitantes da obra Reflexão #3, de autoria de Raquel Kogan, na Estação Tiradentes. Criada em 2005, Reflexão #3 é um espaço fechado e reservado, propositalmente escuro para projeção de imagens luminosas de números nas paredes da instalação. Para melhor aproveitamento do espaço artístico, a artista recomenda a entrada de poucas pessoas por vez no ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Text Rain será a obra instalada na Estação Corinthians-Itaquera. Conforme diz seu título, é uma "chuva" de letras. Em um efeito extremamente interessante, os usuários poderão formar palavras com as letras que forem se acumulando na projeção de seus corpos. As artistas responsáveis pela obra são Camille Utterback e Romy Achituv.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jardim virtual com sementes de flores de dentes-de-leão, que poderão ser "sopradas" na Estação Paraíso, estará aberto para os visitantes da instalação Les Pissenlits, obra dos autores Edmond Couchot e Michel Bret. A duração do sopro do visitante dá o movimento às flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro jardim virtual ficará exposto na Estação Sé, por onde circulam 760 mil pessoas por dia. Ocupado pela obra Ultra-Nature, criada em 2008 por Miguel Chevalier, o jardim conta com uma flora com seis variedades de plantas digitais coloridas. Por meio de sensores, os usuários visitantes poderão dar vida e movimento às plantas, que vão ganhando novas formas. O idealizador da obra, Miguel Chevallier, explica que a flora do jardim é composta por uma grande variedade de plantas luminosas, fruto da combinação de diferentes sementes virtuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As exposições de arte cibernética ficam abertas para visitação até o final do mês de maio, das 9 às 21 horas, dentro da área paga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Sp notícias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-3937277056854277291?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/3937277056854277291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=3937277056854277291' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/3937277056854277291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/3937277056854277291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2010/04/estacoes-do-metro-recebem-arte.html' title='Estações do Metrô recebem arte cibernética'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-2970474080883637117</id><published>2010-04-12T03:08:00.000-07:00</published><updated>2010-04-12T03:10:01.082-07:00</updated><title type='text'>Dinâmica de rede</title><content type='html'>Por Fábio de Castro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência FAPESP – Com o objetivo de compreender a dinâmica da disseminação da informação na internet, um trabalho realizado na Suécia – com participação brasileira – empregou a teoria das redes complexas para estudar um fórum de usuários de serviços de prostituição no Brasil. Uma das principais conclusões é que a comunicação via web pode criar um “efeito bola de neve” na vida real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho demonstrou como o comportamento na internet afeta as atividades no mundo externo e vice-versa, desvendando os padrões de realimentação da comunicação on-line. Os dados possibilitaram a construção de uma rede que poderá ser utilizada, por exemplo, para o estudo da propagação de doenças sexualmente transmissíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), foi realizado por dois físicos da Universidade de Umeå – Petter Holme e o brasileiro Luis Rocha – e por um sociólogo da Universidade de Estocolmo, Fredrik Liljeros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Rocha, o estudo é provavelmente o primeiro a demonstrar que o feedback na comunicação on-line tem impactos em eventos da realidade, que, por sua vez, afetam a dinâmica da informação na internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A maior parte dos fenômenos econômicos na internet tem base na disseminação de informação para os consumidores pelo marketing. No entanto, alguns deles, como a prostituição, são organizados por meio de redes sociais envolvendo tanto consumidores como vendedores. Por essa razão, esse tema é do interesse de grupos como o nosso, envolvidos com o estudo da disseminação social da informação”, disse Rocha à Agência FAPESP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fórum on-line estudado contém informações sobre garotas de programa e registra relatos dos usuários sobre encontros e comentários sobre os serviços oferecidos em 11 diferentes cidades brasileiras. Os pesquisadores investigaram os contatos entre 6.624 garotas e 10.106 clientes em um período de seis anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os encontros foram avaliados e categorizados pelos usuários em termos de tipo de atividade sexual realizada. Utilizamos os dados obtidos de diferentes formas, buscando padrões de comportamento dos usuários. Para suprimir a subjetividade dos dados, modelamos essa comunicação do fórum por meio de redes complexas, que é uma abordagem essencialmente interdisciplinar”, disse Rocha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pesquisadores montaram uma rede na qual cada cliente e cada garota de programa correspondiam a um vértice. O mapeamento dessa rede complexa gerou dados para uma série de estudos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Descobrimos que as informações trocadas ali refletem o comportamento dessas pessoas na realidade e esse comportamento, depois, é refletido novamente no site, completando um ciclo fechado que determina, por exemplo, quantos contatos as acompanhantes têm com os clientes”, indicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os comentários positivos aumentam o número de futuros contatos, de acordo com o estudo. O alto nível de atividade e a experiência também elevam a reputação da acompanhante. “Foi constatado que essa dinâmica de feedback pode gerar um efeito de bola de neve”, explicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a rede formada – com uma base de dados de grande escala – inclui informações como a localização geográfica e o tipo de atividade sexual realizada pelos indivíduos, ela poderá ser utilizada para estudos relacionados à propagação de doenças sexualmente transmissíveis, segundo Rocha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A transmissão de doenças é fortemente influenciada pela maneira como a rede social é construída. Até agora tínhamos poucos estudos feitos em larga escala para comprovar isso, pois é muito difícil conseguir dados relevantes desse tipo. Esse fórum brasileiro on-line, nesse sentido, foi um achado de interesse científico muito grande”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema de redes sociais montado pelos pesquisadores, segundo Rocha, poderá ter aplicações também para a análise do impacto econômico da prostituição, além de poder ser adaptado para outros tipos de atividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo Information dynamics shape the sexual networks of Internet-mediated prostitution (doi/10.1073/pnas.0914080107), de Luis Rocha, Fredrik Liljeros e Petter Holme, pode ser lido gratuitamente na PNAS em www.pnas.org/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em: Agência Fapesp.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-2970474080883637117?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/2970474080883637117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=2970474080883637117' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/2970474080883637117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/2970474080883637117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2010/04/dinamica-de-rede.html' title='Dinâmica de rede'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-6959783472000364758</id><published>2010-03-20T04:06:00.001-07:00</published><updated>2010-03-20T04:06:29.518-07:00</updated><title type='text'>Os direitos autorais e os desafios das novas tecnologias</title><content type='html'>A conferência "Os direitos autorais e os desafios das novas tecnologias" será apresentada pelo especialista em direito intelectual Sydney Limeira Sanches no dia 16 de março, às 17h30, no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evento encerra o Ciclo de Conferências Direitos Autorais, promovido pela Academia Brasileira de Letras (ABL), sob a coordenação do acadêmico Alberto Venancio Filho. O ciclo, com patrocínio da Petrobras, tem entrada franca. A conferência terá transmissão ao vivo pelo Portal da ABL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Advogado no Rio de Janeiro, Sanches é mestre em bens culturais e pós-graduado em direito da economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ). É professor do MBA em Gestão Cultural da Universidade Cândido Mendes e do Curso de Direito do Entretenimento da FGV-SP. Foi presidente da Comissão de Direito Autoral, Direitos Imateriais e Entretenimento da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) entre 2007 e 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Membro e diretor do Instituto dos Advogados Brasileiros, Sanches é membro do Conselho Estadual de Defesa da Propriedade Intelectual, coautor de A cadeia produtiva da economia da Música e de A cadeia produtiva da economia do Carnaval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações: www.academia.org.br &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Fapesp&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-6959783472000364758?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/6959783472000364758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=6959783472000364758' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/6959783472000364758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/6959783472000364758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2010/03/os-direitos-autorais-e-os-desafios-das.html' title='Os direitos autorais e os desafios das novas tecnologias'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-287360322608706555</id><published>2010-03-20T04:05:00.001-07:00</published><updated>2010-03-20T04:05:51.009-07:00</updated><title type='text'>Computador adivinha pensamento</title><content type='html'>Um grupo de pesquisadores britânicos desenvolveu um sistema informatizado que se mostrou capaz de adivinhar o que pessoas estavam pensando por meio da análise da atividade cerebral. O estudo foi feito por cientistas do Centro de Neuroimagem Wellcome Trust da University College London, na Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo do trabalho foi ampliar o conhecimento de como o cérebro armazena memórias. O estudo, liderado pela professora Eleanor Maguire, é uma continuação de um trabalho publicado no ano passado em que o mesmo grupo mostrou como memórias espaciais são gravadas em padrões regulares de atividade no hipocampo, área no cérebro responsável pela memória e aprendizagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em nosso experimento anterior, investigamos as memórias básicas com relação à localização de uma pessoa em determinado ambiente. Mas o mais interessante é olhar para memórias episódicas, as memórias complexas, do dia a dia, que incluem informações de onde você está, o que está fazendo e como está se sentindo", disse a pesquisadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo trabalho foi publicado na quinta-feira (11/3) na revista Current Biology. Para explorar como as memórias episódicas são armazenadas, os pesquisadores exibiram a dez voluntários três filmes curtos e pediram que tentassem memorizar o que viram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filmes eram bem simples e compartilhavam alguns detalhes. Todos incluíam uma mulher que fazia uma tarefa comum em um típico cenário urbano. Os filmes tinham a mesma duração: sete segundos. Um deles, por exemplo, mostrava uma mulher andando em uma rua e bebendo café de um copo de papel para, no fim, jogar o copo no lixo. Outro filme mostrava uma outra mulher colocando uma carta na caixa de correio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, os pesquisadores pediram aos voluntários que tentassem memorizar os três filmes, na sequência em que foram exibidos. Enquanto isso era feito, seus cérebros eram examinados por ressonância magnética, de modo a registrar a atividade cerebral por meio da medição de alterações no fluxo sanguíneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um programa de computador desenvolvido para o estudo analisou os padrões registrados para tentar identificar qual dos filmes a pessoa estava tentando memorizar apenas pela atividade cerebral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O programa foi capaz de estimar corretamente em qual dos filmes o voluntário estava pensando em um número de vezes muito acima do que se pode esperar apenas pela probabilidade de tentativa e erro. Os resultados sugerem que nossas memórias são gravadas em um padrão regular", disse Martin Chadwick, autor principal do estudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora uma rede que reúne diversas áreas do cérebro esteja envolvida no processo de armazenamento de memórias, os pesquisadores decidiram centralizar o estudo no lobo temporal médio, uma região que se suspeita estar envolvida principalmente na memória episódica. A região inclui o hipocampo, área que o grupo estudou extensivamente nos últimos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cientistas observaram que as principais áreas envolvidas no armazenamento de memórias eram o hipocampo e as regiões imediatamente ao lado. Entretanto, o programa de computador teve aproveitamento melhor ao analisar a atividade apenas no hipocampo, indicando que essa é a região mais importante para o armazenamento de memórias episódicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Agora que estamos conseguindo um retrato mais claro de como nossas memórias são armazenadas, esperamos examinar como elas são afetadas pelo tempo, pelo processo de envelhecimento e por danos ao cérebro”, disse Maguire.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo Decoding Individual Episodic Memory Traces in the Human Hippocampus (doi 10.1016/j.cub.2010.01.053), de Eleanor Maguire e outros, pode ser lido por assinantes da Current Biology (Science Direct) em www.cell.com/current-biology. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Agênca Fapesp&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-287360322608706555?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/287360322608706555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=287360322608706555' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/287360322608706555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/287360322608706555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2010/03/computador-adivinha-pensamento.html' title='Computador adivinha pensamento'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-1108915952896563913</id><published>2010-03-20T04:03:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T04:04:33.484-07:00</updated><title type='text'>Livros digitais da Unesp</title><content type='html'>Por Fábio de Castro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência FAPESP – A Universidade Estadual Paulista (Unesp) encontrou uma solução inovadora para oferecer acesso universal ao conhecimento produzido em sua pós-graduação: o Programa de Publicações Digitais, que lança nesta quinta-feira (11/3) sua primeira coleção, com 44 títulos inéditos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O programa, decorrente de uma parceria entre a Fundação Editora Unesp (FEU) e a Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PROPG) da universidade, publica em formato digital livros exclusivamente produzidos para esse fim, com foco nas áreas de ciências humanas, ciências sociais e aplicadas e linguística, letras e artes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o assessor da PROPG, Cláudio José de França e Silva, os títulos iniciais foram selecionados pelos Conselhos de Programas de Pós-Graduação da universidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No mesmo momento em que estamos lançando esses títulos, publicamos a chamada para a edição 2010 do programa, que editará mais 58 livros. O objetivo do programa, lançado em 2009, é editar 600 livros digitais em dez anos”, disse França e Silva à Agência FAPESP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ele, cada programa de pós-graduação da Unesp pode indicar até dois livros para publicação no âmbito do Programa de Publicações Digitais. “É uma maneira inovadora para dar vazão à grande produção acadêmica da Unesp nessas áreas do conhecimento. Todos os livros editados são derivados de pesquisas realizadas em nossos programas de pós-graduação, incluindo muitas teses e dissertações, além de trabalhos de docentes e egressos da universidade na última década”, explicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo principal é universalizar o conhecimento produzido pelos pesquisadores da Unesp em grande escala. “Boa parte da pesquisa fica restrita ao público acadêmico. Por outro lado, a publicação em papel de um volume tão grande de obras levaria anos e teria grandes custos. Com o programa, encontramos uma maneira viável para que esse conhecimento possa atingir um público amplo”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como as obras passaram pelo crivo dos conselhos, o conjunto de 44 títulos é um reflexo dos próprios programas de pós-graduação da Unesp. “A seleção das obras leva de três a quatro meses para ser feita. No total, contando com todo o processo de edição e revisão, levamos cerca de um ano entre o início da seleção e a publicação dos livros”, disse França e Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o assessor, existem outras iniciativas, em outras instituições, de disponibilização de conteúdos de livros na internet. Mas, pela primeira vez, uma universidade realiza um programa que publica obras projetadas, em sua origem, para o lançamento em formato digital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Esse é o caráter pioneiro do programa. A proposta é que esses livros permaneçam disponíveis em formato exclusivamente digital, sem qualquer custo para o leitor, democratizando a produção acadêmica da universidade”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As diretrizes do programa vetam a produção de obras derivadas a partir dos livros digitais lançados, a fim de garantir a integridade das obras. Também não é permitida a comercialização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os livros têm um conceito muito bem claro, com um padrão de capas e de editoração definidos. Com isso, bastaria imprimi-los, da maneira que estão apresentados na internet, para termos essas obras em papel. Mas a ideia é que sejam mantidos como livros digitais apenas”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para baixar os livros, segundo França e Silva, o leitor deve apenas preencher um cadastro sumário no site da Editora da Unesp e gerar uma senha que dá acesso às obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O projeto é de grande importância para os autores. Suas obras, com a chancela da Unesp, serão acessadas por um público universal, que nunca seria atingido se a publicação fosse em papel. Iremos, ainda, ter o controle da quantidade e localidade dos downloads, o que nos permitirá aperfeiçoar as estratégias de publicação no futuro”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para França e Silva, o público não deverá oferecer resistência ao novo formato. “Quando se começou a digitalizar os periódicos houve uma resistência inicial, mas hoje a maior parte das publicações é feita nesse formato. No entanto, não acreditamos que o livro de papel esteja desaparecendo. Trata-se apenas de uma nova forma de divulgar a ciência”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ele, os livros digitais serão cada vez mais importantes, em particular para as áreas de humanidades e artes – por isso o programa tem foco nessas áreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em geral, os pesquisadores das áreas de exatas e biológicas querem encaminhar suas pesquisas para periódicos o mais rápido possível. Mas nas áreas de humanas o livro tem um peso todo especial”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações:  www.culturaacademica.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Agência Fapesp.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-1108915952896563913?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/1108915952896563913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=1108915952896563913' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/1108915952896563913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/1108915952896563913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2010/03/livros-digitais-da-unesp.html' title='Livros digitais da Unesp'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-2846266613157349732</id><published>2010-02-27T09:11:00.000-08:00</published><updated>2010-02-27T09:12:15.504-08:00</updated><title type='text'>4º Simpósio Operacional de Combate a Crimes Eletrônicos</title><content type='html'>O 4º Simpósio Operacional de Combate a Crimes Eletrônicos (CeCOS) será realizado, de 11 a 13 de maio, em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evento ocorrerá pela primeira vez na América do Sul. Organizado pelo Anti-Phishing Working Group – organização internacional com sede na Califórnia, Estados Unidos, com a missão de combater fraudes eletrônicas, – o simpósio tem o apoio do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), que coordena e integra todas as iniciativas de serviços de internet no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quarta edição discutirá os desafios enfrentados por aqueles que combatem o crime eletrônico, bem como o desenvolvimento de recursos comuns voltados aos profissionais responsáveis por proteger consumidores e empresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direcionado a profissionais de segurança da informação, o foco deste ano será o desenvolvimento de paradigmas de resposta e recursos para profissionais da área forense e de combate a crimes eletrônicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serão apresentados relatos de casos internacionais. A conferência inaugural será proferida por Dave Jevans, fundador e presidente da APWG.“O Outlook e o crime eletrônico global” será o tema dos conferencistas do Brasil, Alemanha e Malásia, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristine Hoepers, analista de segurança e gerente geral do CERT.br, apresentará estudos de casos desenvolvidos no Brasil pelo CERT.br, grupo de resposta a incidentes de segurança para a internet brasileira, responsável por receber, analisar e responder a incidentes de segurança envolvendo redes conectadas à internet no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serão discutidos também novas tecnologias e técnicas usadas pelos criminosos para explorar a infraestrutura da internet e os PCs e outros dispositivos de usuários, além de técnicas para a educação e proteção dos consumidores, desenvolvimento de recursos, como formatos padrão e mecanismos para compartilhamento de dados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evento será realizado no Hotel Blue Tree Towers, localizado no bairro Morumbi, na capital paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações: www.apwg.org/events/2010_opSummit_pt.html &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Agência FAPESP&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-2846266613157349732?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/2846266613157349732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=2846266613157349732' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/2846266613157349732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/2846266613157349732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2010/02/4-simposio-operacional-de-combate.html' title='4º Simpósio Operacional de Combate a Crimes Eletrônicos'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-1522517797655767791</id><published>2010-02-27T09:10:00.000-08:00</published><updated>2010-02-27T09:11:13.531-08:00</updated><title type='text'>Internet e depressão</title><content type='html'>Pessoas que passam muito tempo navegando pela internet têm maior risco de apresentar sintomas depressivos, de acordo com uma pesquisa feita no Reino Unido por cientistas da Universidade de Leeds.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo, que será publicado na edição de 10 de fevereiro da revista Psychopathology, procurou analisar o fenômeno de usuários que têm desenvolvido o uso compulsivo da internet, substituindo a interação social no mundo real pelo virtual, em redes sociais, chats ou em outros serviços eletrônicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os pesquisadores, os resultados do estudo apontam que esse tipo de dependência pode ter impactos sérios na saúde mental. “A internet ocupa hoje parte importante na vida moderna, mas seus benefícios são acompanhados por um lado negro”, disse Catriona Morrison, um dos autores do estudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Enquanto a maioria usa a rede mundial para se informar, pagar contas, fazer compras e trocar e-mails, há uma pequena parcela dos usuários que acha difícil controlar o tempo gasto on-line. Isso ao ponto em que tal hábito passa a interferir em suas atividades diárias”, apontou a cientista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os “viciados em internet” passam, proporcionalmente em relação à maioria dos usuários, mais tempo em comunidades virtuais e em sites pornográficos e de jogos. Os pesquisadores verificaram que esse grupo tem incidência maior de depressão de moderada a grave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nossa pesquisa indica que o uso excessivo da internet está associado com depressão, mas o que não sabemos é o que vem primeiro. As pessoas depressivas são atraídas pela internet ou é o uso da rede que causa depressão?”, questionou Catriona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa examinou 1.319 pessoas com idades entre 16 e 61 anos. Do total, 1,2% foi considerado como “viciado em internet”. Apesar de ser uma pequena parte do total, segundo os pesquisadores o número de internautas nessa categoria tem crescido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incidentes como a onda de suicídios entre adolescentes ocorrida na cidade de Bridgend, no País de Gales, em 2008, têm levado a questionamentos a respeito da influência das redes sociais em indivíduos vulneráveis à depressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No estudo, os pesquisadores observaram que o grupo dos “viciados em internet” era formado principalmente por usuários mais jovens, com média de idade de 21 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Está claro que para uma pequena parte dos usuários o uso excessivo da internet é um sinal de perigo para tendências depressivas. Precisamos considerar as diversas implicações dessa relação e estabelecer claramente os efeitos desse uso na saúde mental”, disse a pesquisadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo The relationship between excessive internet use and depression: a questionnaire-based study of 1,319 young people and adults, de Catriona Morrison e outros, pode ser lido por assinantes da Psychopathology (2010;43:121-126 – DOI:10.1159/000277001) em www.karger.com/psp. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Agência Fapesp.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-1522517797655767791?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/1522517797655767791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=1522517797655767791' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/1522517797655767791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/1522517797655767791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2010/02/internet-e-depressao.html' title='Internet e depressão'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-478367518032671121</id><published>2010-02-05T03:26:00.001-08:00</published><updated>2010-02-05T03:26:59.675-08:00</updated><title type='text'>Impactos das Nanotecnologias sobre a Saúde dos Trabalhadores e sobre o Meio Ambiente</title><content type='html'>Agência FAPESP – O Seminário Internacional “Impactos das Nanotecnologias sobre a Saúde dos Trabalhadores e sobre o Meio Ambiente” será realizado de 25 a 27 de maio, em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realizado pela Fundacentro, o evento ocorrerá no Conselho Regional de Química. O prazo para o envio de trabalhos termina no próximo dia 20 de fevereiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos interessados em apresentar resumos científicos, os temas deverão contemplar alguns dos seguintes temas: Políticas Públicas, Segurança e Saúde do Trabalhador, Meio Ambiente, Toxicologia, Educação, Divulgação Científica, Regulação e Comunicação de Risco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O envio dos trabalhos deverá ser encaminhado para o e-mail simposionano2010@fundacentro.gov.br até o dia 20 de fevereiro. Para saber os critérios de envio de resumos, clique aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evento é gratuito e as inscrições poderão ser feitas clicando aqui. O evento é uma parceria entre Fundacentro e instituições envolvidas com nanotecnologia e terá como foco central a discussão dos possíveis impactos da nanotecnologia sobre as condições de saúde, trabalho e vida dos trabalhadores e sobre o meio ambiente e conhecer o resultado de pesquisas realizadas no Brasil sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Conselho Regional de Química está localizado à rua Oscar Freire, 2.039, Pinheiros, São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações sobre o seminário: www.fundacentro.gov.br/dominios/CTN/eventos_detalhes.asp?E=913 ou (11) 3066-6116/6323 e 6132.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-478367518032671121?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/478367518032671121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=478367518032671121' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/478367518032671121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/478367518032671121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2010/02/impactos-das-nanotecnologias-sobre.html' title='Impactos das Nanotecnologias sobre a Saúde dos Trabalhadores e sobre o Meio Ambiente'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-2376242707378432826</id><published>2010-01-07T03:43:00.000-08:00</published><updated>2010-01-07T04:21:57.728-08:00</updated><title type='text'>Avatar</title><content type='html'>Voltando após as férias de final de ano, e depois de ver o filme Avatar, vamos a um novo texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme trata de várias questões que vão desde aspectos politicos, ambientais, militares, econômicos, etre outros. Impossível não lembrar da colonização das Américas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme, existe um novo planeta, inóspito e perigoso aos humanos, mas que oferecia um novo minério. No planeta habita uma raça inteligente chamanda de Na'vi que, em aparência são próximos aos humanos, mas muito maiores que os mesmos e, logicamente, 100% adaptado ao ambiente local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fim de eplorarem esse novo terrítório, os cientistas, bancados pela iniciativa privada/militares, criam em laboratório um corpo hibrido entre humanos e os Na'vi, mas sem consciência. Para dar-lhes "vida" e sairem explorando o novo planeta era necessário usar uma máquina que transferisse a consiência do pesquisador humano para o novo corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto do filme deixo para vocês verem.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que se refere ao estudo do ciberespaço, o conceito de ciberespaço é bastante importande dependendo do foco do estudo. Assim, aproveito para compartilhar com vocês um trecho de minha dissertação de mestrado em que toco sobre o tema. Caso queiram o texto na integra, me enviem e-mail.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Corpos digitais: como interagimos em ambientes virtuais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Alex Antonio Bresciani&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Pierre Levi, ao estudar o que é o virtual, entende que &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“quando uma pessoa, uma coletividade, um ato, uma informação se virtualizam, eles se tornam ‘não-presentes’, se desterritorializam. Uma espécie de desengate os separa do espaço físico ou geográfico ordinários e da temporalidade do relógio e do calendário” (LEVI, 1996, p.21)   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ambiente virtual formado por redes digitais, isto é, o Cyberspace, temos o que Lévy vai chamar de “virtualização do corpo”, um “corpo que sai de si mesmo, adquire novas velocidades e conquista novos espaços” (IDEM, p.33).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornamos-nos, lembrando agora Negroponte (1998), bits; nossa forma atômica passa a ser formada em bits. É claro que isso não se dá na prática, mas no mundo virtual por meio de um outro eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, como o próprio Lévy reconhece, não ficamos 100% desconectados das imposições físicas e do tempo, mas ao nos conectarmos pelo novo contexto oferecido pela sociedade em rede, e dependendo da atividade realizada, a importância desses fatores são cada vez mais desprezíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontece é que existe a possibilidade do homem se liberar “de sua relação presencial, proporcionando-lhe o direito de vivenciar, no espaço virtual situações jamais imaginadas” (ALEMIDA, 2004, p.4), expandindo para além das amarras do tempo e espaço muitas de nossas capacidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse ambiente binário, digital, a “relação social primária”, isto é, os contatos pessoais face-a-face (MARCONI, PRESSOTO, 1985, p.136) deixam num primeiro momento de ocorrer. Na verdade, essas relações passam a ocorrer de outro modo, normalmente intermediadas por uma série de símbolos e linguagens específicas. &lt;br /&gt;Quando os indivíduos se virtualizam, eles assumem uma nova forma representativa de seu eu, de sua identidade, que são os chamados avatares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;avatar can be considered as merely an extension of the physical body and that the virtual body is a representational medium of the mind and the fundamental communication hardware in a virtual environment. &lt;br /&gt;[…]&lt;br /&gt;is providing a tangible representative form of the user, is a crucial element that distinguishes collaborative virtual environments from other social spaces in disembodied chat systems. The avatar as a bodily presence in virtual space provides a focus for conversation and social interaction. (GERHARD, 2004, p.3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os avatares são, portanto, nossa representação corpórea no Ciberespaço . E, já que não é possível que nos tornemos na prática um ser digital e binário, sua existência é fundamental para os ambientes virtuais se considerarmos que “além de nos relacionarmos com os objetos de nosso mundo, nos relacionamos uns com os outros. A presença física é a base dos ambientes sociais nas populações humanas e animais” (ANDERS, 2003, p. 51).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos ambientes virtuais “um novo corpo surgiu com as grafias informacionais. É o corpo infográfico gerado pela pura informação computacional” (SANTAELLA, 2003, p.91). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal corpo não é exatamente nosso substituto, mas uma ferramenta para mediar nossas atividades nesses ambientes: “virtual embodiments are a fundamental modality of being in a collaborative virtual environment”, (GERHARD, 2004, p.3), pois ele nos permite a “navegação e a ação remota em ambientes virtuais, bem como o envolvimento de todo o sensorium humano em mundos tridimensionais” (IDEM, p 92).&lt;br /&gt;Mas esse corpo precisa de um lugar para estar, precisa de espaço. Vejamos um pouco melhor a noção sobre isso. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Os jogos eletrônicos e a interação em mundos virtuais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Anders, “nossa visão de mundo depende tanto dos sentidos de nossos corpos quanto do ambiente em si” (ANDERS, 2003, p.50). Logo, tudo que fazemos, a forma como entendemos a realidade e interagimos com ele, se dá pela apreensão e construção simbólica, seja de forma cognitiva (subjetiva) ou cultural (relacional). É assim que apreendemos e reproduzimos nossos valores, padrões e referências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ciberespaço nesse sentido é um determinado tipo de construção simbólica que realizamos, sendo desse modo “uma extensão de nossa consciência” (IDEM, p.47), ele é um “produto de complexos processos mentais” (IDEM, 48).&lt;br /&gt;Portanto, os espaços criados computacionalmente são formalizados com base em um sistema simbólico, uma representação simbólica dos signos compartilhados pela humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um computador é um sistema simbólico sob todos os aspectos. Aqueles pulsos de eletricidade são símbolos que representam zeros e uns, que por sua vez representam simples conjuntos de representações matemáticas, que por sua vez representam palavras ou imagens. (JOHNSON, 2001, p.19)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é, “no cenário tecnológico interativo [...], as interfaces capturam a vida e as ações do corpo e do ambiente” (PRADO, 2003, p.220), as quais “emerge under the same kinds of  circumstances as required in Earth societies” (CASTRONOVA, 2001, p 15). Enfim, os ambientes virtuais, por mais fantasiosos que sejam, são apenas reproduções das experiências e modelos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse aspecto, os jogos eletrônicos, como uma série de outras atividades do Ciberespaço, recriam, baseados em elementos reais ou não, realidades fictícias por meio das quais os indivíduos interagem. &lt;br /&gt;Os indivíduos participam de um mundo por meio dos qual assumem o papel de outros personagens que seriam a representação de si mesmos no ambiente de jogo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o personagem utilizado pelo jogador nos jogos on-line pode ser tanto a representação de um humanóide como também a representação de um objeto, automóvel, avião ou mesmo uma representação de uma sociedade inteira. O jogador tem um controle sobre seu personagem, que é determinado pelo tipo de jogo utilizado (PRADO, 1998, p.8).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos jogos em rede temos uma ampliação disso. A dinâmica se expande, pois é possível que ele se relacione não mais com bots, mas com outros indivíduos, permitindo a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;habilidade de interagir com os outros, partilhar informações e manipular objetos no ambientes, através de imagens gráficas imersivas. A presença de múltiplos usuários independentes diferencia esses espaços dos jogos ou realidade virtual standart. (PRADO, 2003, p. 214)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;isto é, dos jogos não multiplayer .   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em síntese, os ambientes virtuais em rede “possibilitam aos múltiplos usuários localizados em diferentes partes do planeta interagirem em tempo real. Esses ambientes de modo geral buscam uma experiência imersiva incorporando imagens 3D realísticas” (PRADO, 2003, p. 212) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto, se torna possível a criação de comunidade dentro dos jogos, que tem sua dinâmica atrelada às relações internas do jogo e não as realizadas fora dele . &lt;br /&gt;Isso é mais evidente nos jogos MMORPG, que podem ser considerados “jogos de interatividade baseados em representações ficcionais coletivas” (JUNGBLUT, 2004, p. 105) onde há a tendência de que se criem relações exclusivamente alheias ao próprio jogo. São relacionamentos exclusivamente empreendidos em “Mundos Virtuais, que são consideradas sociedades virtuais com governos próprios, hierarquias, bandeiras, leis, cidadãos (sic) e tudo mais que existe numa sociedade real” (PRADO, 1998, p.9). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste caso, os jogadores vivenciam uma experiência de realidade virtual, circunscrita apenas nos domínios dessa realidade e para essa realidade. Em geral, as relações travadas nesse ambiente com os outros usuários são restritas ao contexto apenas.&lt;br /&gt;Concluindo, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A comunicação na Internet aumenta o leque de possíveis redes sociais às quais uma pessoa pode conectar-se e adiciona elementos de diversidade que são muito atrativos para alguns” (PRADO, 1998, p. 11) como, por exemplo, poderem ser mais desinibidas, graças ao anonimato proporcionado pelo texto e avatares ou maior liberdade de expressão. (Idem)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALMEIDA, Daniela. A Prática religiosa como entretenimento e lazer através dos jogos interativos on-line. Revista Acadêmica do Grupo Comunicacional de São Bernardo, vol. 1, n., 2004  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANDERS, Peter. Ciberespaço antrópico: definição do espaço eletrônico a partir das leis fundamentais. In: Arte e vida no século XXI: Tecnologia,Ciência e Criatividade, p. 47-63, São Paulo: Editora Unesp, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CASTRONOVA, Edward. Virtual Worlds: A First-Hand Account of Market and Society on Cyberian Frontier. Cesifo Working Papers, n.618, 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GERHAR, et. al.  Embodiment and copresence in collaborative interfaces. International Journal of Human-Computer Studies, vol. 64 n. 4, p. 453-480, 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOHNSON, Steven. Cultura da Interface: Como o computador transforma nossa maneira de criar e comunicar. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JUNGBLUT, Airton, L.  A heterogenia do mundo on-line: algumas reflexões sobre virtualização, comunicação mediada por computador e ciberspaço. In: Horizontes Antropológico.  Porto Alegre: UFRGS, 2004.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LÉVY, Piere.  Cibercultura.  Trad.por Carlos Irineu da Costa.  São Paulo: Editora 34, 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______.  As Tecnologias da Inteligência: o futuro do pensamento na era da informática.  São Paulo : Editora 34, 1997.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______.  A Inteligência Coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. São Paulo: Loyola. 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______.  O que é virtual?  São Paulo: Editora 34, 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARCONI, Maria de A., PRESOTTO, Zélia M.N.: Antropologia: Uma Introdução. São Paulo: Ed. Atlas, 1985.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NEGROPONTE, Nicholas.  A vida Digital.  São Paulo: Cia das Letras, 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRADO, Gilberto. Ambientes Virtuais multiusuário In: Arte e vida no século XXI: Tecnologia,Ciência e Criatividade, p. 207-224, São Paulo: Editora Unesp, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRADO, Oliver Z.  Pesquisa Internet e Comportamento: Um estudo Exploratório sobre as características de uso da Internet, uso patológico e sobre a pesquisa on-line.  NETPESQUISA, 1998. Disponível em: &lt;http://www.netpesquisa.com&gt;. Acesso em: 10 dez. 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SANTAELLA, Lucia. AS artes do corpo biocibernético. In: Arte e vida no século XXI: Tecnologia,Ciência e Criatividade, p. 65-94, São Paulo: Editora Unesp, 2003.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-2376242707378432826?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/2376242707378432826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=2376242707378432826' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/2376242707378432826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/2376242707378432826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2010/01/avatar.html' title='Avatar'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-6052800383308005418</id><published>2009-11-27T01:26:00.000-08:00</published><updated>2009-11-27T01:29:45.084-08:00</updated><title type='text'>O 'lado negro' da internet cresce cada vez mais</title><content type='html'>A existência do chamado 'lado negro da internet' foi tema de discussão em um artigo do jornalista Andy Beckett, publicado nesta quinta-feira no jornal britânico The Guardian. Ainda não completamente identificado pelos pesquisadores, este dark side da internet inclui diversas plataformas paralelas, como o Freenet - software freeware criado no final dos anos 90 e que permite aos internautas realizarem, anonimamente, diversas atividades - o que acaba dando abrigo a muitos sites de pornografia infantil, grupos terroristas e trocas de vírus e malwares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definido de muitas formas metafóricas como "internet profunda", "internet negra", "internet invisível", esta "outra" internet se contrapõe à "a internet navegável", aquela que conhecemos por meio dos sites de buscas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Muitos usuários pensam que quando eles buscam no Google, por exemplo, estão vendo todos os sites existentes", afirma Anand Rajaraman, fundador do Kosmix, mecanismo de buscas na web. "Acredito que apenas uma pequena parte de toda a internet vem à tona com os mecanismos de busca. Não tenho certeza, para ser honesto, sobre o quão pequena é esta parte, mas posso dizer que a internet é, pelo menos, 500 vezes maior do que a web a que temos acesso", disse em declarações ao Guardian.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michael Bergman, pesquisador americano e uma das maiores autoridades nesta "outra" internet, afirma que até hoje continua sem saber exatamente o que acontece do "outro lado". "Lembro de dizer para a minha equipe no final dos anos 90 que este lado desconhecido era provavelmente duas ou três vezes maior do que a internet regular", afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, em 2001, um artigo publicado por Bergman e até hoje usado regularmente como fonte de informações, afirmava que "os mecanismos de busca na web procuram em apenas 0,03% de todos os sites existentes". Bergman escreveu, na ocasião, que a "internet profunda é a categoria de novas informações que mais cresce na internet".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criar um mecanismo de buscas que alcance esta internet desconhecida é o objetivo de um grupo de pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos. "O problema é que não é viável, existem dados demais", explica a professora Juliana Freire, pesquisadora do projeto chamado "Deep Peep". Além da quantidade de dados, há também outros problemas. "Quando pesquisamos em alguns sites, somos bloqueados depois. É possível criar mecanismos que tornam impossível para qualquer um buscar nos seus dados", explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esconder os dados na web pode ser uma estratégia comercial, mas os alvos dos pesquisadores são os criminosos que utilizam a rede. "Existe um conhecido grupo criminoso chamado Russian Business Network (RBN) e eles estão sempre rodando a internet, roubando endereços de sites que estão em desuso, enviando milhões de spams destes endereços e depois se desconectando rapidamente", explica Craig Labovitz, diretor da Arbor Networks, empresa de segurança na web.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A RBN também aluga sites temporários para outros criminosos realizarem atos como roubos de dados, pornografia infantil e distribuição de vírus de computadores. "No ano de 2000, este lado negro da internet era uma novidade. Hoje, é parte do cotidiano da rede", afirma Labovitz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sites de empresas extintas, erros técnicos e falhas, disputas entre servidores de internet, endereços abandonados no início da internet, entre outros, são fatores que deixam espaço para a exploração ilícita. "A internet nasceu em grande parte baseada na confiança", acredita Laibovitz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o ideal de uma internet livre, que motivou o pesquisador irlandês Ian Clarke a criar o software Freenet no final dos anos 90, ainda tem muitos defensores, um deles, o próprio Clarke. "Pornografia infantil existe no Freenet, assim como existe em toda a internet. Poderíamos controlar esta pornografia, mas então deixaria de ser uma rede livre", afirma Clarke em declarações ao jornalista do Guardian.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O software foi lançado em 2000 e hoje possui milhões de usuários no mundo todo. Entre os sites abrigados pelo programa estão desde blogs de notícias sobre o Irã até guias sobre como explodir bombas e realizar ataques terroristas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante deste mundo desconhecido, e que provavelmente "continuará a crescer por mais alguns anos", o jornalista britânico concluiu que prefere continuar "vagando pela web" por meio do Google, já que a "darknet não é um lugar para os mais sensíveis". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Redação Terra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-6052800383308005418?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/6052800383308005418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=6052800383308005418' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/6052800383308005418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/6052800383308005418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2009/11/o-lado-negro-da-internet-cresce-cada.html' title='O &apos;lado negro&apos; da internet cresce cada vez mais'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-3378795041271001793</id><published>2009-11-25T02:51:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T02:54:39.522-08:00</updated><title type='text'>Ministério da Justiça propõe mais restrições na Internet</title><content type='html'>Por: Mário Coelho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se depender da vontade do governo, a lei de crimes da internet será muito mais restritiva do que gostariam os senadores. Na minuta do projeto, o Ministério da Justiça quer que os provedores de acesso mantenham por três anos todos os dados de tráfego de seus usuários. Ou seja: que hora se conectou à internet, em que sites entrou e quanto tempo ficou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Congresso em Foco teve acesso ontem, com exclusividade, a um trecho da minuta elaborada pelo MJ. O texto modifica a redação do artigo 22 do substitutivo ao Projeto de Lei 84/99, elaborado pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). É justamente essa parte da peça em tramitação na Câmara que tem causado polêmica entre internautas e sociedade civil, pois obriga os provedores de acesso a armazenarem os dados de conexão dos usuários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, o MJ, influenciado por setores da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), quer radicalizar. Pelo substitutivo do senador tucano, ficariam guardados os horários de log on (entrada) e log off (saída). Já na minuta do ministério, além de todos os dados de tráfego, os provedores seriam obrigados a registrar o nome completo, filiação e número de registro de pessoa física ou jurídica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, ele acrescenta a possibilidade de, a partir de requisição do MP ou da polícia, que todos os dados sejam imediatamente preservados. Esse artigo foi construído especialmente para a PF, que já havia se manifestado favoravelmente à ideia. Em novembro do ano passado, durante audiência pública, o delegado federal Carlos Eduardo Sobral, da Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos da instituição, afirmou que era necessário acrescentar essa possibilidade à lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minuta estabelece que os provedores de acesso devem ter a capacidade de coletar, armazenar e “disponibilizar dados informáticos para fins de investigação criminal ou instrução processual penal”. Também prevê que, após o pedido do MP ou da polícia, os dados de navegação sejam entregues imediatamente mediante ordem judicial. “A impressão é que o ministério tem acatado várias sugestões da Polícia Federal”, diz o deputado Júlio Semeghini (PSDB-SP), relator do substitutivo na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informação (CTCI).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando houver solicitação do MP ou da polícia, os dados devem ser preservados por 30 dias, renováveis sucessivamente, desde que não ultrapassem três meses seguidos. Depois disso, os provedores podem destruir o material. O texto também coloca que os provedores precisam informar e conscientizar os usuários quanto a medidas e procedimentos de segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o Congresso em Foco mostrou ontem (confira aqui), a intenção do MJ é apresentar o texto nas próximas semanas. O secretário de Assuntos Legislativos do ministério, Pedro Abramovay, é o responsável pela discussão do projeto, mas ontem não quis adiantar o teor do texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O site apurou que a pasta tem conversado com vários integrantes da sociedade civil e do meio acadêmico. Entretanto, excluiu da discussão boa parte dos parlamentares que cuidaram do projeto no Congresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conteúdo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, os deputados Paulo Teixeira (PT-SP), que tem sido o interlocutor do governo com o Congresso na discussão, o relator Semeghini e o presidente da CTCI, Eduardo Gomes (PSDB-TO), participaram de uma reunião no MJ. Ao grupo foi apresentado trechos do que deve formar o projeto da pasta. Entre eles, a polêmica proposta de aumentar o controle dos usuários na rede mundial de computadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A redação estudada pelo MJ também contém, no parágrafo 4º, a previsão de aplicação das obrigações aos provedores de conteúdo. O PL que tramita na Câmara não tem essa determinação. A avaliação de pessoas que participam da discussão é que as redes sociais estão em perigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quem será atingido por este artigo? O Twitter, o Facebook, o Youtube e quase todo mundo que monta uma página na web”, afirmou o professor da Faculdade Cásper Líbero e membro do Movimento Software Livre, Sérgio Amadeu. Para ele, a proposta coloca todo usuário em suspeita dentro do que chama de um “estado de vigilantismo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) Fernando Botelho se mostrou preocupado com as informações do projeto que se desenha no Ministério da Justiça. “Por mais polêmico que seja o substitutivo do [senador Eduardo] Azeredo, ele é coisa de escola infantil perto da ideia do Ministério”, disparou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra proposta polêmica, e contraditória, é que os telecentros públicos – como a rede sem fio da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro – estariam fora das novas regras. Por exemplo, ao entrar em uma lan house, quem queira navegar na internet deveria apresentar a carteira de identidade e fazer um cadastro. Já à beira do mar, o usuário estaria livre para usar como bem entender. “Tenho certeza que, se for aprovado, o Supremo [Tribunal Federal] derruba”, comentou o professor da Cásper Líbero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trâmite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A impressão que eu tive é que o governo pode mandar o projeto a qualquer momento”, relatou Semeghini. Entretanto, apesar da vontade do governo de apresentar um novo texto, o substitutivo continua tramitando na Câmara. O relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Régis de Oliveira (PSC-SP), já apresentou seu relatório pela aprovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os outros dois relatores, Semeghini e Pinto Itamaraty (PSDB-MA), da Comissão de Segurança Pública, planejam apresentar seus pareceres até o fim de abril. “Nós recebemos uma série de sugestões que podemos acrescentar ao texto, mas faremos isso sem mudar o espírito do projeto do senador Azeredo”, disse Itamaraty ao Congresso em Foco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de os dois deputados serem suplentes nas comissões, eles foram mantidos como relatores pelos presidentes. Semeghini, inclusive, propôs a realização de uma nova audiência pública para discutir o tema. Essa seria a terceira; o Senado e Câmara receberam uma cada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Congresso em Foco&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-3378795041271001793?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/3378795041271001793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=3378795041271001793' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/3378795041271001793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/3378795041271001793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2009/11/ministerio-da-justica-propoe-mais.html' title='Ministério da Justiça propõe mais restrições na Internet'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-7536204966388688752</id><published>2009-11-25T02:45:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T02:51:01.073-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='javascript:void(0)'/><title type='text'>Lula quer regular internet</title><content type='html'>Por: Mário Coelho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidente encomendou marco regulatório que definirá direitos e obrigações dos cidadãos na rede de computadores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por determinação do presidente Lula, a internet brasileira terá um marco civil regulatório a partir do próximo ano. O projeto, ainda em fase de discussão com a sociedade, deve originar uma legislação que preveja direitos e deveres dos internautas no uso dos meios digitais. A proposta aborta de vez a intenção inicial do Ministério da Justiça (MJ) de criar uma lei altamente restritiva para a internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até março deste ano, a Secretaria de Assuntos Legislativos do MJ trabalhava a minuta de um projeto que pretendia aumentar o rigor na identificação dos internautas, exigindo dos provedores de acesso dados como o número do RG e o nome dos pais de quem está atrás do computador durante toda a navegação. Como o Congresso em Foco mostrou em março, o objetivo, na época, era coibir a prática de crimes na rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minuta do MJ foi considerada, na época, um retrocesso em relação ao Projeto de Lei 84/99, elaborado pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Apelidado de “AI 5 digital”, a proposta do tucano tem enfrentado uma série de resistências de membros da sociedade civil e até mesmo dentro do parlamento. Aprovado no Senado, ele agora tramita na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informação (CTCI).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A pressão popular gerou a demanda específica do presidente Lula”, afirmou o coordenador do projeto, Guilherme Alberto de Almeida, ao Congresso em Foco. Ele conta que a mobilização contra o projeto de crimes na internet fez o Palácio do Planalto mudar sua visão sobre o tema. A tese de um marco civil era, até então, defendida especialmente por professores do curso de direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estamos buscando contribuições qualificadas”, disse o professor de direito da FGV Ronaldo Lemos, à Agência Estado. Ele explica que o próprio Ministério da Justiça moderará a discussão. Podem participar pessoas físicas ou instituições, que terão peso igual. “Ganha o debate quem melhor expor sua opinião.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 26 de junho, Lula já havia dado a senha publicamente para a mudança de rumo da pasta. Ao participar do 10° Fórum Internacional Software Livre, em Porto Alegre (RS), o presidente afirmou que “no governo dele é proibido proibir”. Quando chegou ao local do encontro, Lula foi recebido por participantes do fórum com uma faixa pedindo o veto ao substitutivo de Azeredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Essa lei que está aí, essa lei que está aí, não visa corrigir abuso de internet. Ela, na verdade, quer fazer censura. O que nós precisamos, quem sabe, é mudar o Código Civil, quem sabe seja mudar qualquer coisa. O que nós precisamos é responsabilizar as pessoas que trabalham com a questão digital, com a internet. É responsabilizar, mas não proibir ou condenar”, disse Lula no Fórum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 29 de outubro, o MJ lançou um blog para começar a discussão sobre o tema. O debate ocorre tanto virtualmente, pela rede de computadores, quanto em reuniões em diversas cidades. Na última sexta-feira (20), por exemplo, parlamentares, professores e membros do Ministério Público discutiram a elaboração da nova legislação. “Na consulta em São Paulo, estava toda a comunidade. Representantes dos ministérios da Cultura e da Justiça discutiram os direitos do cidadão na internet”, afirmou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que participou do evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Polêmicas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois temas, até agora, têm monopolizado o debate. A guarda dos logs – registros de entrada e saída dos usuários na rede –  e o direito à privacidade são as questões mais sensíveis e que devem exigir muita conversa e negociação entre as partes. “Nesse momento, queremos mais ouvir do que escrever”, disse Guilherme Almeida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No projeto que tramita na Câmara e na proposta abortada pelo ministério, provedores seriam obrigados a guardar todos os registros de conexão de seus usuários – hórário de log on e log off – em seus arquivos. A do MJ ia além. Para combater práticas criminosas na internet, a proposta era aumentar a vigilância sobre os internautas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coordenador do projeto adianta que a intenção é enviar o texto ao Congresso até março do ano que vem. Apesar de afirmar que a discussão vai ditar os prazos, trabalha com 17 de dezembro para encerrar a primeira fase de debates. Com o recesso de fim de ano, a ideia é elaborar uma minuta e coloca-la no blog para discussão em janeiro. Feitas novas sugestões, aí sim ele estaria pronto para o debate final pelos parlamentares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, enquanto o projeto não é enviado ao Congresso, o PL de Azeredo continua tramitando. Para o deputado Paulo Teixeira, “ele já caducou”. “Ele perdeu o timming pelo número de matérias que ele quis incorporar. Acabou perdendo a força”, opinou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele adianta que pelo menos quatro artigos devem ser aproveitados por ele e pelo deputado Julio Semeghini (PSDB-SP), relator da matéria na CTCI. Entre eles, o roubo de senhas e a invasão e destruição de redes internas. O que restou do projeto deve virar um projeto à parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o governo ainda não decidiu como vai enviar o texto do marco civil para apreciação dos parlamentares. Existe a possibilidade de ser um projeto de lei do Executivo. Ou, até mesmo, de a autoria ser compartilhada por Teixeira e Semeghini. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOnte: Congresso em Foco - 24/11/2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-7536204966388688752?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/7536204966388688752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=7536204966388688752' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/7536204966388688752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/7536204966388688752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2009/11/lula-quer-regular-internet.html' title='Lula quer regular internet'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-1186656469932418451</id><published>2009-11-23T05:09:00.000-08:00</published><updated>2009-11-23T05:10:53.989-08:00</updated><title type='text'>3º Simpósio Internacional de Cultura e Comunicação na América Latina</title><content type='html'>De 29/3/2010 a 31/3/2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 3º Simpósio Internacional de Cultura e Comunicação na América Latina – “Integrar para além do mercado” será realizado entre os dias 29 e 31 de março de 2010, no Memorial da América Latina, em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evento, organizado pelo Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação (Celacc), tem o objetivo de reunir pesquisadores, docentes, estudantes e acadêmicos em geral, para discutir as perspectivas de integração da América Latina no âmbito da cultura e comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conferência inaugural, sobre o tema “Perspectivas de Integração da América Latina”, reunirá Margarita Lopez Maya, da Universidade Central da Venezuela, e Emir Sader, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), sob a coordenação de Nazareth Ferreira, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A programação inclui grupos de trabalho sobre os temas “América Latina, Globalização e Cultura”, “Indústria Cultural na América Latina e Políticas Culturais” e “Experiências de Mídia Alternativa e Cultura na América Latina”, além de mesas-redondas sobre temas como “Produção Cultural - O Papel do Estado e Ação do Capital” e “Mídia e Culturas Alternativas”, com participação de especialistas de vários países e instituições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com os organizadores, o avanço das discussões no contexto da geopolítica regional da integração do continente demanda o aprofundamento dessa temática, tendo em vista incentivar mudanças no cenário das indústrias culturais continentais, influenciar as políticas culturais na região e aumentar a visibilidade da temática da diversidade cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Fundação Memorial da América Latina, a Television América Latina e o Programa Integração da América Latina (Prolam) da USP participam também da organização do simpósio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.eca.usp.br/nucleos/celacc/simposio"&gt;Mais informações&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POr: Agência FAPESP&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-1186656469932418451?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/1186656469932418451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=1186656469932418451' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/1186656469932418451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/1186656469932418451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2009/11/3-simposio-internacional-de-cultura-e.html' title='3º Simpósio Internacional de Cultura e Comunicação na América Latina'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-8630509958428816874</id><published>2009-11-12T01:39:00.000-08:00</published><updated>2009-11-12T01:41:23.073-08:00</updated><title type='text'>Novas formas de aprender</title><content type='html'>POr: Fábio Reynol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Todas as terças-feiras, cerca de 30 agentes da Prefeitura Municipal de Pedreira (SP) se reúnem para aprender a lidar com novas tecnologias e partilhar registros de visitas e entrevistas feitas com a população da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encontro faz parte do projeto de doutorado de Carla Lopes Rodrigues, bolsista da FAPESP, vencedor da primeira edição do Prêmio Instituto Claro – Novas formas de aprender, que será entregue em cerimônia nesta quarta-feira (11/11).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orientado pelo professor José Armando Valente, do programa de Pós-graduação em Artes Visuais do Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o trabalho de Carla avalia a aplicação de recursos audiovisuais como ferramentas de apoio em programas sociais envolvendo saúde e educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Munidos de câmeras fotográficas e de vídeo e gravadores digitais, os agentes fazem entrevistas com a população e registram as visitas às residências. O material é avaliado em reuniões com médicos e outros profissionais de saúde, que discutem as demandas e necessidades locais bem como a melhor maneira de atendê-las. Para isso, o programa tem parceria com o Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Além de debater soluções para essas demandas, o projeto trabalha a inclusão social”, ressaltou Carla, salientando que antes do programa apenas três desses agentes públicos tinham e-mail. Hoje, além de terem endereço eletrônico, todos são periodicamente treinados nos usos de equipamentos multimídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho também propõe soluções tecnológicas para determinados problemas. “Um jogo eletrônico, por exemplo, pode ajudar na educação de jovens sobre gravidez na adolescência”, indicou. O objetivo é promover a inclusão digital e testá-la como ferramenta para identificação de problemas e de auxílio a soluções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A iniciativa faz parte da Vila na Rede, que integra o projeto E-Cidadania, uma nova proposta de rede social on-line em desenvolvimento no âmbito do Instituto Virtual de Pesquisas FAPESP-Microsoft Research.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As reuniões, parte presenciais, parte virtuais, contam com um telecentro montado na cidade de Pedreira ligado à rede KyaTera, desenvolvida no Programa Tecnologia da Informação no Desenvolvimento da Internet Avançada (Tidia) da FAPESP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa primeira versão, o Prêmio Instituto Claro recebeu 1.365 inscrições em três categorias: Vivência, Desenvolvimento e Pesquisa, esta última dividida em dois subgrupos “Graduação/Curso técnico” e “Pós-graduação” da qual Carla foi a vencedora. Thomas Eduardo Schiffino de Oliveira, aluno da Universidade Federal do Mato Grosso, foi o vencedor na categoria “Graduação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.institutoclaro.org.br"&gt;Veja Mais&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fONTE Agência FAPESP&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-8630509958428816874?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/8630509958428816874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=8630509958428816874' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/8630509958428816874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/8630509958428816874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2009/11/novas-formas-de-aprender.html' title='Novas formas de aprender'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-1562751163910655406</id><published>2009-11-11T02:41:00.000-08:00</published><updated>2009-11-11T02:42:43.383-08:00</updated><title type='text'>A DIMENSÃO SOCIOESPACIAL DO CIBERESPAÇO: UMA NOTA</title><content type='html'>Por: Carlos Alberto F. da Silva   &lt;br /&gt;Michéle Tancman Candido da Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A velocidade da mídia eletrônica  altera o campo dos conceitos e introduz uma nova forma de experienciar o tempo e o espaço, aqui tratada como ciberespaço. Ela se relaciona a uma geograficidade determinda pelo processo de desencaixe, entendido como o deslocamento das relações sociais dos contextos locais de interação e sua reestruturação através de extensões indefinidas de tempo-espaço, promovido pela telemática. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nas três últimas décadas, a Geografia tem sido marcada por uma forma peculiar de operacionalizar a complexidade da sociedade. Da prática humana emergiu o modo materialista de analisar o objeto de estudo do geógrafo. A influência marxista acredita ser necessário pensar as relações sociais em termos de suas conexões com o tempo e o espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A concepção materialista e dialética concebe o tempo e espaço como formas peculiares da existência da matéria em movimento. Desse modo, a materialidade social só existe no tempo e no espaço. A matéria em movimento é a base de tudo que existe no mundo. Ela é também a realidade objetiva, existindo fora de nossa consciência e nela se reflete. Há uma impossibilidade da existência do tempo sem o espaço. Os dois estão ligados aos aspectos de sua coexistência e mutação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desenfreada aceleração tecnológica deste final de século tem procurado alterar essa concepção materialista do espaço, a partir de uma “queima do espaço e da experiência de um tempo em intensificação”. É o que Harvey (1993) chama de compressão espaço-temporal. A velocidade dos media eletrônicos instaura uma nova forma de experienciar o tempo, substituindo a noção de tempo-duração por tempo-velocidade e a instantaneidade das relações sociais. O tempo advindo das novas tecnologias eletrônico-comunicacionais é marcado pela presentificação, ou seja, pela interatividade on-line, fato constatado nas tecnologias de telepresença em tempo real que alteram nosso sentido cultural de tempo e espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, há toda uma falácia de que o espaço geográfico, enquanto expressão material das práticas sociais no seu contínuo movimento de transformação, perde importância diante da revolução da telemática. Alguns autores sugerem o fim da geografia, afirmando que se toda prática social é acompanhada por uma grafia deixada no espaço, o domínio das relações sociais via imagens em tempo real tende a abolir o espaço. Entretanto, a concepção materialista da sociedade sugere a impossibilidade de existência do tempo sem o espaço e a matéria em movimento. Acreditamos que qualquer alteração nos sistemas de interação social será sempre precedida por uma materialidade espaço-temporal representativa de um movimento de mutação e permanência de uma forma específica de sociabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste sentido que entendemos o ciberespaço. Para nós, o ciberespaço é uma dimensão da sociedade em rede, onde os fluxos definem novas formas de relações sociais. Ao contrário do censo comum em torno do aniquilamento do espaço pelo tempo, parece-nos que, tal como afirma Castells (1999, p.490), é o espaço material que organiza o tempo, “estruturando a temporalidade em lógicas diferentes e até contraditórias de acordo com a dinâmica socioespacial”. Entretanto, se o espaço material organiza o tempo, a emergência de um tempo-real das redes comunicacionais colabora para uma sensação de aniquilamento do espaço pelo tempo, na forma de um espaço virtual. De um modo geral,  podemos dizer que o tempo-real também implica a organização de novas relações sociais que se expressam na formação de um espaço virtual e na reestruturação do espaço concreto preexistente, provocando intenso processo de inclusão e exclusão de lugares e pessoas na rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste estudo, o ciberespaço será analisado enquanto um conjunto de diversas redes comunicacionais informatizadas, tais como a Internet, Kidsphre, Zamir etc. O espaço de fluxos de imagem, som, informação e de socialidade definido pelo ciberespaço expressa uma “organização material das práticas sociais de tempo compartilhado que funciona por meio de fluxos” (Castells, p.436). Cabe apenas lembrar que tais redes não estão somente no espaço de fluxos. De acordo com Levy (1993, p.26), elas constituem o próprio espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Se o ciberespaço é parte integrante da sociedade contemporânea, logo é uma realidade que a Geografia deve buscar compreender, enquanto uma nova forma de materialização dos avanços da sociedade capitalista. Neste sentido, o artigo em tela procura dar uma contribuição acadêmica, ao responder a seguinte questão: Qual é a geograficidade do ciberespaço, visto que o espaço geográfico é normalmente entendido como uma forma territorial de organização material da sociedade? Para tanto, a análise estará assentada nas discussões teóricas sobre a cidade real e cidade eletrônica enquanto expressão de uma nova totalidade social imposta pelas tecnologias comunicacionais. No final, buscaremos elucidar alguns aspectos do ordenamento implícito nas cidades eletrônicas como extensão virtual da cidade concreta e real. Enfim, não pretendemos alcançar uma resposta conclusiva sobre o tema, e sim possibilitar a abertura de um canal de discussão sobre a temática proposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) A Geograficidade do Ciberespaço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Giddens (1994) ao analisar as conseqüências da modernidade, no final do século XX, apresenta um conceito importante para nossa análise. Para ele, os avanços tecnológicos da sociedade moderna têm permitido um distanciamento progressivo dos indivíduos de suas referências de tempo e espaço, chamado de “desencaixe”. Hoje em dia, na rede telemática,  o tempo tem se esvaziado e perdido, cada vez mais, relação com a experiência prática da vida dos homens num determinado lugar. O espaço concreto cria seu oposto, o espaço virtual, e novas formas de contatos interpessoais. Baseado nestas concepções de tempo e espaço, o desencaixe seria o deslocamento das relações sociais de contextos locais de interação e sua reestruturação através de extensões indefinidas de tempo-espaço. Daí emerge o que denominamos de ciberespaço, isto é, um dos processos contemporâneos de desencaixe, promovido pela telemática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quando se fala em ciberespaço é comum pensar em algo que não nos é palpável, imaterial, um lugar distante de nossa realidade, onde relações sociais, culturais, econômicas ao se estabelecerem se fazem no imaginário, “algo de outro mundo”, um ambiente futurístico, um divertido desenho animado dos Jetsons. Essa é uma visão idealista do tempo e do espaço. Algumas tentativas de explicar o ciberespaço esbarram numa postura idealista, com todos os seus matizes, ou seja, procuram negar a realidade objetiva do espaço como forma de existência da matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos principais filósofos idealistas, partidário de uma concepção subjetiva do espaço e do tempo foi Emanuel Kant. Para ele, tempo e espaço eram duas formas de representação sensitiva, ou seja, uma forma de contemplação dos sentidos. No entanto, o ciberespaço não é somente uma sucessão de imagens e sensações experienciadas pelo indivíduo que teleinterage com a máquina, a fim de manter contatos com um “mundo mágico”, é também uma nova expressão  material dos avanços da sociedade contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que mundo é este que muda a nossa noção de tempo e espaço?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Willian Gibson (1991), em seu livro “Neuromancer”, foi o primeiro autor a utilizar o termo para designar este ambiente artificial, onde dados e relações sociais trafegam (ou navegam?) indiscriminadamente. Para ele, o conceito de ciberespaço é o de um espaço não físico ou territorial no qual uma alucinação consensual pode ser experimentada diariamente pelos usuários. O ciberespaço é a “MATRIX”, uma região abstrata invisível que permite a circulação de informações na forma de imagens, sons, textos etc. Este espaço virtual está em vias de globalização planetária e já constitui um espaço social de trocas simbólicas entre pessoas dos mais diversos locais do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe lembrar que a dinâmica imaterial do ciberespaço é apoiada no avanço das forças produtivas do sistema capitalista, na sua busca incessante de aumentar a velocidade de rotação do capital e das transações mercantis e financeiras em escala planetária e é também resultante das tecnologias voltadas para a Guerra, como a Internet. Para tanto, todo um investimento em tecnologia de informação se apresenta. As grafias deixadas pelas técnicas no atual estágio de produção social do espaço se expressam nos sistemas de satélites, cabos de fibra ótica, teleportos, rede de computadores com inovações constantes em softwares,  hardwares etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, o ciberespaço pode ser compreendido a partir de duas perspectivas: 1) como via expressa de informação através da conexão de computadores em rede e 2) como realidade virtual”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que se possa ter acesso à via expressa de informação, é necessário que sejam estabelecidas as “condições ambientais” do ciberespaço. O ambiente construído é a expressão material que permite conexão com um novo sistema de relações sociais. Tais condições só nos é possível a partir de um arranjo espacial que inclui o computador, monitor, teclado, mouse, linha telefônica, provedor de acesso, redes telemáticas e outros meios eletrônicos capazes de nos conectar com o ciberespaço. Estas formas estáticas, aos quais estamos fisicamente ligados, nos transportam, através da virtualidade, para um mundo onde prevalecem as nossas sensações. A experiência de tempo e espaço não existe “nas coisas visíveis do ciberespaço”, mas sim aparecem somente na zona do subjetivo. Desse modo, o ciberespaço é uma veleidade, no sentido de abrir alguma possibilidade de enfoque idealista da materialidade social da sociedade moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que possamos prosseguir se faz necessário esclarecer o que entendemos por “realidade virtual”. Trata-se, claramente de uma revolução. Uma alteração radical na forma de conceber o tempo e o espaço, e mesmo os relacionamentos. Segundo Pierre Levy (1996, p.16),” o virtual não se opõe ao real e sua efetivação material, mas sim ao atual”. Filosoficamente, o virtual é entendido como o que existe em potência e não em ato. O virtual é extensão do real, ou seja, é um real latente. As imagens virtuais fazem mediação da realidade. O tempo instantâneo e espaço virtual são os novos vetores que se inserem e se articulam ao ambiente construído pela sociedade em rede telemática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O ciberespaço é, então, um ambiente que permite inúmeras possibilidades do mundo real. O mundo virtual caracteriza-se não propriamente pela representação, mas pela simulação. Esta simulação é ,na verdade, apenas uma das possibilidades do exercício do real. Desse modo, podemos afirmar que o ciberespaço não está desconectado da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ciberespaço o espaço de fluxos realiza um processo de desmaterialização das relações sociais conectadas em rede. O que antes era concreto, palpável e material adquire uma dimensão imaterial na forma de impulsos eletrônicos. Ao mergulhar no ambiente do ciberespaço, o usuário experimenta uma sensação de “abolição do espaço” e circula em um território transnacional, desterritorializado, no qual as referências de lugar e caminhos que ele percorre para se deslocar de qualquer ponto a outro modificam-se substancialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na rede do ciberespaço surgem pontos de fixação de relações sociais acessados por uma chave eletrônica. Quando enviamos uma correspondência por e-mail, ou visitamos  um determinado site ou link, desconhecemos o caminho ou rota pelo qual se realiza o encontro. A guisa de exemplificação, podemos dizer que ao enviar um e-mail do Rio de Janeiro para Niterói, não sabemos qual é a infovia  percorrida. Não podemos descrever a paisagem pela qual a comunicação percorre.  Os provedores de acesso são inúmeros, podemos até imaginar que para sair do Rio de Janeiro e chegar a Niterói o percurso possa ser via São Paulo.  Logo, as referências de lugar desaparecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos, então, diante do debate entre lugar e “não-lugar” (Marcondes Filho: 1996, p.146-7). O lugar normalmente é associado a uma materialidade definida por relações simbólicas, míticas, identitárias e históricas do grupo social que ali reside. O não-lugar, por sua vez, seria marcado por uma relação com o espaço sem tais pressupostos (Augé:1994, p.73-77). Como exemplo de não-lugar, Augé inclui os lugares de passagens, de não fixação e da ausência de identidade sentida pelas pessoas que os freqüentam, tais como os aeroportos, shopping-centers, auto-estradas etc[3]. No ciberespaço, o não-lugar é caracterizado como passagem e momento de fixação de uma consciência individual e solitária assentada em relações identitárias que o usuário da rede constrói, em sua memória, diante da tela do computador e dos movimentos de imagens aí registrados. Esse lugar, que propomos chamar de “lugar virtual”, diverge da definição de Augé, pois na rede é possível uma relação de convivência de pessoas, produzindo identidades expressas nas tribos eletrônicas. Temos, portanto, um novo referencial do espaço vivido enquanto produto das relações humanas mediatizadas pela revolução telemática, impondo novas formas de pertencimento destituída da materialidade dos lugares, tal qual até então concebemos. Ou seja, na rede o indivíduo pode pertencer a um lugar que não existe, já que este se apresenta como simulacro.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora possa ser esvaziado de afetividade e sem história, esse “lugar” dá sentido a um tipo de relação social através de uma localização virtual cujo acesso é via chave eletrônica, ou seja, de um endereço (www, @, FTP, ICQ, etc) que identifique o domínio de onde o usuário está inserido. De acordo com Cardoso (1997), tal conexão difere do uso de um telefone ou fax, visto que na localização virtual as locações são materialmente indeterminadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As características do “lugar virtual” residem na territorialidade, imaterialidade, tempo-real e interatividade. Tais aspectos possibilitam relações sociais simultâneas e acesso imediato a qualquer parte do mundo, inaugurando uma nova percepção do tempo e das relações sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É no anonimato do “lugar virtual” que se experimenta solitariamente uma nova sociabilidade. O viajante pode caminhar por diversas infovias até encontrar o grupo ou tribo que mais se assemelha, ou informações. Ao encontrar sua tribo, o indivíduo fixa-se neste endereço eletrônico e passa a experienciar e compartilhar de um lugar simbólico e marcado por relações de pertencimento de caráter ideológico, afetivo, sexual ou racial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por que o ciberespaço tem atraído tanto info-sociedade, ou seja, os grupos de pessoas conectadas em redes de comunicação via telemática? Acreditamos que as comunidades virtuais estão atreladas a uma nova efervescência social construída a partir do anonimato. No ciberespaço, as pessoas são capazes de interagir sem, no entanto, necessitar divulgar sua identidade. É possível adquirir múltiplas faces, utilizar diferentes máscaras, e revelar os seus desejos mais íntimos. Ser o que gostaria de ser no  “mundo real”  e o que não é devido às leis sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Logo, o ciberespaço possibilita a emergência de uma socialidade que se contrapõe a uma sociabilidade do mundo real. Para Michel Maffesoli (1984), a socialidade é um conjunto de práticas quotidianas que escapam ao controle social rígido e, ao mesmo tempo, um verdadeiro substrato de toda vida em sociedade. De acordo com Lemos (1998, p.2), a socialidade do ciberepaço é uma forma de contracultura. Diversas tribos eletrônicas buscam uma maneira não convencional de ser ou pertencer a um imaginário coletivo no qual as pessoas compartilham suas ideologias, fantasias e anarquias. Este imaginário coletivo pode tomar diferentes formas e criar grandes movimentos de massa com uma força capaz de definir revoluções políticas e econômicas a ponto de interferir diretamente na realidade de um espaço concreto, real. Como exemplo, podemos citar os grupos de hackers que atacam sistemas de defesa e financeiros e a formação de grupos de solidariedade que buscam interferir em diversos momentos da vida política e econômica de um país em escala global, bem como defender apoio às diversas territorialidades como as dos seringueiros e índios da Amazônia brasileira. A sociabilidade, por sua vez, caracteriza-se por relações institucionalizadas e formais de uma sociedade, isto é, uma maneira convencional de “estar em sociedade”, de pertencer a uma determinada sociedade (Maffesoli, 1984). A comunicação entre os integrantes de um grupo de pessoas reside na utilização de um conjunto de simbologias pré-determinadas. As relações de sociabilidade, às vezes, retrata um “ser” artificial, estereotipado enquanto a socialidade retrata o ser como ele é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A socialidade eletrônica incide diretamente na pós-modernidade, provocando uma transformação do caráter social em função dos novos tempos e uma nova agregação social. É nela que os valores tribais se socializam e crescem para o conjunto do corpo social; é uma identificação e união das “consciências iguais”, criando uma solidariedade e cumplicidade. A tribo envolve um caráter ativista, de uma sociabilidade perdida. Muitas das tribos existentes no ciberespaço são grupos de minorias no mundo real, que devido à exclusão social, se sentem renegados a uma falsa identidade na sociedade formal. O isolamento do mundo real via Internet encontra compensação e reforços nas infinitas possibilidades de trocas e de interações em diferentes níveis nas comunidades virtuais. Não se pode dizer que o computador isola o indivíduo, muito pelo contrário ele permite toda essa inserção no mundo virtual. Desse modo, muitas tribos têm sido criadas, algumas bem conhecidas como os Pherakes (piratas do telefone), os Hackers (a elite da informática), os crackers (Cyberpunks – a versão negra dos Hackers), os Ravers e Zippies (herdeiros da contra-cultura dos anos 70), estes últimos particularmente interessantes porque utilizam o que os seus primos hippies deixaram de lado como inimigo: a tecnologia. Os ciber-rebeldes expressam todo o seu cotidiano utilizando formas de descarregar um vitalismo, para melhor ou para pior, e, ultimamente, há tribos que disseminam pedofilia, neo-nazismo, anarquismos, homossexualismo, terrorismo, tráfego de drogas, ONGs, ajuda comunitária etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A socialidade eletrônica simula a via do real e caracteriza-se pela inexistência do face-a-face, permitindo mais fôlego para que a sociedade possa investir na sua individualidade. A sua existência deixa marcas no nosso cotidiano e no local onde vivemos. Os usuários da rede estão modificando os seus hábitos pessoais e a forma de interação com a cidade onde mora. Segundo Virilio (1993), a velocidade na rede é igual ao divórcio social e a tendência na cidade real é dessocializar, provocando uma diminuição do universo socializante real. Fica claro então que na rede a sociabilidade se transfere, se desenraíza do solo para virar uma socialidade eletrônica que não utiliza diretamente o espaço concreto. O social que sempre foi vinculado a um território, a um espaço onde as pessoas se localizam, pode passar a um campo abstrato (não-lugar, chave eletrônica) mas que se reveste de uma forma concreta na vida das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste espaço que encontramos pluralidade e complexidade. É visível que os ideais da modernidade estão dando vazão a valores alternativos. Além do anonimato, busca-se no ciberespaço um grande desejo de não estar só. Esta possibilidade real do ciberespaço também está associada, além de muitos outros fatores, ao medo da violência urbana, à possibilidade de encurtamento das distâncias, ao poder “estar” em diversos “locais” ao mesmo tempo, desafiando qualquer lei da física conhecida por nós até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante também mencionar que no cotidiano de uma cidade, as pessoas não têm tanta disponibilidade de se dedicar a uma conversa de alguns minutos face a face. É cada vez menos possível dispor de tempo para investir em relacionamento futuro. No ciberespaço acontece o contrário. Quando entramos num bate-papo na rede dedicamos integralmente o nosso tempo frente a tela do computador e aos nossos relacionamentos virtuais, às nossas tribos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Levy (1996), o  ciberespaço é um meio onde será possível se consolidar a tecnodemocracia, ou seja, uma nova formação política onde a tecnologia da eletrônica tornará viável o desenvolvimento de comunidades inteligentes capazes de se autogerir. A autogestão estará ligada aos grupos que se formariam através das preferências individuais, dando origem a territórios imaterializados. O grande perigo é que, atualmente, existe um pequeno grupo de pessoas privilegiadas que detém a “senha de acesso” à tecnologia de informação. Logo, o ciberespaço faz surgir sociedades marginalizadas, os info-excluídos. A era tecnológica cria ou recria uma nova divisão social, uma redistribuição de saberes, poderes, dois mundos que se separam de acordo com a participação ou não na telemática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) O ordenamento das telecidades no ciberespaço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A análise da sociedade moderna até aqui desenvolvida sugere que estamos diante de um nova forma de produção social do espaço. Curioso é que a concepção materialista da geograficidade, deste final de século, apresenta um sistema de relações sociais, expressas no ciberespaço, no qual o tempo real-instantâneo é um tempo sem tempo e a nova cotidianidade é destituída de espaço e matéria. A imagem-fluxo, a presentificação, a realidade virtual e as diversas possibilidades de comunicação on-line sugerem um novo ambiente, que alguns chamam de cidade eletrônica ou cidade digital, derivada das redes comunicacionais e informáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais redes são o suporte estrutural para a duplicação da cidade real nas redes, a que Virilio (1993) chamou de telecidades. A cidade eletrônica é resultado de um conjunto de máquinas que interagem simultaneamente via rede de informática (internet, por exemplo), provocando um esvaziamento do espaço urbano e um investimento no tempo. Mas é, antes de tudo, não um lugar, e sim um processo caracterizado pelo predomínio do espaço de fluxos (Castells, 1999, p.423). Apesar de a economia e das relações sociais se processarem, majoritariamente, nas cidades reais (a produção, as trocas e a cultura de massa), cada vez mais, temos a expansão de uma “cidade eletrônica” colocada pelas redes. Isso porque a telecidade incrementa a materialidade da economia capitalista via redes e sistemas interativos diversos. Logo, as redes e as telecidades possibilitam, não só uma desterritorialização da sociabilidade, mas também uma desmaterialização de processos capitalistas de produção, circulação e consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrutura organizacional desta cidade lembra um rizoma, ou seja, uma multiplicidade de conexões sem sujeito e objeto. Os rizomas se ramificam e se reticulam, num intenso processo de desterritorialização e reterritorialização das relações sociais (Guattari e Deleuze, 1982). Isso porque, a cidade digital é um corredor de movimentação de informações e imagens que demanda organizar zonas de fixação. De acordo com Levy (1996, p.152), “o deslocamento não elimina a fixação: ele a setoriza, codifica, tornando-a dispersa, internamente fragmentada”. A concepção desta cidade formada por rede de fluxos possibilita vislumbrar um ordenamento da imaterialidade das relações sociais. A análise desta cidade implica uma concepção de espaço deslocada do movimento de matérias (átomos) e do tempo-duração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; De acordo com Silva (1998), a materialização da cidade digital é um simulacro, não é cópia de nada. Ele afirma que a cidade eletrônica é um “simulacro do espaço, mas é espaço”. Entendemos que esta definição só pode ser compreendida a partir de uma concepção materialista das transformações estruturais por que passa a sociedade, em face do paradigma da velocidade, da supressão do espaço-tempo e da interatividade absoluta entre as pessoas através das infovias. O simulacro da cidade digital só pode ser espaço, no sentido de estar calcado numa realidade objetiva e material. O que ocorre no ciberespaço é apenas uma potencialização das relações sociais na forma de um simulacro de cidade. No entanto, para se vivenciar uma realidade virtual deslocada da geografia é necessário um espaço material e mutável. A realidade virtual que se apresenta no ciberespaço não é somente fruto de contemplação sensorial das imagens e troca de informações, mas antes de tudo, uma forma objetiva de ser da nova materialidade do arranjo social em redes comunicacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, os avanços nas forças produtivas sob a égide do capitalismo sugerem maiores investimentos na velocidade como vetor de uma nova cultura e a implantação de um ciberespaço, ou cidade eletrônica, onde a geografia, ou seja, os grafias deixadas pelas relações sociais desaparecem, pois não são mais materiais, articulando-se e dinamizando-se em redes rizomáticas. Por outro lado, os investimentos no tempo (teleporto, cabos de fibra ótica, satélites, etc) têm sido acompanhados por desinvestimento do Estado na dimensão do espaço físico-social da cidade (melhorias nos sistemas de transporte, hospitais, escolas, etc).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Paul Virilio (1993) afirma que à medida que as tecnologias de comunicação estão cada vez mais velozes e ligadas ao tempo real, destroem-se as geograficas, obliterando-se os territórios através de uma transferência do espaço real das cidades e dos territórios para as imagens, ou seja, para a tela dos computadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das considerações de Virilio, enfatizamos que mesmo sem ser um espaço material, a cidade eletrônica é parte integrante da concepção materialista da sociedade contemporânea conectada nas infovias.  Entender o domínio das técnicas de criação de novos sistemas de relações sociais, e desses novos espaços, é abrir um verdadeiro leque das aplicações possíveis para a Geografia, já que o fim da geografia é uma veleidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Para não concluir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dinâmica da cidade eletrônica implica um ordenamento complexo, interativo, instável e auto-organizante que conta com a desordem expressa no acesso à rede e às diversas socialidades que ali se apresentam. A estrutura dessa cidade é rizomática (Guattari e Deleuze, 1982), isto é, ramificada e reticulada permitindo estratificações e territórios das tribos dos zipppies (neo-hippies cibernautas), hackers, cyberpunks, tecno-anarquistas, neonazistas, pedófilos e de muitos outros grupos. Entretanto, tal arranjo cria linhas de fuga e de desterritorialização sucessivas de diversas tribos na rede. Desse modo, ordem e desordem são parte integrante dos processos de territorialização, desterritorialização e reterritorialização, já que a existência da cidade eletrônica não implica um controle centralizado, e sim uma desordem expressa em múltiplas conexões heterárquicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A socialidade da telecidade se contrapõe a sociabilidade real, inaugurando uma socialidade eletrônica, conforme já explicamos anteriormente. A cultura das redes aí instalada não tem vinculação com qualquer tipo de regionalidade, já que é uma cultura do imediato, sem referências nacionais específicas. Na verdade, poderíamos também nos referir às redes comunicacionais informatizadas como cultura. Há uma cultura se firmando fora dos espaços materiais através das telecidades cuja “estrada principal” é via satélite e cabo de fibra ótica. Apesar da dificuldade de caracterizar essa socialidade eletrônica, é notório que estamos diante de um outro tipo de produção cultural, no qual a referência identitária a um lugar desaparece. É necessário, portanto, uma renovação conceitual sobre a definição de um território a partir dos limites reais da identidade cultural de um grupo social. Na rede não há fronteiras para as territorialidades expressas pelas tribos eletrônicas. Na rede, diversos grupos de pessoas se identificam e passam a ter uma relação afetiva com um espaço virtual que não deixa de ser uma forma de territorialização. A idéia do territorialismo associado ao enraizamento às fronteiras físicas e ao controle político desaparece. A chave eletrônica dá acesso à rede e a novos territórios culturais imaterializados que se colocam no limiar do próximo século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa nova cultura em rede ou vice-versa instala uma forma de ver o real, na qual a segregação emerge da seleção de diversos tipos de relações societárias que desejamos vivenciar. Na verdade, o ordenamento das cidades eletrônica implica a sua partilha por diversas tribos que se juntam por laços de afetividade cultural, sexual, racial etc. Nesse sentido, mais uma vez, podemos observar o virtual como extensão do real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro aspecto importante da cidade eletrônica é a ausência de mobilidade das pessoas e dos serviços, de modo a evitar as barreiras físicas impostas pela cidade real. Através do correio eletrônico podemos enviar uma carta sem uso do correio tradicional. Não precisamos mais ir ao banco para realizar uma série de serviços. A cidade do ciberespaço nos permite evitar o tráfego, a violência urbana, a fila dos bancos, a demora da entrega das cartas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revolução tecnológica das telecomunicações via informática criou não só um ambiente artificial – a cidade eletrônica- como também tem impactado na cidade real. As principais cidades do país e do mundo já estão reestruturando seu espaço, em face das grandes empresas transnacionais que demandam a inserção dos lugares em um espaço de fluxos globais, como é o caso da Volkswagem, em Resende (RJ). Do ponto de vista da força de trabalho, a cultura da rede já altera a geografia dos trabalhadores. Tradicionalmente, a cidade real é diferenciada internamente entre o local de trabalho e a residência. Hoje alguns empresários já promovem a utilização da própria casa do trabalhador como um pequeno escritório acessado à rede central da empresa e ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste sentido, que podemos afirmar que a inserção de um grupo maior de pessoas, empresas e outras organizações políticas no ciberespaço pode provocar um esvaziamento da cidade real, tal como afirma Levy (1996), e um povoamento de uma cidade eletrônica sem fronteiras políticas, em que o ordenamento não se realiza pela disposição de formas espaciais materiais, e sim por uma organização lógica do acesso à rede que possui uma ética própria para quem ali deseja vivenciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, apesar de muita desconfiança por parte dos geógrafos em analisar o ciberespaço e de seu caráter altamente de exclusão social para grande parte da população mundial, tudo indica que a sociedade moderna do próximo milênio estará cada vez mais conectada à rede mundial de computadores. Neste sentido, cabe à Geografia problematizar a revolução tecnológica das telecomunicações enquanto impacto e reflexo das mudanças qualitativas do capitalismo, levando-se em conta a emergência de uma ciber-socialidade inserida na cidade eletrônica e a multiplicidade de territórios culturais e empresariais ali localizados, ou melhor, fora de lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AUGÉ, Marc. Não-lugares. São Paulo:Papirus, 1994.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARDOSO, Cláudio. Notas sobre a Geografia do Ciberespaço. página da web (não identificada), 1997.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CASTELLS, Manuel. A sociedade em Rede. São Paulo:Paz e Terra, 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DELEUZE, G. &amp; GUATTARI, F. Capitalisme et Schizophrénie. Paris, Minuit, 1982.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GIBSON, Willian.  Neuromancer. São Paulo. Ed Aleph, 1991.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HARVEY, David.  Condição Pós-Moderna. São Paulo: Loyola, 1993.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEMOS, André L. M.  Estruturas antropológicas do ciberespaço. Salvador: Texto produzido para os seminários do grupo Cyberepesquisa/Facom-Ufba (inédito), 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------. Ciber-socialidade: tecnologia e vida social na cultura contemporânea. Pág web: http://www.facom.ufba.br/pesq/cyber/lemos/cibersoc.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEVY, Pierre. O que é virtual? São Paulo, Ed. 34 Literatura. 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARCONDES FILHO, Ciro (coord).  Pensar – pulsar: Cultura Comunicacional, tecnologias e velocidade. São Paulo: Edições NTC, 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAFFESOLI, M. A conquista do presente. Rio de Janeiro:Rocco, 1984.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RELPH, Edward. Place and Placelessness. London:Pion, 1976.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÊGA, Christina Maria Pedrazze. Globalizando o Virtual. In Log-in Revista Eletrônica do Centro de Estudo e Pesquisa em Novas Tecnologias, Comunicação e Cultura:Brasília http://www.geocities.com/paris/Bistro/5657/cs001.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SENA, Henrique Luíz. As Finalidades Virtuais: a Sociabilidade no vídeopapo. texto da web, http://www.facom.ufba.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SILVA, Paulo Celso da. Geobservação: da Cidade à Cidade Eletrônica. página da Web. http://www.open-school.com, 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIRILIO, Paul. O espaço crítico. Rio de Janeiro:Editora 34, 1993.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textos produzidos em workshop e localizados na Internet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Visual Urbano e a Cidade Digital; workshop in Atrator Estranho; página da web;  http://www.eca.usp.br/nucleos/ntc/ntc.htm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redes Comunicacionais–  web:http://www.eca.usp.br/nucleos/ntc/ntc.htm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Professor Adjunto do Departamento de Geografia da Universidade Federal Fluminense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] Aluna do Curso de Pós-Graduação em Organização Espacial do Rio de Janeiro do Departamento de Geografia da Universidade Federal Fluminense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] Relph, Edward (1976) já havia proposto o conceito de placelessness (deslugar) para as paisagens monótonas, clonadas e desprovidas de identificação, tais como auto-estrada, os viadutos, conjuntos habitacionais etc. Relph, todavia, ressalta que para os usuários de tais localidades é possivel que elas assumam um sentido de lugar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-1562751163910655406?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/1562751163910655406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=1562751163910655406' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/1562751163910655406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/1562751163910655406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2009/11/dimensao-socioespacial-do-ciberespaco.html' title='A DIMENSÃO SOCIOESPACIAL DO CIBERESPAÇO: UMA NOTA'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-1908620811743346234</id><published>2009-11-11T02:38:00.000-08:00</published><updated>2009-11-11T02:39:51.475-08:00</updated><title type='text'>WILLIAM GIBSON E O CIBERESPAÇO</title><content type='html'>Por: Autor Desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ciberespaço. Uma alucinação consensual diariamente experimentada por biliões de operadores legítimos, em cada país, por crianças a quem são ensinados conceitos matemáticos... Uma representação gráfica de dados extraídos de bancos de cada computador do sistema humano. Complexidade impensável. Linhas de luz alinhadas no não-espaço da mente, clusters e constelações de dados. Como luzes da cidade, afastando-se..." - William Gibson, Neuromancer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wiiliam Gibson é um autor de ficção científica americano que vive em Vancouver, Canadá. Desde os anos 70 que escreve contos e o seu primeiro romance Neuromancer, livro em que o conceito de Ciberespaço nasceu, foi publicado em 1984. Esta obra ganhou um estatuto de culto, ao criar um novo género de ficção científica, apelidado de Ciberpunk, paradigma de que Gibson é considerado o pai. A literatura ciberpunk tem uma visão muito pessimista do futuro, predizendo o aparecimento de corporações capitalistas multinacionais, e mostrando os efeitos negativos que as novas tecnologias poderão ter na vida quotidiana. Embora se considere que o ciberpunk, enquanto género literário, está morto, as ideias que Gibson apresentou nos seus romances alastraram a outros contextos, tanto artísticos, como sociológicos ou técnicos. Os seus detractores criticam a sua posição de, enquanto utilizador da Internet, declarar que "não sou um técnico. Não sei como é que estas coisas trabalham. Mas gosto do que fazem e dos novos processos humanos que geram". Como escritor de ficção científica, diz que as pessoas não deveriam olhar para este género como prospectiva, mas antes como o modo como os escritores lhes apresentam algumas ideias sobre o futuro, que poderão vir a resultar ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;William Gibson escreveu, para além do já citado Neuromancer (1984), Count Zero (1986), Mona Lisa Overdrive (1988), The Difference Engine (1991), Agrippa (a Book ok The Dead) (1992), Virtual Light (1993), Idoru (1996) e uma colectânea de contos chamada Burning Chrome (1986).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-1908620811743346234?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/1908620811743346234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=1908620811743346234' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/1908620811743346234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/1908620811743346234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2009/11/william-gibson-e-o-ciberespaco.html' title='WILLIAM GIBSON E O CIBERESPAÇO'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-8222762242218155371</id><published>2009-11-11T02:35:00.000-08:00</published><updated>2009-11-11T02:36:45.021-08:00</updated><title type='text'>O Ciberespaço e a Cibereducação: Novas Relações e Novas Linguagens</title><content type='html'>Por: Wagner Antonio Junior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo da história da humanidade, os avanços tecnológicos sempre foram responsáveis por transformações nos mais diversos campos de atividades. Hoje, o desenvolvimento informacional e técnico está modificando a sociedade sob diversos ângulos, e a educação não poderia ficar alienada neste processo. As novas tecnologias da informação e da comunicação vêm desafiando a humanidade pelas transformações econômicas, sociais e políticas globalizadas, em um processo irreversível e cada vez mais acelerado. Para melhor visualizarmos os impactos das tecnologias na cultura contemporânea devemos dirigir nosso olhar para a educação como um processo complexo, inacabado e em permanente evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na atual sociedade, denominada “sociedade da informação”, constituída por influência decisiva dos meios de comunicação, as culturas, os processos educacionais e as competências requeridas passam por uma crise de significados sem precedentes. Neste contexto, damos destaque à rede mundial de computadores, que possibilita um fluxo de informações em diversos níveis. Tais informações não se atém somente à palavra escrita, mas constituem grande diversidade. São elas: textos, gráficos, som ou imagens, arquivos de áudio ou vídeo. Elas transformam nossa relação com o espaço e com o tempo numa velocidade nunca antes vivenciada, dando-nos uma nova percepção de mundo, no qual nossos relacionamentos, inclusive com os saberes, convertem-se em espaços de fluxos, criando e desfazendo verdades, competências e habilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O progresso atual em que se encontram as tecnologias da informação e da comunicação apresentam um novo posicionamento tanto cultural quanto educacional. A grande quantidade de informações disponíveis e sua conversão em conhecimento, que permeiam nossas relações com o saber, estão adquirindo um novo ordenamento, caminhando para o ciberespaço. Este pode ser identificado como interconexões entre redes de computadores, o que se manifesta em maior alcance na Internet. Trata-se de um território eletrônico, onde se trabalha com informações, dados e memória compartilhada através da interação, onde o espaço e o tempo não têm referência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este novo meio tem a vocação de colocar em sinergia e interfacear todos os dispositivos de criação de informação, de gravação, de comunicação e de simulação. A perspectiva da digitalização geral das informações provavelmente tornará o ciberespaço o principal canal de comunicação e suporte de memória da humanidade a partir do início do próximo século. (LÉVY, 1999, p.93).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do rompimento dos padrões espaciais em redes interativas, o “espaço de fluxos” passou a substituir o “espaço de lugares” (CASTELLS, 2000). A inovação reside na organização corporal das seqüências de intercâmbio e interações intencionais, suporte das práticas sociais de tempo compartilhado. Este espaço imaterial de fluxos realiza um processo de desmaterialização das relações sociais e educacionais conectadas em rede. O que antes era concreto e palpável adquire uma dimensão imaterial na forma de impulsos eletrônicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O virtual é uma nova modalidade de ser, cuja compreensão é facilitada se considerarmos o processo que leva a ele: a virtualização. “O real seria da ordem do ‘tenho’, enquanto o virtual seria a ordem do ‘terás’, ou da ilusão, o que permite geralmente o uso de uma ironia fácil para evocar as diversas formas de virtualização” (LÉVY, 1996, p. 15).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “lugar virtual” está apoiado em quatro eixos primordiais, que são: o tempo-real, a desterritorialidade, imaterialidade e interatividade. Tais aspectos possibilitam relações sociais simultâneas e acesso imediato a qualquer parte do mundo, inaugurando uma nova percepção do tempo, do espaço e das relações sociais. É no lugar virtual que se pode experimentar, solitariamente, uma nova sociabilidade, compartilhando um lugar simbólico e marcado por novas relações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste novo século, a sociedade se caracteriza pela vasta quantidade de informação em fluxo e por seu conseqüente acesso, bem como a acelerada alteração e atualização da informação. Neste contexto, a familiarização com novas tecnologias da informação e a contínua atualização de conhecimentos serão necessários, potencializando ainda mais a influência da tecnologia sobre diversos aspectos da atividade humana relacionados à aprendizagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A educação contemporânea mostra que os atuais paradigmas não atendem mais o momento atual, visto a velocidade e quantidade de informações. Como o conhecimento tornou-se dinâmico, precisamos fazer novas conexões de fatos e informações, pois tudo está sistematizado. Os meios de produção mudaram para o paradigma da produção enxuta em lugar da produção em massa. Essa nova visão mostra a necessidade de um perfil diferenciado de cidadão para conviver na sociedade da informação e da tecnologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torna-se importante, então, distinguirmos informação e conhecimento. A informação é a matéria-prima ainda não processada. Já o conhecimento seria a sistematização destas informações em saberes. Na segunda parte do século XX houve uma crescente especialização nas escolas, fazendo com que os conhecimentos fossem menos amplos que no passado, mas com uma maior profundidade. Hoje, é necessária uma menor preocupação com a acumulação do conhecimento, com sua construção a partir de informações que devem ser pesquisadas dentro de contextos significativos e reflexões críticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, a velocidade com que circulam e são produzidas as informações, os conhecimentos passam a ser constantemente revistos, modificados ou sistematizados. O avanço das técnicas de comunicação ampliou notavelmente o alcance de conhecimentos compartilháveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sociedade da informação, a disseminação de novos paradigmas científicos aliados à presença de uma economia globalizada, assim como o crescente avanço das tecnologias digitais, exigem respostas coerentes de todo segmento educacional. Percebemos que o ato pedagógico precisa ser analisado e revisto de forma estrutural em suas concepções epistemológicas, na reformulação dos currículos e, principalmente, nas abordagens didáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tecnologias intelectuais da pós-modernidade – com seus suportes hipertextuais, interconectados, reticulares, interativos e múltiplos – questionam a escola e sua compartimentalização disciplinar, suas grades curriculares tão pouco propícias ao diálogo entre os saberes. O mundo digital no qual cada navegante é um autor de seus próprios percursos, questiona a escola e sua incapacidade de personalização... (RAMAL, 2002, p. 15).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim a internet, conectada a outras possibilidades digitais permite o acesso a bancos de informação que se proliferam geometricamente no ciberespaço. Nesse contexto, os professores devem assumir posturas novas e diferenciadas, ensinando e levando o educando à aprendizagem de forma colaborativa, na investigação e na pesquisa às informações existentes na rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abordagem pedagógica da aprendizagem colaborativa e a distância vem ganhando força cada vez maior, constituindo-se na modalidade educacional apropriada, para atividades coletivas em redes de produção de conhecimento nos meios digitais de comunicação, como a Internet. Como conhecimento é visto como uma construção social, o processo educativo via ciberespaço é favorecido pela participação social em um ambiente que propicia a colaboração, a avaliação e o acesso a infinitos saberes universais, não totalizáveis e ricos em possibilidades que propiciam uma visão mais ampla do objeto de estudo, amplificando, assim, a aprendizagem individual de cada membro do grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aprendizado colaborativo, mediado pelas tecnologias interativas de informação e comunicação, vem de encontro à sociedade da informação como possibilidade no atendimento às demandas advindas das novas relações e percepções da realidade e produção de conhecimento. Os desafios, as ameaças e as possibilidades características da contemporaneidade exigirão, cada vez mais, o desenvolvimento de abordagens pedagógicas capazes de desenvolver competências e habilidades e, conseqüentemente, resoluções de problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, as demandas educacionais não estão sendo atendidas a contento pela relação da prática didático-pedagógica tradicional com as novas formas de comunicação. Todos no sistema escolar devem estar preparados para dominar os meios técnicos e incorpora-los a uma prática pedagógica transformadora, cujo principal objetivo é formar um cidadão autônomo e participativo com capacidade crítica e criadora diante dos desafios que se apresentam a cada dia, de forma mais dinâmica e veloz. Devemos pensar em uma formação docente que considere a existência do ciberespaço e sua influência na disseminação de informações. Partindo dessa formação, a reflexão dos novos contornos que a escola vem adquirindo e o papel do educador diante desta realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredita-se que esse tema deve ser refletido pelos educadores, uma vez que a inserção das tecnologias na sociedade contemporânea já é uma realidade imposta e que vai além das formas tradicionais e estáticas de produção de conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. 3.ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LÉVY, Piérre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______. O que é o virtual? São Paulo: Editora 34, 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RAMAL, Andréa Cecília. Educação na cibercultura: hipertextualidade, leitura, escrita e aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 2002.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-8222762242218155371?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/8222762242218155371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=8222762242218155371' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/8222762242218155371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/8222762242218155371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2009/11/o-ciberespaco-e-cibereducacao-novas.html' title='O Ciberespaço e a Cibereducação: Novas Relações e Novas Linguagens'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-997272591368705617</id><published>2009-10-30T04:07:00.000-07:00</published><updated>2009-10-30T04:10:10.718-07:00</updated><title type='text'>Ciberantropologia. O estudo das comunidades virtuais</title><content type='html'>Por: Adelina Maria Pereira da Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais se verifica a informatização da sociedade. Basta observar com atenção a publicidade exterior para constatar, que a maioria, apresenta um endereço relacionado com sites, na Internet. Esta informatização envolve transformações culturais, que, a pouco e pouco, se vão manifestando no comportamento dos indivíduos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura, normalmente, é tida como um padrão de desenvolvimento, que se reflecte nos sistemas sociais de conhecimento, ideologia, valores, leis e rituais quotidianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Antropologia serve de base para o estudo da cultura de uma organização ou comunidade. O antropólogo deve ter um elevado grau de relativismo cultural, de modo a conseguir neutralizar eventuais distorções provocadas pelo seu contexto cultural de origem. A experiência da alteridade leva a perceber a própria cultura e a cultura do outro, através do reconhecimento de que ela nada tem de natural, é sim essencialmente formada de construções sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura pode ser entendida como um sistema simbólico, tal como a arte, o mito, a linguagem, na sua qualidade de instrumento de comunicação entre pessoas e grupos sociais, que permite a elaboração de um conhecimento consensual sobre o significado do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Levy (1998), o ciberespaço representa um estágio avançado de auto-organização social, ainda que em desenvolvimento - a inteligência colectiva - . O Ciberespaço aparece como um Espaço do Saber, em que o conhecimento é o factor determinante e a produção contínua de subjectividade é a principal actividade económica. O ciberespaço surge, assim, como o quarto espaço antropológico: o primeiro, a terra; o segundo, o território; o terceiro, o mercado; o ciberespaço, o último.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciberespaço / Cibercultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levy define ciberespaço e cibercultura da seguinte maneira: por ciberespaço entende que é um novo meio de comunicação que surgiu da interconexão mundial dos computadores. O termo especifica não apenas a infra-estrutura mundial da comunicação digital, mas também o universo oceânico de informações que ela abriga, assim como os seres humanos que navegam e alimentam esse universo. Quanto ao neologismo "cibercultura", especifica o conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço. É precisamente neste ciberespaço que se criam comunidades virtuais, componentes da cibercultura. Formam-se a partir de interesses comuns entre pessoas e organizações e têm várias formas de expressão, dentre as quais se vulgarizaram as salas de chat.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As redes telemáticas, nas quais se inclui a Internet, mais do que um meio de comunicação, afiguram-se um espaço de sociabilidade, no interior do qual se desenvolvem práticas sociais, culturalmente determinadas e relativamente autónomas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A virtualidade, via de regra, é associada a uma "não-realidade", concepção que não é das mais adequadas para se pensar o Ciberespaço. Vários pensadores argumentam que o virtual não se opõe ao real, mas sim que o complementa e transforma, ao subverter as limitações espaço-temporais que este apresenta. Desta forma, o virtual não é o oposto do real, mas sim uma esfera singular da própria realidade, onde as categorias de espaço e tempo estam submetidas a um regime diferenciado. Esta forma de conceber o virtual ( o ``real virtual'') é fundamental para se tratar de uma das dicotomias problemáticas dentro do campo da Cibercultura - a oposição entre o on-line e o off-line.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir destas considerações, o termo "Ciberespaço" pode ser definido como o locus virtual criado pela conjunção das diferentes tecnologias de telecomunicação e telemática, em especial, mas não exclusivamente, as suportadas por computador. Contudo, a Internet, não é a única instância de Comunicação Mediada por Computador (CMC), e por extensão, de suporte ao Ciberespaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ciberespaço, assim definido, configura-se como um locus de extrema complexidade e difícil compreensão. A sua heterogeneidade é notória quando se percebe o grande número de ambientes de sociabilidade existentes, no interior dos quais se estabelecem as mais diversas e variadas formas de interacção, tanto entre Homens, quanto entre Homens e máquinas e, inclusive, entre máquinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o conceito de Cibercultura abarca o conjunto de fenómenos sócio-culturais que ocorrem no interior deste espaço ou que estão a ele relacionados. Escobar (1994), percorrendo um caminho inverso chega ao Ciberespaço através da noção de Cibercultura. Segundo afirma, engloba uma série de manifestações contemporâneas, não apenas as relacionadas com as CMC's, mas também as referentes ao relacionamento do homem com a tecnologia e, em especial, a biotecnologia acrescentando a noção de tecno-socialidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em qualquer caso, a compreensão do Ciberespaço pressupõe que este não seja observado como um objecto no sentido estrito do termo, mas sim como um espaço frequentado por personas que constituem localidades e territorialidades. MacKinnon (1995) utiliza o conceito de persona, para designar as identidades construídas pelas pessoas no interior do ciberespaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciberantropologia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerado um espaço frequentado por personas, a observação antropo- analítica volta-se para a compreensão das peculiaridades dos grupos que se constituem no seu interior. A análise poderá ser conduzida a dois níveis: interno e externo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interno considera o Ciberespaço como um "nível" de realidade substancialmente específico e diverso dos restantes, dentro do qual se desenvolvem fenómenos peculiares, que devem ser abordados com um referencial teórico adequadamente desenvolvido ou adaptado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O externo considera-o como mais um aspecto da cultura contemporânea estando nela inserido e confrontando a reflexão antro-pológica com o mesmo tipo de problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a abordagem externa efectua a Antropologia do Ciberespaço considerando-a como mais um aspecto de outras realidades, enquanto que a abordagem interna tenta estabelecer uma Antropo-logia no Ciberespaço, uma Ciberantropologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo, a pesquisa etnográfica em ambientes de sociabilidade virtual poderá contribuir para o enriquecimento da reflexão sobre as sociedades complexas, visto que o Ciberespaço pode ser compreendido como uma das esferas constituintes da mesma. O Ciberespaço oferece um cenário, se não equivalente, pelo menos bastante semelhante ao das sociedades complexas, de cuja reflexão, no campo da Antropologia, já resultou um referencial teórico bastante desenvolvido. Ao debruçar-se sobre as cidades e sobre o mundo ocidental, a Antropologia apercebeu-se de um impasse: como estranhar um "outro" que está aparentemente tão próximo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Levy (1994), o espaço da rede suporta uma realidade social, constituída por um conjunto de actividades coordenadas e construída por diversos interlocutores dispersos pelo espaço físico. Ou seja, caracteriza-se pela multiplicidade dos sujeitos envolvidos, pela coordenação que existe entre eles e, sobretudo, pela convergência de actividades no sentido de alcançar um sentido comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que um sistema possa ser usado como ferramenta de comunicação, no ciberespaço, deve:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * ser de fácil acesso;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * ser fácil de utilizar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * ser capaz de filtrar e seleccionar informação relevante;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * permitir o processamento de informação em tempo real (on-line).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vive-se a Era Digital, marcada pela revolução tecnológica que está a mudar as formas de pensamento, os costumes e os hábitos. A evolução das redes e a utilização cada vez maior da Comunicação Mediada por Computador (CMC), no dia-a-dia, está a fazer com que a sociedade readeque os hábitos dos indivíduos tendo em conta, por um lado, a expansão quantitativa da informação, e por outro, a distribuição da mesma. Caminha-se para o que hoje se chama de sociedade de informação ou auto-estradas da informação. A está em vias de se tornar um fenómeno de massas, uma vez que toda a economia, cultura, saber, etc. passam por um processo de negociação, distorção, apropriação do ciberespaço - nova dimensão espaço-temporal - (Lemos, s/d).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na perspectiva da Antropologia, a dimensão simbólica da cultura é concebida como capaz de integrar todos os aspectos da prática social. Os antropólogos tenderam sempre a conceber os padrões culturais não como um molde que produziria condutas estritamente idênticas, mas antes como regras de um jogo, isto é, uma estrutura que permite atribuir significado a certas acções e em função da qual se jogam infinitas partidas (Durhan, cit. in Fleury, 1987).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No estudo de um cultura, existem três perspectivas a ter um atenção:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Cognitivista - a cultura é definida como um sistema de conhecimento e crenças compartilhados; é importante determinar quais as regras existentes numa determinada cultura e como os seus membros vêem o mundo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Estruturalista - a cultura constitui-se de signos e símbolos. É convencional, arbitrária e estruturada, constitutiva da acção social sendo, portanto, indissociável desta;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Simbólica - define cultura como um sistema de símbolos e significados partilhados que necessita de ser decifrado e interpretado; as pessoas procuram decifrar a organização, tendo em vista adequar o próprio comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além da perspectiva de análise, a cultura de uma comunidade pode ser apreendida a vários níveis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * A nível dos artefactos visíveis - ambiente, arquitectura, pa-drões de comportamento visíveis, por exemplo -;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * A nível dos valores que ditam o comportamento das pessoas - valores que regem o comportamento das pessoas, por vezes, idealizações ou racionalizações -;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * A nível dos pressupostos inconscientes - aquilo que os membros do grupo percebem, pensam e sentem -.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para criar e manter a cultura, a rede de concepções, normas e valores têm de ser afirmados e comunicados aos membros da comunidade de uma forma tangível, tal como são as formas culturais, ou seja, os ritos, rituais, mitos, histórias, gestos e artefactos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rito, em especial, configura-se como uma categoria analítica privilegiada para desvendar a cultura de uma comunidade. As pessoas expressam os símbolos rituais através de diversos fenómenos - gestos, linguagem, comportamentos ritualizados, que podem ser classificados em diversas taxonomias, por exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Ritos de passagem;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Ritos de degradação;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Ritos de confirmação;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Ritos de reprodução;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Ritos para redução de conflitos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Ritos de integração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, os ritos são facilmente identificáveis, porém de difícil interpretação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As comunidades virtuais são agregações sociais que emergem da Rede quando existe um número suficiente de pessoas, em discussões suficientemente longas, com suficientes emoções humanas, para formar teias de relações pessoais em ambientes virtuais, alterando de algum modo o EU dos que nele participam (Rheingold, 1994)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A existência de uma comunidade virtual depende de três factores: computador, linha telefónica (ou cabo) e software.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tradicional comunicação em suporte papel e fala natural, há muito foi mediada pela electrónica: primeiro através do telex, telefone e fax; mais recentemente através do e-mail ou mesmo através do chat, que permitem a comunicação simultânea e dialogante on-line.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo comunidade virtual sugere aparentemente uma comunidade que só existe no ciberespaço. De qualquer modo, implica uma nova forma de ligação que passa a existir no meio de, ou entre, comunidades no espaço geossocial real, ligando-as e estendendo-as, trazendo mesmo comunidades reais para o seu contacto. Nesse sentido, a Net representa uma analogia do mundo, ou seja, é um lugar onde se constrói um espaço topográfico (interface), com lugares (sites) e os caminhos (path) que irão ser percorridos, até se chegar ao destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ribeiro (s/d) defende que na internet os utilizadores quando interagem, criam um mundo paralelo, on-line, transportando-se para outros locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Real ou virtual, não há dúvida queos utilizadores interagem no ciberespaço. Mais do que informações e mensagens, circulam na Net actos de linguagem que colocam em jogo a interacção, a negociação entre actores sociais (Aranha, s/d).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os discursos no ciberespaço sugerem que se pode caminhar para fora do EU numa extensão tal que pode mesmo recriar-se do EU, conferindo-lhe uma identidade virtual, em que o ciberespaço constitui a metáfora da pessoa - o utilizador é levado a reinscrever a sua identidade, que pouco tem a ver com a sua voz, aparência física ou mesmo personalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a essa construção de identidade do EU que antes se deu o nome de persona. A persona que aparece no ciberespaço é, potencialmente, muito mais do que um mero reflexo do EU real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito de sociabilidade ampliou-se ao permitir que os mais tímidos, que mal ousam sair de casa, se relacionem com desconhecidos, quantas vezes através de personalidades fictícias criadas para o efeito, através de uma ciberexistência. Ao constituir-se como espaço de sociabilidade, o ciberespaço gera novas formas de relações sociais, com códigos por vezes conhecidos, mas adaptados ao espaço e tempo virtuais e às possibilidades de construção de novas identidades. Cabe à Antropologia o estudo desses códigos, no sentido de identificar as representações sociais que transmitem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além disso, há também a questão da oralidade. Verifica-se um retorno à oralidade, uma vez que o modo como a comunicação se processa na Internet (ex. nas salas de Chat), escrevendo como se fala, está muito próximo dessa mesma oralidade, embora pertencente ao domínio da escrita. Contudo, a Internet vai muito mais além da mera oralidade, combinando texto, sons e imagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essa razão, a internet está a mudar a comunicação humana. Nela encontramos verdadeiros pontos de encontro on-line, que têm contribuido para a formação de comunidades virtuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comunidades Virtuais - as salas de Chat&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que é comunidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comunidade é um conjunto de pessoas numa determinada área, normalmente geográfica, com uma estrutura social (existe algum tipo de relacionamente entre os indivíduos), podendo existir um espírito compartilhado entre os seus membrose um sentimento de pertença ao grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma comunidadeterá de apresentar as seguintes características (Ávila, 1975):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * uma certa continuidade espacial, que permita contactos directos entre os seus membros;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * a consciência da existência de interesses comuns, que permitem aos seus membros atingirem objectivos que não seriam alcançados individualmente;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * a participação numa obra, que sendo a realização desses objectivos é também uma força de coesão interna da comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conjunto de pessoas que se reune e interage através de uma sala de chat experimenta circunstâncias idênticas às acima descritas, com uma diferença: o local é o ciberespaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernback e Thompson (s/d) definem comunidades virtuais co-mo sendo aquelas em que as relações sociais que se estabelecem ocorrem no ciberespaço através de um contacto repetido num local específico, simbolicamente limitado por um tópico de interesse (por exemplo, uma sala de chat).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rheingold (1994), por seu lado, define-as como agregações sociais que emergem na Internet quando um número de pessoas conduz discussões públicas por um tempo determinado, com suficiente emoção, e que forma teias de relações pessoais no ciberespaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lemos (s/d), defende que o ciberespaço não é uma entidade puramente cibernética, e o interesse antropológico do ciberespaço reside justamente no vitalismo social, nomeadamente dos chats. Afirma que o ciberespaço não está desligado da realidade. É um espaço intermédio. Nele todos são actores, autores e agentes de interacção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que as salas de chat, estão dividas por temas (#portugal; #porto;#30-40; etc), as comunidades virtuais, construidas à volta de interesses e não de proximidades físicas, sugerem a formação de ``subúrbios virtuais''. Os utilizados destes serviços ligam-se às salas de Chat, pelos títulos (assuntos) que lhes dizem alguma coisa. É nesse convívio que desenvolvem as suas personas, que desenvolvem um senso comunitário e que fazem ou desfazem amizades. Criam-se laços estruturais que unem os participantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As comunidades virtuais respondem às necessidades sociais das pessoas. E baseiam-se na proximidade intelectual e emocional (Rheingold, cit. in FernBack e Thompson, 1995).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um problema que se coloca é o da natureza das relações on-line. Uma comunidade não é apenas constituida de interesses compartilhados e interacções cívicas humanas. Há também conflito e contradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário das comunidades geográficas, as ciber-comuni-dades podem ser efêmeras. Um participante num canal de chat só faz parte da comunidade quando se ligar a ela. Assim, que deixa o canal, deixa também de pertencer àquela comunidade virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há também a questão do nome (nick): numa comunidade virtual um indivíduo pode simular que deixou de fazer parte da comunidade simplesmente mudando de nick, sem o comunicar a mudança. Virtualmente transformou-se noutro indivíduo, mas continua a fazer parte da mesma comunidade. Numa comunidade geográfica isto não seria possível de acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Chat é um serviço síncrono através do qual dezenas de pessoas comunicam ao mesmo tempo, num ou em diversos canais, devidamente identificados. Através dele o indivíduo pode conversar simultaneamente com diversas pessoas e acompanhar a conversa de outros. Cada frase da conversa vem antecedida do nome do utilizador. Ao mesmo tempo vai-se recebendo informação sobre quem entra ou sai do canal. Existe também a possibilidade de conversar em privado com determinado utilizador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao entrar uma sala de chat o utilizador é obrigado a escolher um nick (um apelido), pelo qual será identificado em todas as suas mensagens. A escolha do nick é fundamental, pois será como o seu ``cartão de visita'', a sua máscara. Através do nick, outro qualquer utilizador poderá identificar os interesses da pessoa com quem poderá manter uma conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Internet existe sempre um grande número de salas de chat, cujos nomes e assuntos são muito diversos. Cada pessoa pode escolher a sala ou o assunto sobre que quer falar ou, então, criar a sua própria sala. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os indivíduos que utilizam os canais IRC (Internet Relay Chat) apresentam determinados traços comuns: são normalmente pessoas com interesse pelo mesmo tema e com um nível sócio-econó-mico equivalente. Porém, outros traços são bastantes heterogéneos, nomeadamente ao nível de culturas (diferentes países) quer ao nível cognitivo, pelo que existe um elevado grau de interajuda na superação de algumas dificuldades: língua, linguagem utilizada (acrónimos e ``emoticons''), registo de nick, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constata-se, contudo, que existem diferenças importantes entre a comunicação mediada por computador (CMC) e a convencional:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * falta de feedback regulador - os indivíduos comportam-se de maneira mais espontânea, mesmo com estranhos, já que não existem limitações contextuais como o aspecto físico ou o status social -;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * apresentação anónima - qualquer indivíduo apresenta-se co-mo quiser, criando uma nova identidade -;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * fraqueza dramatúrgica - quase inexistência de informações não-verbais -;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * desconhecimento do status social - completo desconhecimento de quem é o OUTRO, até que este o divulgue -.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer a fraqueza dramatúrgica quer o desconhecimento do status social motivam a construção de um novo universo simbólico que, no caso dos canais de Chat, impulsiona a criação de novas culturas e comunidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível definir três pilares psicossociais da comunicação pessoa-pessoa através do ciberespaço (Riva &amp; Galimberti, cit. in Cunha, s/d):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) a realidade construída na rede;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) a conversação virtual;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) a construção da identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espaço das interacções sociais não pode ser descrito apenas em termos físicos. Os espaços construídos com base na realidade virtual caracterizam-se por níveis de simulação cada vez maiores: é a co-presença de discursos, mais do que a co-presença física de interlocutores que determina a construção das capacidades cognitivas e a performance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, a realidade virtual é um espaço em que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * cada interlocutor continua a poder influenciar a acção do(s) outro(s);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * os interlocutores continuam a poder regular a comunicação através de feedback de informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isto, a Internet oferece um campo de liberdade para o indivíduo exprimir a sua identidade. No contexto do ciberespaço, o indivíduo pode decidir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * interagir com os outros tal como é;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * seleccionar apenas aspectos particulares da sua identidade, e eventualmente acrescentar outros aspectos ``inventados'';&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * adoptar uma identidade completamente diferente da sua identidade real;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * optar por manter-se anónimo, como observador passivo e invisível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rede surge, então, como um espaço verdadeiramente democrá-tico, em que todos têm igualdade de oportunidades, independentemente de questões de género, saúde, estatuto, etnia, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A influência de uns sobre os outros está apenas limitada pela capacidade de comunicação, que depende não só da habilidade verbal, como também dos conhecimentos técnicos obtidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria metáfora espacial que se usa para caracterizar a Internet como um ciberespaço, remete para o facto de o próprio conceito de espacialidade ser modificado por este meio: as pessoas podem interagir durante dias, semanas ou anos (através do chat, por exemplo), independentemente das mudanças geográficas que tenham lugar. A comunidade está onde a pessoa estiver. É um excelente suporte, dentro daqueles que estão actualmente disponíveis, para manter o contacto social com pessoas distantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em qualquer comunidade há regras de conduta, que variam de cultura para cultura. Também nas comunidades virtuais há regras de conduta, que surgiram de uma maneira espontanea, que deverão ser respeitadas. É o que vulgarmente de chama de Netiqueta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Netiqueta é a forma aportuguesada do termo inglês "netiquette", que significa "etiqueta (bons modos) na Internet". A Netiqueta é um conjunto de regras não-oficiais, passadas de boca em boca e site em site que tenta estabelecer um padrão de comportamento considerável "desejável" pelos utilizadores e para os utilizadores. As regras da netiqueta visam tornar a Internet um lugar menos caótico e mais sadio, ensinando as pessoas que certas atitudes aparentemente inofensivas podem aborrecer, atrapalhar ou agredir outros usuários, devendo ser evitadas. O usuário que desrespeita a netiqueta, propositalmente ou não, prejudica também a si mesmo, porque é "deixado de lado" pelos outros utilizadores. A Netiqueta pode variar ligeiramente de acordo com o tipo de comunicação que está a ser utilizado (por exemplo: canais chat, grupos de discussão, e-mail). Alguns dos exemplos de netiqueta são: não falar palavrões, não fazer flood2, não gritar, não fazer propaganda de qualquer espécie, entre outras coisas. Se alguém quebrar uma dessas regras, a pessoa é kickada3 do canal, ou então pode ser banida4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, ao criar um meio de circulação de informações, a rede possibilitou um multiplicidade de formas de comunicação e de criação de sociabilidades através do CMC. Criou-se um novo espaço, virtual, a que se deu o nome de ciberespaço. Nele materiali-zam-se relações sociais e valores, que vulgarmente se chama de cibercultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cibercultura tem possibilitado mudanças nas relações do homem com a tecnologia e entre si, gerando novas formas de sociabilidade. Estas novas formas de sociabilidade estão condicionadas pelo aparecimento de novas identidades sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os utilizadores do chat mantém um senso de comunidade e linguagem partilhada. Reconhecem o seu universo simbólico particular que os caracteriza e os une, apresentam um senso de respeito pelas convenções do grupo, de responsabilidade pelo chat, e os que não o respeitam são marginalizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Internet desenvolve novas possibilidades de comunicação, expressão cultural e de sociabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas novas formas de sociabilidade podem ser enquadradas no quadro de uma Ciberantropologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objectivo da Ciberantropologia será o estudo das novas formas de sociabilidade que são estabelecidas na Internet através de outros elementos de identidade que não a voz, a aparência física ou a escrita, destacando outros códigos e relações sociais experimentados pelos utilizadores desse espaço e a sua relação com os interfaces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Internet é simultaneamente real e virtual (representacional), informação e contexto de interacção, espaço (site) e tempo, mas que altera as próprias coordenadas espacio-temporais a que estamos habituados, compactando-as, ou seja, o espaço e o tempo na rede existem na medida em que são construção social partilhada. Esta construção é estruturada pelos laços e valores socio-políticos, estéticos e éticos que tipificam este novo espaço antropológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este novo espaço com áreas de privacidade - um novo mundo virtual ou mundo mediatizado - é um suporte aos processos cognitivos, sociais e afectivos, os quais efectuam a transmutação da rede de tecnologia electrónica e telecomunicações em espaço social povoado por seres que (re)constroem as suas identidades e os seus laços sociais nesse novo contexto comunicacional. Geram uma teia de novas sociabilidades que suscitam novos valores. Estes novos valores, por sua vez, reforçam as novas sociabilidades. Esta dialéctica é geradora de novas práticas culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um novo tipo de organização socio-técnica que facilita a mobilidade no e do conhecimento, as trocas de saberes, a construção colectiva do sentido, em que a identidade sofre uma expansão do eu baseada na diluição da corporeidade, ou seja, o que se perde em corpo ganha-se em rapidez e capacidade de disseminar o eu no espaço-tempo. Assiste-se, assim, a uma aceleração do metabolismo social. Geram-se as chamadas comunidades virtuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As redes e serviços telemáticos geram novos espaços de encontro, novos espaços antropológicos, há que questionar em que medida esses novos espaços representacionais (re)criam as identidades e as práticas culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gera-se um espaço antropológico alternativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz Rheingold (1996:43): ``Talvez o ciberespaço seja um dos lugares públicos informais onde possamos reconstruir os aspectos comunitários perdidos quando a mercearia da esquina se transforma em hipermercado. Ou talvez o ciberespaço seja precisamente o lugar errado onde procurar o renascimento da comunicação, oferecendo, não um instrumento para o convívio, mas um simulacro sem vida das emoções reais e do verdadeiro compromisso perante os outros. Seja qual for o caso, precisamos de descobri-lo o mais rapidamente possível''.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Aranha Filho, Jayme (s/d), Tribos Electrónicas: Usos &amp; Costumes, http://altervex.com.br/$\sim $esocius/t-jayme.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Ávila, Fernando B. (1975), Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo, Fename, Brasília&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Cunha, Luís Simões, Narrativa(s) do Futuro, http://www.geocities.com/HotSprings/Resort/2564/inter.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Escobar, Arturo (1994), Welcome to Cyberia, Current Anthropology, vol. 35, n$^{o}$ 3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Fernback, Jan, Thompson, Brad (s/d), Virtual Communities: Abort, Retry, Failure? http://www.well.com/user/hlr/texts/vccivil.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Fleury, Maria Tereza L. (1987), Estória, Mitos, Heróis - Cultura Organizacional e Relações de Trabalho, Revista de Administração de Empresas, out/dez, S. 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(1997), A Emergência das Comunidades Virtuais, http://usr.psico.ufrgs.br/$\sim $aprimo/pb/comuni.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Rheingold, Howard (1994), The Virtual Community: Finding Connection in a Computerized World, Minerva, Londres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Rheingold, Howard (1996), A Comunidade Virtual, Gradiva, Lisboa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Rheingold, Howard (1998), The Virtual Community, http://www.rheingold.com/vc/book/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Ribeiro, Gstavo Lins (s/d), The Condition of Transnationality: Exploring Implications for culture, Power and Language, http://www.ibase.org.br/$\sim $esocius/anais.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Rodrigues, Adriano (1999), Comunicação e Cultura, Editorial Presença, Lisboa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas de rodapé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...flood2&lt;br /&gt;    Repetição seguida de mensagens em pouco espaço de tempo. O Flood atrapalha o andamento do canal. Repetir 3 vezes a mesma linha é considerado flood em alguns canais. &lt;br /&gt;...kickada3&lt;br /&gt;    Quando um dos operadores disconecta uma pessoa do canal. &lt;br /&gt;...banida4&lt;br /&gt;    Ser disconectado do canal e ser impedido de entrar nele por alguns minutos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Biblioteca oline das ciências da informação&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-997272591368705617?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/997272591368705617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=997272591368705617' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/997272591368705617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/997272591368705617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2009/10/ciberantropologia-o-estudo-das.html' title='Ciberantropologia. O estudo das comunidades virtuais'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-2232540138167205737</id><published>2009-10-14T03:58:00.000-07:00</published><updated>2009-10-14T03:59:48.580-07:00</updated><title type='text'>Unicamp 100% digital</title><content type='html'>Agência FAPESP – Com o total de 30.871 teses e dissertações em sua Biblioteca Digital, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) se tornou a primeira universidade brasileira a ter 100% dessa produção em formato eletrônico e com acesso livre pela internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 2004, quem quiser baixar uma cópia dos trabalhos precisa se cadastrar, o que tem permitido um controle detalhado dos acessos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Até o momento foram 4,3 milhões de downloads. A maior média é da área de humanidades e artes, com 1,6 milhão de downloads e 7.705 teses, média de 217 cópias por pesquisa. A média geral, considerando todas as áreas, é de 143 downloads por tese”, disse Luiz Atílio Vicentini, coordenador da Biblioteca Central Cesar Lattes e do Sistema de Bibliotecas da Unicamp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Biblioteca Digital da Unicamp passou dos 20 milhões de visitas, com um grande salto ocorrido a partir de 2005, quando o acervo foi indexado ao Google. “De 1 milhão naquele ano, a quantidade de visitas foi para mais de 3 milhões em 2006; em 2008 foram 6,5 milhões de acessos e, este ano, já temos mais de 5 milhões. Registramos picos de 30 mil visitas por dia”, disse Vicentini ao portal da universidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o coordenador, há mais de 800 mil usuários cadastrados. O último levantamento apontou quase 24 mil downloads por usuários de 73 países, com destaque para Espanha e Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo mais acessado, intitulado O conhecimento matemático e o uso de jogos na sala de aula, foi apresentado por Regina Célia Grando na Faculdade de Educação e teve até o dia 13 de outubro 8.485 downloads e 43.784 visitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://libdigi.unicamp.br"&gt;Mais informações&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Fapesp&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-2232540138167205737?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/2232540138167205737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=2232540138167205737' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/2232540138167205737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/2232540138167205737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2009/10/unicamp-100-digital.html' title='Unicamp 100% digital'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-8611808011139341138</id><published>2009-10-07T06:11:00.001-07:00</published><updated>2009-10-07T06:11:50.466-07:00</updated><title type='text'>Conhecimento interligado em alta velocidade</title><content type='html'>Por Thiago Romero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma rede de fibras ópticas com capacidade de transmissão de 10 gigabits por segundo (Gbps) está à disposição dos pesquisadores baseados no Estado de São Paulo. Essa nova infraestrutura abre novas possibilidades de estudos colaborativos para cientistas paulistas, nas mais variadas áreas do conhecimento, além de conectá-los virtualmente à rede acadêmica mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O físico e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Luis Fernandez Lopez, coordenador do Programa Tecnologia da Informação no Desenvolvimento da Internet Avançada (Tidia) da FAPESP, explica que, no âmbito da rede acadêmica do Estado de São Paulo, a fundação paulista apoia dois projetos de internet: o projeto Kyatera e a rede ANSP (Academic Network at São Paulo, na sigla em inglês).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto Kyatera mantém uma rede de fibras ópticas que conecta todos os laboratórios de pesquisa do Estado que precisem de acesso com mais capacidade de banda à internet e desenvolvem estudos científicos em redes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Kyatera conta com links de 1 a 10 Gbps que interligam todos os laboratórios com capacidade para desenvolver pesquisas científicas de alto nível, especialmente em fotônica e aplicações em redes”, disse Lopez, que também é professor do Center for Internet Augmented Research and Assessment (Ciara) da Florida International University, nos Estados Unidos, à Agência FAPESP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os links do projeto Kyatera também são utilizados por outros projetos apoiados pela FAPESP para a transferência dos mais diversos tipos de arquivos”, explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A elevada capacidade de banda, prossegue o pesquisador, é importante em casos que envolvam a troca de arquivos muito pesados, como imagens em alta resolução, em programas como o Cooperação Interinstitucional de Apoio a Pesquisas sobre o Cérebro (CInAPCe) e o Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na 10ª edição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File), que ocorreu no mês de julho, em São Paulo, foi realizada uma transmissão que serviu como teste prático definitivo do novo link que funciona nas redes de fibras ópticas do KyaTera com taxas de até 10 Gbps.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ocasião foi transmitido de São Paulo para San Diego e Tóquio um filme digital em alta definição, com streaming de vídeo de 3,5 Gbps contínuo, por mais de uma hora. No dia seguinte foi realizada ainda uma videoconferência de três pontos em full HD (alta definição) entre as três cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Trata-se de uma infraestrutura valiosa que a FAPESP disponibiliza para a comunidade acadêmica do Estado e que vem sendo cada vez mais utilizada por projetos de pesquisa, principalmente nas áreas de física de partículas de alta energia, fotônica, engenharia de redes, clima, telemedicina e neurologia”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É importante destacar que pesquisadores de outras áreas do conhecimento, além dos físicos e astrônomos, também podem utilizar essa infraestrutura corriqueiramente”, aponta Lopez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rede ANSP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro projeto financiado pela FAPESP é a rede ANSP (Academic Network at São Paulo, na sigla em inglês), que faz o provimento do acesso da comunidade acadêmica do Estado à internet comercial e à internet acadêmica nacional e internacional, sendo que as universidades se conectam à ANSP por meio de conexões próprias para receber seus serviços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Lopez, dentro do Estado de São Paulo, a rede ANSP interconecta hoje praticamente todas as universidades que desenvolvem algum tipo de pesquisa científica e tecnológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As conexões pertencem às universidades e, portanto, variam muito em capacidade. Mas, em geral, vão de 10 megabits por segundo (Mbps) para algumas instituições privadas menores a 1 Gbps para as instituições públicas estaduais. Essas conexões são usadas principalmente para acesso à internet comercial”, explicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com relação às conexões entre São Paulo e os demais Estados brasileiros, a rede ANSP mantém um acordo para a troca de tráfego com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) para a internet acadêmica, cujo tráfego também é de 10 Gbps.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Com isso, as universidades paulistas estão conectadas virtualmente a todas as universidades públicas e privadas que fazem algum tipo de pesquisa científica e tecnológica no país”, aponta Lopez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dados do LHC&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na América Latina, que tem baixa conectividade entre seus países e com o resto do mundo, atualmente os pesquisadores paulistas contam com um link de 155 Mbps que interliga São Paulo a Santiago do Chile para atender aos estudos com os telescópios Gemini e Soar (Southern Observatory for Astrophysical Research, na sigla em inglês), este último com apoio da FAPESP, ambos situados no norte do Chile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Esse link é utilizado para a transferência de arquivos e a realização de algumas tarefas por controle remoto, mas a banda ainda é muito estreita para que possam ser dados passos importantes na direção do controle remoto de todas as atividades dos telescópios. Por isso, atualmente há grandes esforços para a ampliação do link de 155 Mbps entre São Paulo e Santiago para 1,2 Gbps”, indicou Lopez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conexão do Estado de São Paulo com Miami, nos Estados Unidos, ocorre por meio de um ponto de troca de tráfego acadêmico localizado na capital paulista, nomeado de Southern Light, e o novo link de 10 Gbps no cabo submarino da empresa Latin American Nautilus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Deve-se destacar que o Southern Light é um dos dois únicos pontos de troca de tráfego de pesquisa no hemisfério Sul. O outro é conhecido como Southern Cross e se localiza na Austrália”, explicou o coordenador do Tidia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, a expectativa é que a RNP adquira também outro link de 10 Gbps, para que o Southern Light passe a operar com capacidade total de 20 Gbps a partir do início de 2010. “Com a cooperação entre ANSP e RNP, os pesquisadores brasileiros poderão contar com uma banda de acesso às redes acadêmicas internacionais do mesmo nível das americanas e europeias”, destacou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Lopez, com uma banda de 20 Gbps será possível participar de qualquer projeto internacional, como no processamento de dados a ser gerado pelo Large Hadron Collider (LHC), o maior acelerador de partículas do mundo, sem que seja necessário se preocupar com a banda disponível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O link de 10 Gbps que já está funcionando, no entanto, é importante porque oferece a capacidade necessária para todas as experiências e projetos que a comunidade científica do Estado de São Paulo necessita neste momento”, explica Lopez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em abril, a FAPESP enviou à Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern), que controla o LHC, um memorando de entendimento para formalizar a participação de pesquisadores paulistas no Worldwide LHC Computing Grid (WLCG), uma colaboração global que reúne mais de 140 centros de computação científica em 35 países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo do WLCG é fornecer e manter a infraestrutura de análise e armazenamento de dados de toda a comunidade de física de altas energias que participa dos experimentos do LHC. O acordo entre FAPESP e Cern também envolve a Universidade Estadual Paulista (Unesp) por meio do Programa de Integração da Capacidade Computacional da Unesp, mais conhecido como GridUnesp, que foi lançado no dia 25 de setembro, em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um conjunto de clusters (aglomerados de computadores interconectados) formado por, além do núcleo principal instalado na capital paulista, estruturas paralelas em outros seis diferentes campi, nas cidades de Araraquara, Bauru, Botucatu, Ilha Solteira, Rio Claro e São José do Rio Preto. A conexão do GridUnesp entre os clusters no interior de São Paulo ocorre por meio da rede KyaTera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rede aberta a pesquisadores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ANSP, por meio do Southern Light, também é membro do Global Lambda Integrated Facility (GLIF), que reúne redes acadêmicas com conexões de 10 Gbps, permitindo o acesso dos pesquisadores paulistas a todas as demais redes desse tipo no mundo para experimentos científicos e tecnológicos compartilhados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ANSP mantém ainda acordos de troca de tráfego com diversas outras redes de institutos de pesquisa dos Estados Unidos e de países da Europa, Ásia e Oceania, além de acordos especiais com três outras redes que são consideradas “irmãs” da ANSP e do Kyatera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São elas a Florida Lambda Rail, a Cenic (Corporation for Education Network Initiatives in California, na sigla em inglês) e a C Wave. Esta última foi utilizada para fazer o percurso de Miami a Los Angeles pelo projeto KyaTera na primeira transmissão de cinema em superalta definição da América Latina para os Estados Unidos e Japão, realizada em 30 de julho na capital paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os recursos da rede ANSP são utilizados automaticamente sempre que uma rede de computadores é usada nas universidades do Estado de São Paulo. Para utilizar ou fazer parte da rede Kyatera, o pesquisador deve entrar em contato com o coordenador do projeto, professor Hugo Fragnito, do Instituto de Física Gleb Wataghin da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pelo endereço http://kyatera.incubadora.fapesp.br/portal/contact-us. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: Agência FAPESP&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-8611808011139341138?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/8611808011139341138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=8611808011139341138' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/8611808011139341138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/8611808011139341138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2009/10/conhecimento-interligado-em-alta.html' title='Conhecimento interligado em alta velocidade'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-4539968452674266289</id><published>2009-09-27T04:07:00.001-07:00</published><updated>2009-09-27T04:07:59.334-07:00</updated><title type='text'>Máquinas ligadas</title><content type='html'>Por Thiago Romero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Programa de Integração da Capacidade Computacional da Universidade Estadual Paulista (Unesp), mais conhecido como GridUnesp, será lançado e começa a funcionar nesta sexta-feira (25/9), após cerimônia no campus da Barra Funda da instituição de ensino e pesquisa, em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um conjunto de clusters (aglomerados de computadores interconectados) formado por, além do núcleo principal instalado na capital paulista, estruturas paralelas em outros seis diferentes campi, nas cidades de Araraquara, Bauru, Botucatu, Ilha Solteira, Rio Claro e São José do Rio Preto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao todo, serão 2.944 unidades de processamento com 33,3 teraflops (trilhões de cálculos por segundo) de capacidade de processamento teórico. “É a maior estrutura computacional de alto desempenho e processamento distribuído na América Latina”, disse Sérgio Ferraz Novaes, coordenador geral do GridUnesp e professor do Instituto de Física Teórica da Unesp, à Agência FAPESP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A implantação do GridUnesp é o passo decisivo para posicionar a universidade no patamar do compartilhamento de dados científicos em alto nível de desempenho computacional. É o resultado do reconhecimento da consolidação e da elevada capacidade de diversos grupos de pesquisa”, disse Herman Jacobus Cornelis Voorwald, reitor da Unesp e conselheiro da FAPESP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na computação em grid (grade, em português) o poder de processamento de muitos clusters é reunido para se obter um desempenho muito superior ao que seria possível caso os aglomerados fossem mantidos isolados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os computadores do GridUnesp utilizam processadores Intel Xeon de quatro núcleos e foram adquiridos da Sun Microsystems do Brasil. A estrutura permitirá a grupos de pesquisa acesso a elevados níveis de capacidade de processamento e armazenamento de dados nos mais diversos campos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as áreas e aplicações que poderão se beneficiar estão o sequenciamento genético, previsão do tempo, modelagem molecular e celular, reconstrução de imagens médicas, desenvolvimento de novos materiais, segurança de redes de dados, química quântica e física de altas energias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa última área, o grupo liderado por Novaes, coordenador do GridUnesp, já desenvolve trabalhos em parceria com centros e projetos internacionais de pesquisa como o LHC (Large Hadron Collider, na Suíça). Um dos estudos se deu por conta do Projeto Temático “Física experimental de anéis de colisão: SP-Race e HEP Grid-Brasil”, desenvolvido com apoio da FAPESP e cujos resultados deram origem ao Projeto Grid Educacional, lançado em 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Como todo o projeto do GridUnesp foi centrado na pesquisa científica, 14 projetos em andamento deverão se beneficiar de imediato da estrutura. Outra chamada de propostas para a contratação de novos projetos deve ser lançada ainda este ano”, disse Novaes, que também coordena o Centro Regional de Análise de São Paulo (Sprace), instalado em 2003 com apoio da FAPESP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grade do conhecimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram investidos no projeto do GridUnesp R$ 8 milhões, dos quais R$ 4,4 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e R$ 3,6 milhões da Unesp. A conexão do GridUnesp entre os clusters no interior de São Paulo ocorre por meio da rede KyaTera, desenvolvida no Programa Tecnologia da Informação no Desenvolvimento da Internet Avançada (Tidia) da FAPESP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A rede KyaTera teve um papel extremamente importante nesse projeto no que diz respeito ao fornecimento da estrutura de fibras apagadas, que posteriormente foi ampliada pelos pesquisadores da Unesp”, explicou Novaes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rede KyaTera se equipara ao que existe de mais avançado no mundo em desempenho de redes com tecnologia de transmissão óptica. Sua ampliação foi realizada com a aquisição de equipamentos desenvolvidos pela Padtec, empresa que atua no desenvolvimento de alta tecnologia na área de redes ópticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na capital, a rede foi redimensionada de forma a incluir o novo campus da Unesp na Barra Funda no anel metropolitano que liga diversas universidades e institutos de pesquisa. No interior, foram criados novos enlaces de fibra, prolongando a malha óptica até Ilha Solteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As unidades da Unesp em Bauru, Botucatu, Ilha Solteira, São José do Rio Preto e Rio Claro estão sendo conectadas a Araraquara com velocidade de 1 gigabit por segundo, sendo o tráfego agregado transmitido até o data center do Núcleo de Computação Científica da Unesp e ao enlace internacional a 10 gigabits por segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro benefício proporcionado pelo projeto GridUnesp é a instalação de um novo gateway (portão de entrada) no campus da Barra Funda que permitirá o tráfego de internet por meio da rede MetroSampa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novaes destaca que o Brasil tem hoje uma demanda crescente de pesquisas que exigem a evolução do conceito de grade, uma vez que os problemas científicos necessitam cada vez mais da produção de maior quantidade de dados, que devem ser filtrados e armazenados em um espaço de tempo menor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações: www.unesp.br/gridunesp &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Fapesp&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-4539968452674266289?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/4539968452674266289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=4539968452674266289' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/4539968452674266289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/4539968452674266289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2009/09/maquinas-ligadas.html' title='Máquinas ligadas'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-6563581195083399675</id><published>2009-09-27T04:06:00.000-07:00</published><updated>2009-09-27T04:07:10.441-07:00</updated><title type='text'>Efeito multiplicador</title><content type='html'>Por Fábio de Castro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o lançamento de uma nova chamada de propostas para o Programa Equipamentos Multiusuários (EMU), a FAPESP disponibilizou R$ 70 milhões para que pesquisadores tenham acesso a instrumentos científicos cuja aquisição normalmente seria inviável para seus grupos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com cientistas já contemplados pelo EMU em editais anteriores, além de possibilitar o acesso continuado de inúmeros pesquisadores a esses equipamentos, o programa tem um efeito multiplicador, gerando novas redes de pesquisa que impulsionam o avanço do conhecimento de forma exponencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz Nunes de Oliveira, professor do Departamento de Física e Informática do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP), recebeu em 2005 auxílio do EMU para aquisição de um supercomputador IBM PowerPC 970. O equipamento, que foi encomendado e chegou ao laboratório no início de 2007, tem produzido importantes resultados científicos e parcerias inéditas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O projeto foi elaborado por um consórcio formado por 66 grupos de pesquisa da USP, que teve acesso prioritário ao equipamento durante um primeiro período. Depois disso o acesso foi aberto e tivemos muitos resultados interessantes. A maior parte na área de física, mas também em química e astronomia, por exemplo”, disse Nunes de Oliveira à Agência FAPESP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o pesquisador, o supercomputador – que consiste em um cluster (aglomerado computacional) de 448 processadores que operam em conjunto, possibilitando um desempenho de 2,9 trilhões de operações por segundo (teraflops) – não poderia ter sido adquirido sem o Programa EMU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Alguns pesquisadores tinham projetos engavetados há cinco anos por falta de uma máquina adequada para executá-los. O próprio projeto do supercomputador só foi viabilizado com o EMU”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aquisição do equipamento teve efeito multiplicador: colocou em contato grupos com interesses comuns de pesquisa. “Temos cientistas das áreas de química e biociências que não se conheciam e, a partir das reuniões relacionadas ao uso do supercomputador acabaram desenvolvendo uma colaboração forte, graças ao projeto. Esse é um benefício talvez até mais importante do que o próprio uso da máquina”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As solicitações na nova chamada do programa serão recebidas até 30 de outubro de 2009. A chamada contempla instrumentos científicos com valores superiores a R$ 100 mil e caracterizados por terem utilidade, de forma continuada, para um conjunto de pesquisadores com ampla experiência e comprovada competência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As solicitações deverão ser sustentadas por pelo menos três projetos associados de pesquisa, coordenados por diferentes pesquisadores e apoiados pela FAPESP que estejam vigentes ou tenham terminado há menos de dois anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diversidade de equipamentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jackson Cioni Bittencourt, chefe do Departamento de Anatomia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, obteve, entre 2000 e 2003, apoio do Programa EMU para equipar e montar um laboratório multiusuários especializado em técnicas de biologia celular e molecular. Bittencourt afirma que, na época, o departamento tinha extrema necessidade de equipamentos atualizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O departamento tem uma tradição de 95 anos na formação de anatomistas, que sempre usaram cadáveres como objeto de pesquisa. Mas esse modelo chegou a certos limites e já tínhamos professores que utilizavam novas metodologias. Por isso era preciso obter equipamentos modernos, que, no entanto, tinham preços proibitivos. Uma ultracentrífuga, por exemplo, custa cerca de R$ 310 mil”, contou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o uso de equipamentos desse porte por um número muito limitado de pessoas não se justifica, segundo Bittencourt, os pesquisadores do Departamento de Anatomia uniram as necessidades de suas diferentes linhas de pesquisa e conseguiram recursos do Programa EMU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Adquirimos algumas centrífugas, uma câmara fria, câmaras escuras, freezers de 86 graus negativos e equipamentos especiais para o crescimento de bactérias que são utilizados na transfecção de bactérias para a confecção de sondas. Pudemos montar um laboratório multiusuários com 150 metros quadrados que é hoje altamente produtivo. Sem o programa da FAPESP não estaríamos no patamar de pesquisa competitiva que alcançamos hoje”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O laboratório atualmente é utilizado por dez dos 18 pesquisadores do departamento, além de seus alunos de todos os níveis acadêmicos e de pesquisadores externos ao ICB e à USP. “Para nós, o mais importante foi a diversidade de equipamentos e a rede de contatos formada a partir do uso do laboratório. As instalações são controladas por computador, com acesso feito por cartão magnético restrito aos pesquisadores credenciados”, explicou Bittencourt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em reportagem publicada pela revista Pesquisa FAPESP, o professor Edison Zacarias da Silva, do Instituto de Física Gleb Wataghin, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), destacou que o sistema computacional adquirido em 2006 por meio do EMU, pelo Centro Nacional de Processamento de Alto Desempenho em São Paulo (Cenapad-SP), coordenado por ele, foi amplamente utilizado por pesquisadores de vários lugares do Brasil. Metade do tempo de uso do sistema, até agosto de 2008, foi dedicado a cálculos feitos por pesquisadores de outros estados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ele, o investimento feito pela FAPESP rendeu frutos em vários lugares do Brasil. “O Cenapad de São Paulo ficou em situação mais favorável e por isso tornou-se referência para pesquisadores de outros estados”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem a aquisição feita em 2006, de acordo com o pesquisador, teria sido comprometida a realização, nos últimos três anos, de simulações computacionais em áreas como física, química, biologia, engenharia, matemática e genômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foco na competitividade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Programa Equipamentos Multiusuários foi criado pela FAPESP em 1996 como um módulo do Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa, passou a ser tratado de 1998 a 2002 como um Programa Especial autônomo e foi retomado em 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, o programa tem um papel fundamental para a competitividade da ciência produzida no Estado de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Hoje, em diversas áreas, para que a atividade de pesquisa tenha competitividade internacional é preciso ter acesso a certos instrumentos, mas o custo desses instrumentos científicos cresceu ao longo das últimas décadas. Ao mesmo tempo, também foi se consolidando a possibilidade, em muitos casos, de os equipamentos serem utilizados por muitos grupos de pesquisa em ocasiões diferentes”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Brito Cruz, com a nova chamada do programa, a FAPESP pretende impulsionar a pesquisa no Estado e, consequentemente, no país. “A ideia é oferecer mais uma oportunidade para que a comunidade científica paulista se organize a fim de adquirir alguns desses equipamentos multiusuários e, ao mesmo tempo, colocá-los em disponibilidade para serem utilizados pelo maior número possível de pesquisadores”, explicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova chamada oferece R$ 70 milhões, quantia consideravelmente maior do que os R$ 50 milhões do último edital. De acordo com o diretor científico, com base no aprendizado adquirido a partir das chamadas anteriores, a FAPESP está fazendo exigências mais fortes e mais explícitas sobre a garantia de apoio institucional para a obtenção de recursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O objetivo é justamente comprar, instalar e operar equipamentos complexos e custosos. E isso só pode funcionar corretamente se as instituições que vão receber os equipamentos garantirem certos apoios essenciais, como local e infraestrutura adequada, pessoal técnico capaz de operar e manter funcionando o equipamento e, eventualmente, contratos de manutenção e de fornecimento de materiais necessários para o prosseguimento da operação”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brito Cruz contou que a nova chamada possibilita a aquisição de conjuntos de equipamentos a fim de compor instalações multiusuários mais amplas. “Uma novidade é que as instituições poderão se organizar em um estágio mais sofisticado. Em vez de ter um equipamento isolado, poderão obter um conjunto de equipamentos que tenham características complementares ou associáveis e organizar um projeto no formato que designamos como facilities – isto é, um laboratório multiusuário”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Brito Cruz, o edital é bastante competitivo e exigente em termos da qualidade das propostas e dos projetos a ela associadas. “É muito importante para a FAPESP que os projetos sejam fundamentados em uma necessidade objetivamente demonstrável por meio de projetos de pesquisa que a Fundação já tenha financiado ou esteja financiando e que possam se beneficiar do acesso a tais equipamentos”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações sobre a chamada: www.fapesp.br/emu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Fapesp&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-6563581195083399675?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/6563581195083399675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=6563581195083399675' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/6563581195083399675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/6563581195083399675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2009/09/efeito-multiplicador.html' title='Efeito multiplicador'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-2227278134387422077</id><published>2009-09-24T04:16:00.000-07:00</published><updated>2009-09-24T04:17:02.814-07:00</updated><title type='text'>Tecnologia para a saúde</title><content type='html'>Agência FAPESP – A Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP) inaugurou seu Centro de Produção Digital (CPD). As novas instalações reunirão equipamentos de ponta para produção, edição e veiculação de material audiovisual para uso em atividades didáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto, coordenado pela Coordenadoria de Tecnologia de Informação da USP, prevê ainda a instalação de mais 19 centros semelhantes em outras unidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CPD tem cerca de 90 metros quadrados e é dividido em três ambientes distintos: estúdio, sala de videoconferência e sala de aprendizado eletrônico. Nessa última estarão as “lousas eletrônicas” – dispositivos nos quais os ministrantes das aulas poderão desenvolver seus temas e depois salvá-los nos formatos PPT ou PDF. Quem estiver assistindo às aulas poderá obter o material para, posteriormente, dar andamento aos seus estudos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as salas serão gerenciadas por meio da sala de controle, que conta com monitores, controles de vídeo e de som, gravadores de DVD para o registro dos eventos e demais recursos necessários para a administração do espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a FSP poderão ser realizadas no CPD atividades como a realização de videoconferências, gravação de aulas para cursos de ensino a distância, transmissão de eventos em tempo real pela IPTV (televisão por internet da USP), entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O uso das novas instalações não será restrito à FSP. Instituições como a Escola de Enfermagem, Faculdade de Medicina e Hospital das Clínicas – que compõem o chamado “quadrilátero da saúde” – terão acesso ao CPD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professores poderão, por exemplo, relatar experiências, com interação de outros docentes, pesquisadores ou alunos em outros campi, possibilitando aulas cooperativas e interativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do ensino a distância, as instalações serão utilizadas para produção de vídeos e para a confecção de um acervo de materiais didáticos multimídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os docentes e pesquisadores interessados em utilizar os recursos do CPD podem procurar o centro no segundo andar da biblioteca da FSP, ou entrar em contato pelo e-mail tic@fsp.usp.br, a fim de solicitar treinamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações: www.fsp.usp.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-2227278134387422077?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/2227278134387422077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=2227278134387422077' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/2227278134387422077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/2227278134387422077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2009/09/tecnologia-para-saude.html' title='Tecnologia para a saúde'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-2297160558202953459</id><published>2009-09-12T04:40:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T04:41:17.927-07:00</updated><title type='text'>Breve reflexão sobre a internet e a longevidade:Novos espaços de sociabilização preparam o silêncio da saúde</title><content type='html'>Por: Celina Dias Azevedo &amp; Beltrina Corte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTRODUCCIÓN / RESUMEN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O computador aliado ao processo comunicacional via internet é o centro vital de uma revolução que envolve e intermedia ações diversas, a ponto de nos referirmos atualmente a uma nova sensibilidade, cuja intimidade com a tecnologia é passaporte obrigatório para os novos formatos de modelos de vida em processo de envelhecimento que estão sendo instaurados. Ao refletir como a tecnologia transformou e revolucionou nosso cotidiano, especialmente para os idosos, construindo novas gravuras no Atlas e nele uma nova forma de sociabilização, entendemos que o mundo virtual transformou-se em um novo espaço social em que a existência humana continua sendo abordada com uma extraordinária proximidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A era da Revolução Informacional tem como base o computador – criado para ser empregado em estratégias militares e depois modificado para dar conta do processamento de grande volume de informações no mundo empresarial – que passou a mediar o cotidiano do cidadão reconfigurando as relações sociais e abrindo aos velhos – particularmente – novos espaços de sociabilidade e de protagonismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consideramos que o acesso e familiarização com as tecnologias comunicacionais transformam-se em formatos de vida até então não experimentados em nossa cultura, especialmente por aqueles que nasceram antes do surgimento delas. Blogs, chats, Orkut e correio eletrônico – entre outros - tornaram-se espaços correntes de comunicação e de encontros que o velho protagoniza, apropria-se, construindo novas gravuras do Atlas e nele uma nova forma de sociabilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste artigo concentramos nosso olhar para as possibilidades de interação comunicacional engendradas e consentidas pelas tecnologias informacionais e, conseqüentemente, que preparam o silêncio da saúde uma vez que os novos espaços de sociabilização fazem parte da medicina preventiva e, esta, por sua vez, não atua nas patologias do processo de envelhecimento, mas no cuidado para com a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Breve histórico sobre a Revolução Tecnológica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para refletirmos sobre a necessidade e importância da inclusão digital na era da Revolução Tecnológica e Informacional na contemporaneidade, é necessário estarmos atentos à equação computador + internet e as conseqüências que essa relação trouxe e ainda trará à nossa sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos tomar como marco temporal – para a história da invenção do computador - a Segunda Guerra Mundial. O primeiro computador eletrônico foi construído em 1946 para aplicação na indústria bélica – era utilizado para cálculos balísticos - o ENIAC, em português "Computador e Integrador Numérico Eletrônico". Estes equipamentos, estes “cérebros eletrônicos” eram enormes e ocupavam salas inteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em 1951, surge o primeiro computador comercial, o LEO, e em 1960 a IBM lança o IBM/360, que marcou uma nova tendência na construção de computadores com o uso de pastilhas, que ficaram conhecidas como Chips. Esses chips incorporavam, numa única peça de dimensões reduzidas, várias dezenas de transistores já interligados, formando circuitos eletrônicos complexos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1971, Ted Hoff cria o microprocessador permitindo a redução no tamanho dos equipamentos e viabilizando o aparecimento dos microcomputadores. A empresa Apple Computer, em 1977, lança o primeiro “computador caseiro” o Apple II e em 1979 o VisiCalc – primeiro programa comercial. Mais tarde, a Microsoft foi responsável pelo arremate que possibilitou a entrada do computador na casa das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Internet - conexão mundial de todas as diferentes redes de computadores ou “rede das redes” – nasceu, assim como o computador, de um projeto militar. Em 1969 – durante a Guerra Fria - foi proposto o projeto de uma rede de comunicação descentralizada, um sistema militar de comunicação que se mantivesse mesmo sob um ataque nuclear. Vários centros de computadores compartilhariam as informações on-line, a intenção era que a informação não seguisse uma única rota, seguiria o traçado de uma rede onde todos os pontos se comunicariam, os nós dessa rede eram equipamentos localizados em pontos estratégicos. Foi desenvolvida a ARPANet, que, na década de 80, passa a denominar-se Internet. Vista como eficiente forma de comunicação, passa a ser amplamente utilizada para compartilhar informações e pesquisas no meio acadêmico e científico. A partir da década de 90, o interesse comercial na rede nutre sua expansão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje, desde sua criação, a Internet passou por várias fases, porém decisivo para sua popularização foi – além dos computadores pessoais - o desenvolvimento de um software com avançada capacidade gráfica que tornou possível distribuir e captar imagens e outras interfaces da multimídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa nova Revolução Tecnológica recebeu várias denominações: Revolução das Novas Tecnologias de Informações, Revolução Digital, Revolução Informacional e Era do Acesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos afirmar que no mundo contemporâneo as principais atividades econômicas, sociais, políticas e culturais são estruturadas e mediadas pelo computador - as mais simples tarefas de nosso cotidiano, nas nossas residências, no trabalho, nas escolas e, não podemos nos esquecer, nos nossos momentos de lazer. As novas tecnologias comunicacionais e informacionais fazem parte da condição humana. Nascemos com elas e, portanto, nossa percepção de mundo é alterada, queiramos ou não, a ponto de hoje nos referirmos a uma nova sensibilidade, a da era eletrônica, cuja intimidade com a tecnologia é passaporte obrigatório para os novos formatos de modelos de vida que estão sendo instaurados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Santaella (2004, p.31)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aspecto sem dúvida mais espetacular naquilo que vem sendo chamado de “era digital”, na entrada do século XXI, está no poder dos dígitos para tratar de qualquer informação [...] com a mesma linguagem universal [...] uma espécie de esperanto das máquinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importante refletir como essa tecnologia, que nasceu para dar conta do processamento de grande volume de informações no mundo empresarial e como estratégia militar, transformou e revolucionou nosso cotidiano configurando as relações sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que a palavra computador fosse usada correntemente, quando só havia as enormes máquinas militares e de grandes empresas, falava-se em “cérebro eletrônico”. Por quê? Porque se tratava de um objeto técnico muito diferente de todos até então conhecidos pela humanidade. De fato, os objetos técnicos tradicionais ampliavam a força física dos seres humanos (o microscópio e o telescópio aumentavam o limite dos olhos; o navio, o automóvel e o avião aumentam o alcance dos pés humanos; a alavanca, a polia, a chave de fenda, o martelo aumentam a força das mãos humanas (...) ). Em contrapartida o “cérebro eletrônico” ou computador amplia e mesmo substitui as capacidades mentais ou intelectuais dos seres humanos (grifo nosso). (CHAUÍ, 2003, p. 303)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro salto foi o desenvolvimento do computador pessoal. O PC ou Personal Computer permitiu que o uso dessa nova tecnologia fosse ampliado para além do uso militar e das grandes corporações, possibilitou sua entrada no cotidiano das pessoas: na escola, em casa, no trabalho. Nele, uma das transformações diz justamente respeito às nossas casas e às nossas deslocações: a forma de habitar e, conseqüentemente, a forma de conviver uns com os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao socializarmos de outra forma, já não habitaremos da mesma maneira. Serres (1997, p. 12) assinala que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...] já há muito tempo que telefonamos para os confins da Terra; as imagens vindas de longe deixaram de nos surpreender; separados por mil léguas, conseguimos reunir-nos para uma teleconferência e, inclusivamente, trabalhar juntos. Deslocamo-nos sem mover um dedo”. Para sua pergunta: Onde tem lugar essa conversa?, responde que “num sítio virtual”. Para ele as conversas parecem “fundir-se e difundir-se, como se um tempo novo organizasse um outro espaço. O ser aí expande-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O idoso - ou a pessoa acima de 60 anos - é testemunha viva da dissolução das antigas fronteiras e da conquista de novas terras pelo mundo virtual da comunicação. Ele vivencia a projeção de um atlas sobre outro, o antigo e novo mundo, adaptando-se a técnicas e formas de aprendizagens estranhas, mas que conduzem a um mundo que lhe é conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - Novas tecnologias e velhice: novas formas de apreender as singularidades do século&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com essa realidade e tendo como certo a importância e influência do computador na organização da vida social e do trabalho, a inclusão digital e alfabetização tecnológica surgiram como uma nova forma de apreender o mundo virtual, atingindo todos os cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Moran, Masetto e Behrens (2000), na sociedade da informação todos estamos reaprendendo a conhecer, a comunicarmos, a ensinar e a aprender; a integrar o humano e o tecnológico; a integrar o individual, o grupal e o social. O saber e aprender integra hoje as tecnologias imagéticas quanto às materiais (telemáticas, audiovisuais, textuais, orais, musicais, lúdicas e corporais). Conhecimentos que qualificam para acompanhar, fazer uso e participar da implementação dessas tecnologias que já não dizem respeito apenas às possibilidades de uso no cotidiano – serviços bancários, educação à distância, correio eletrônico, canais de sociabilização, jogos e pesquisa, mas estende-se também a possibilidade de participação na vida política. Inserção no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil o acesso à Internet – e conseqüentemente aos recursos disponíveis – apresentou um crescimento relevante nos últimos anos em todas as faixas etárias. Dados do PNAD – Pesquisa por Amostra de Domicílio de 2003 do IBGE - mostram que, entre os bens duráveis, o número de computadores nas residências foi o que mais cresceu nos últimos anos no Brasil, para a população em geral(1). O computador estava presente, em 2003, em 7,5 milhões de domicílios – 15,3% - sendo que 5,6 milhões – 11,4% - dispunham de acesso à Internet. Em relação à população idosa, a Folha de São Paulo (2) – no mesmo ano de 2003 – informava que o número de internautas com mais de 65 anos crescia de 7,9 milhões para 9 milhões no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em divulgação mais recente, o PNAD 2006(3) mostrou que o número de computadores nas residências praticamente dobrou desde 2001, quando chegou a 22,4% em 2006, sendo que no Norte urbano (de 6,7% para 12,4%), no Nordeste (de 5,2% para 9,7%), no Sul (de 13,9% para 27,9%) e no Centro-Oeste (de 10,6% para 20,4%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em estudo desenvolvido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil - sobre o Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil 2006, concluída em 2007 (4) - os dados mostram um crescimento na posse de equipamento e no acesso à internet de 17% e 13%, em 2005; 20% e 15% em 2006 e 24% e 17% em 2007, respectivamente. A mesma pesquisa - ao analisar as atividades desenvolvidas na Internet - indica que mensagens instantâneas e participação em sítios de relacionamento, representaram mais de 50% dos motivos do acesso à rede, no ano de 2007. No item que identifica a proporção de indivíduos que usam a Internet com a finalidade de comunicação, mostra que na faixa etária acima de 60 anos 87,17% - sobre o total de usuários de internet dessa faixa etária – utilizam a internet para se comunicar; índice muito próximo ao percentual da faixa entre 16 e 24 anos – 85,01% - e acima do percentual de 71,97% da faixa de usuários entre 10 e 15 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idosos no Brasil: vivência, desafios e expectativas na 3ª Idade(5), pesquisa realizada em 2006, parceria entre a Fundação Perseu Abramo, SESC Nacional e SESC São Paulo, mostra a urgência de projetos e políticas públicas que ampliem o acesso ao mundo digital para a população. Dos idosos pesquisados – uma amostra de 2.136 cidadãos de 60 anos e mais, em 204 municípios em todas as regiões do Brasil - 80% dos entrevistados relataram que embora conheçam um computador, nunca o utilizaram. Com relação à Internet 37% não sabem o que é, e embora 63% conheçam, 59% nunca utilizaram, apenas 1% costuma usá-la sempre e 3% utilizam apenas algumas vezes. Entre as razões do interesse pelo computador apresentadas, estão a aquisição de conhecimento (11%) e a possibilidade de estabelecer comunicação com amigos e familiares distantes (7%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa não responde o porquê do pouco uso do computador. Um dos fatores, certamente, é a dificuldade de acesso a esses equipamentos que exige um investimento inicial distante das possibilidades de grande parte da população brasileira - para o acesso à Internet, por exemplo, é necessário um computador, um provedor e uma linha telefônica, no mínimo, ou então o cabeamento - associado à fragilidade das políticas governamentais para prover ao cidadão espaços públicos para uso dessa tecnologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra hipótese nos faz pensar que o distanciamento do velho em relação às novas tecnologias não vem - ao contrário de algumas considerações que ouvimos diariamente - da dificuldade desse cidadão em aprender coisas novas ou preferir viver no passado, mas simplesmente de uma falta de familiarização com essa linguagem. Grande parte dos idosos apresenta-se – espontaneamente - como incompetente diante dessa tecnologia. Moldam seu discurso a uma imagem instituída e padronizada posta, que coloca que o “velho não se interessa pela tecnologia” ou “que o velho não consegue aprender ou apropriar-se desses novos instrumentos”. Ao mesmo tempo mencionam, orgulhosamente, como o neto – ainda não alfabetizado – manuseia o computador. Ora, não nos esqueçamos que o “neto de cinco anos, que mexe no computador de forma tão desinibida”, nasceu mergulhado nessa cultura e tinha – muito provavelmente – em algum lugar ao seu redor essa máquina. Além disso, sempre é permitido às crianças – além de incentivado - o manuseio de equipamentos tecnológicos. Um exemplo são os brinquedos que já os mergulham nesse mundo como o carrinho de controle remoto, o telefone celular, a máquina fotográfica digital cor-de-rosa ou azul e o lap top da mesma cor, com o velho – salvo raras exceções - ocorre o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inclusão digital, tão em voga na grande mídia, pode ser mapeada e trazer estímulos como: instrumento de acesso à informação – construção do conhecimento, re-adequação das possibilidades de comunicação, fonte de serviços, uma possibilidade de ampliação da rede social e estímulo à socialização, especialmente para os mais fragilizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em programas voltados ao cidadão idoso, conceito importante é o do aprendizado permanente. Está distante e não nos serve mais a idéia do saber consolidado, estanque. Nesse momento histórico onde o uso das tecnologias – particularmente a Internet – nos possibilita de forma democrática o acesso a informações, são necessários esforços para que todos possam mergulhar nas fronteiras virtuais em igualdade de condições, incentivando a aprendizagem personalizada, a partir do interesse de cada um. Por outro lado, na sociedade de informação em que vivemos, a comunicação é elemento essencial para uma participação cidadã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A singularidade do nosso século são as redes de comunicação. Tanto é que a comunicação é tida como um aspecto dos direitos humanos, reconhecida e incorporada como essencial no Plano de Ação Internacional sobre o Envelhecimento, na Assembléia Mundial do Envelhecimento (Madri, 2002). O conceito de comunicação como direito humano está no primeiro relatório da comunidade internacional sobre Direitos Humanos, publicado há mais de 25 anos, em 1980, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em Paris, e lançado no Brasil em 1982.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relatório, chamado Um mundo e muitas vozes – comunicação e informação na nossa época - conhecido como MacBride - foi elaborado sob a presidência do jurista e jornalista irlandês Sean MacBride(6). Nele, o direito à comunicação é entendido como um "prolongamento lógico do progresso constante rumo à liberdade e à democracia". O Relatório MacBride, um documento contraditório em muitos pontos, é até hoje o mais completo relato já produzido sobre a importância da comunicação na contemporaneidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Internet proporciona a oportunidade de comunicação ágil, eficiente e abrangente, ela permite a comunicação de muitos com muitos. A exploração da interatividade incentiva a criatividade e a sociabilidade. Hoje podemos identificar exemplos de uso do mundo virtual no cotidiano dos velhos, alterando perspectivas de isolamento. Conforme Sant’Anna (2006, p.108):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, em diversos países, pessoas idosas com problemas de audição ou de locomoção têm possibilidade de ampliar contatos com moradores de diferentes regiões graças à internet. [...] Algumas delas possibilitam a construção de rede de laços afetivos e informativos sem a presença real dos corpos [...].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às possíveis críticas sobre as relações que se estabelecem pela Internet, Castells (2003, p.104) ao relatar estudos sobre a perda de sociabilidade por internautas “assíduos” relata que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de modo geral, o corpo de dados não sustenta a tese de que o uso da Internet leva a menor interação social e maior isolamento social. Há alguns indícios, porém, de que, sob certas circunstâncias, o uso da Internet pode servir como um substituto para outras atividades sociais. Como os estudos que sustentam teses alternativas foram realizados em diferentes momentos, em diferentes contextos e em diferentes estágios da difusão do uso da Internet, é difícil chegar a uma conclusão a respeito dos efeitos da Internet sobre a sociabilidade [...] o estudo da sociabilidade na/sobre/com a Internet deve ser situado no contexto da transformação dos padrões de sociabilidade de nossa sociedade [...] não significa menosprezar a importância do meio tecnológico, mas inserir seus efeitos específicos na evolução geral de padrões de interação social [...].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O computador em todo esse processo é apenas uma máquina que redimensiona as limitações corporais do homem. Assim, refletindo sobre uma velhice fragilizada, poderíamos pensar que o computador, enquanto máquina, pode sim devolver sentido ao corpo e inseri-lo no universo técnico, que prima por velocidade, resistência, potência, dinamismo e precisão. É importante, para o indivíduo que está envelhecendo, entender que seu corpo precisa adaptar-se às circunstâncias tecnológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - Sociabilidade, Comunidade e Internet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreendemos o homem - historicamente - como um ser gregário - apesar da pós-modernidade apresentar o individualismo como predicado relevante – somos seres sociais, buscamos relações, faz parte de nossa característica buscar aproximações, nos articularmos em grupos ou comunidades, ontem e hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a importância e como a internet pode contribuir para essa nova possibilidade de estabelecer relações sociais, já que o espaço virtual reinventa o espaço social e organiza novas interações sociais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Internet é um meio que permite a comunicação de muitos com muitos, sítios de relacionamento, blog, correio eletrônico, salas de bate-papo, MSN, Second Life, entre outros. Essa sociabilidade deve ser observada e analisada no contexto da transformação dos padrões de sociabilidade de nossa sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apoiando-nos na concepção de comunidade que se caracteriza pelo interesse comum, o sentimento de pertencimento - quando o indivíduo sente-se parte de um todo maior – a permanência, além de ligações emocionais ou afetivas, entre outros. Podemos estender essa concepção para as comunidades virtuais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na rede, o indivíduo busca pessoas que têm os mesmos interesses, afinidades e valores que ele, seja nas salas de bate-papo (chats) ou em comunidades virtuais (...) visto que geram sociabilidade, relações e redes de relações humanas (...). O mesmo acontece com qualquer blog, site pessoal, fórum de discussão ou ambiente de produção coletiva. Nessa linha de raciocínio, destaca que, dentro de uma comunidade virtual, ainda são pessoas “de verdade” que ali se encontram, mesmo estando fisicamente distantes e invisíveis, graças à tecnologia. (REULE , 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisa concluída, pelo Instituto Pew Internet, nos Estados Unidos e divulgada recentemente(7) , dá conta da importância do estabelecimento de redes sociais na Internet, uma rede que não depende de territórios definidos ou ligações locais, pelo contrário os usuários cada vez mais fazem parte de redes espalhadas geograficamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa aponta para o fato do estabelecimento dessas ligações virtuais criarem uma nova base para surgimento de uma nova comunidade. Em vez de depender apenas de uma única comunidade para apoio social, os usuários, com freqüência, ampliam suas experiências e procuram e relacionam-se ativamente com uma variedade de pessoas e recursos apropriados para diferentes situações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do mais, tomando como base o valor terapêutico do exercício de escrever, como mecanismo de alívio de estresse, pesquisas recentes demonstram que o ato de expressar-se pela escrita (como nos blogs, por exemplo) pode estimular a memória, o sono e melhorar o sistema imunológico de pacientes atingidos por doenças graves como a AIDS ou o câncer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que demonstra o trabalho realizado no Tufts-New England Medical Center, em Boston, envolvendo 234 pacientes portadores de câncer, os quais foram divididos em três grupos e monitorados durante oito semanas sobre suas dores. O primeiro tinha como tarefa preencher cotidianamente um questionário sobre as dores que sentia; o segundo deveria escrever sobre como se sentia e o terceiro ficou como controle. Como resultado o estudo concluiu que aqueles que escreviam sentiam menos dor e mal-estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse estudo só traz subsídios científicos para o que milenarmente vem se fazendo. Soranus, famoso médico de Roma, recomendava a leitura de poesia e drama a seus pacientes já no primeiro século d.C. O que foi reforçado pelo criador da psicanálise, Sigmund Freud, ao reconhecer que a literatura havia descoberto o inconsciente antes dele. A prática de colocar livros ao alcance de pacientes hospitalizados (coisa que Benjamin Franklin defendia já no século 18) evoluiu para uma forma sistematizada de tratamento, a biblioterapia, e também para a formação de grupos e instituições que usam o ato de escrever como forma de tratamento (SCLIAR, 2008).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O blog – uma espécie de diário virtual – tornou-se o centro dessas pesquisas, algumas delas tentam traçar análises sobre o comportamento do cérebro antes e depois do ato de escrever, pois se acredita que há uma relação entre a escrita expressiva e alterações biológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como resultado, alguns hospitais nos EUA começaram a hospedar blogs de pacientes-blogueiros em seus websites. Nancy Morgan (apud WAPNER, 2008, p.17) autora de artigo sobre os benefícios da escrita expressiva na revista Oncologist argumenta que “As pessoas estão se conectando e testemunhando as expressões uns dos outros – a base para a formação de uma comunidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aumento constante do número de pessoas conectadas no mundo virtual criou novas formas de se pensar a saúde no país. O Google Brasil lançou em 2008 uma pesquisa sobre o uso da internet no Brasil por médicos e por pacientes, encomendada pela Media-Screen, registrando que 20% dos pacientes dos médicos trazem informações para consulta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ocasião do lançamento da pesquisa, a diretora de negócios da vertical de Saúde do Google, Adriana Grineberg, em entrevista à imprensa nacional, chegou a comentar que com a internet 2.0 a Saúde acaba mudando o perfil e o consumidor começa a ganhar novamente o poder e a participação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como na época dos gladiadores, em que o imperador perguntava para os espectadores se o gladiador merecia viver ou morrer, a internet proporciona a mesma percepção atualmente. Por meio da web, um paciente busca melhores drogas, equipamentos, hospitais, especialistas e registra a sua opinião sobre tudo para todos. (8)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo virtual cria e estabelece novos paradigmas temporais e espaciais. Distâncias intransponíveis – que poderiam representar limites físicos – com a tecnologia são transpostas em tempos imediatos, transformando-se assim em alternativas às limitações determinadas pela fragilidade do corpo humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - Qual o lugar do velho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que teria mudado na sociedade contemporânea em relação ao cenário posto por Simone Beauvoir, em sua obra clássica sobre a velhice, quando a autora afirma que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí está porque escrevo este livro: para quebrar a conspiração do silêncio (...). É preciso perturbar sua tranqüilidade. Com relação às pessoas idosas, essa sociedade não é apenas culpada, mas criminosa. Abrigada por trás dos mitos da expansão e da abundância, trata os velhos como párias. (BEAUVOIR, 1990, p.8)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mudança faz-se à medida que a velhice, na atualidade, é tema importante, fala-se mais dela – tornou-se objeto de estudos e estatísticas - mas é ainda interpretada como algo negativo e carregada de simplificações, como ressalta Silvana Tótora (2006, p.36)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma cultura, que valoriza os excessos de prazeres e o culto da felicidade como ausência de sofrimentos, doença e dor, ser velho é privação. Se o tempo se consome em um movimento linear e a morte é algo que se quer exorcizar, ser velho assume um estatuto negativo [e envelhecer] um mal reservado àqueles que não seguiram uma prescrição correta de vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante dessa perspectiva, generaliza-se e uniformiza-se a velhice, desprezando a singularidade e a potencialidade de cada ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O olhar lançado sobre a velhice na contemporaneidade desvaloriza-a diante da juventude e abre caminho a uma série de situações discriminatórias. Por exemplo, parece natural – mas não é e não deve ser encarado assim – que a criança seja estimulada a descobrir e aprender coisas novas, enquanto para o velho quer-se como que concluído. É como aquela história que já ouvimos várias vezes, para a criança pergunta-se “... o que vai ser quando crescer...” e para o velho “... o que você foi...” duvidando do seu potencial de vir a ser e determinando-se como concluída sua formação, ignorando seu futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma sociedade em que a aparência – feio/bonito, gordo/magro, jovem/velho – e o status social condicionam a possibilidades de encontros, de concretização de relações ou não, o ciberespaço pode ser o lugar privilegiado para quebra desses paradigmas, favorecendo a criação de novas formas de contato - a emergência de uma nova sociabilização. É importante ressaltar que a comunicação pela internet não substitui outras formas de relação, mas surge, sim, como mais um recurso de sociabilização, abalizados por pesquisadores que entendem o ciberespaço – na sociedade do século XXI - como terreno importante de comunicação e de interação social, espaço que cabe ao homem explorar em todas as suas potencialidades positivas. Os velhos já se deram conta da importância desse recurso e apropriam-se dessa ferramenta comunicando-se em salas de bate papo, criando blogs, relacionando-se no orkut, fazendo uso do correio eletrônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho está no ciberespaço, faz parte e integra as redes sociais na internet conectando-se com pessoas e forjando novos laços sociais, a partir de suas angústias existenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto no filme Sob o sol de Toscana (direção e roteiro de Audrey Wells, baseado em livro de Frances Mayes) a ficção nos mostrava - como inusitado - uma personagem idosa que se comunicava por e-mail com seu namorado em outro país, hoje já é comum encontrar na mídia exemplos de personagens reais – embora ainda marcados por estereótipos e vistos como excepcionalidade e encarados como raridade – de velhos que fazem uso e estabelecem relações sociais pela Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo - que já ganhou o mundo e grande popularidade - é o de Maria Amélia Soliño, espanhola que aos 95 anos ganhou de seu neto – como presente de aniversário – um blog(9). Maria Amélia escreve muito e recebe comentários – aos seus posts – de todas as partes do mundo. Afirma que a Internet mudou sua vida e que hoje não poderia viver sem ela. Tornou-se figura iminente na Espanha, encontra-se com figuras importantes do cenário nacional - já foi recebida pelo primeiro-ministro socialista espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero – e é cortejada por partidos políticos. No seu espaço virtual, em vários momentos exorta outros velhos a criarem seus próprios blogs. Esse espaço social – em seu entender – pode ser uma alternativa ao isolamento a que alguns idosos estão sujeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu blog remete o internauta também ao de outros velhos. Caso, por exemplo, de Olive Rilley – australiana falecida em meados de 2008 - que mantinha um blog de expressão individual(10) . Olive era considerada a blogueira mais velha do mundo com 108 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olive andava em cadeira de rodas, tinha postado em seu blog – seu amigo Mike digitava seus posts – inúmeros textos desde fevereiro de 2007 sobre a vida moderna e suas experiências no século XX. Comunicava-se através de seu blog com pessoas de todo o mundo e dizia que gostava da notoriedade que tinha adquirido porque lhe permitia manter a mente fresca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Amélia e Olive mantinham contato social na blogosfera(11) . Aqui - para ambas - o ciberespaço permitiu a ampliação dos seus espaços sociais. Além deste ser um admirável exemplo do acesso ao ciberespaço no cotidiano dos velhos – ou para pessoas com qualquer tipo de fragilidade - demonstra, também, como podem ser alteradas perspectivas de isolamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil não é diferente, basta uma pesquisa rápida na web para encontrarmos exemplos de velhos totalmente integrados a esse universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor e jornalista Fernando Jorge(12) – 80 anos – declara-se encantado com o potencial para difusão de idéias da rede. Além de dois blogs Fernando Jorge mantém um site, uma comunidade no Orkut e utiliza o correio eletrônico com freqüência. Segundo Fernando, o blog ampliou seu universo de leitores, de amigos. Além disso, diz perceber na blogosfera uma possibilidade de intercâmbio, de troca de informações e fonte de pesquisa para suas obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo é a dona de casa Astrid(13). Casada, com filhos, encontrou na Internet a possibilidade de comunicar-se, criar um espaço para divulgar suas idéias e poesias de autores anônimos. Criadora de outros blogs, flogs e videologs, Astrid possui Orkut, utiliza MSN e correio eletrônico com a mesma desenvoltura que usa o telefone. Não descuida das reuniões familiares aos domingos, mas declara que considera a relação virtual mais “profunda” já que não interessa a raça, religião ou cor do outro com quem se relaciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - Algumas reflexões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está claro que o a comunicação mediada pelo computador cria um novo espaço de e nova forma de sociabilidade, no entanto, ponto crucial é o momento histórico em que se estabelece esta discussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo de interação no espaço virtual da internet ainda é razoavelmente recente, levando-se em conta que a popularização da rede no Brasil deu-se a partir da década de 90, do século XX. Hoje, nesta sociedade que cultua a juventude e onde vigora uma série de práticas e preconceitos em relação ao velho, ele apropria-se – apesar dos entraves e dos estereótipos – desse novo espaço de relações de interações sociais e transforma-se em peça de resistência diante da sociedade que o percebe como incompetente e naturalmente distante desse ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que os velhos estão recusando-se a permanecer nos lugares que lhes foram definidos social e culturalmente. Não estão mais restritos à dimensão privada nem ao mundo material, o que é fundamental para serem vistos como cidadãos e seres autônomos. Apropriam-se de espaços públicos e virtuais que lhes dão visibilidade e sua presença nesses espaços – em qualquer instância - é essencial para trazer para a pauta de discussão as questões relacionadas à existência humana, especialmente a velhice, alterando paradigmas e percepções sobre o processo de envelhecimento e sobre o sujeito – o velho, até então relacionado a doenças, ou ainda apenas e tão somente a perdas e limitações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lançar um olhar que vincula a exploração do mundo virtual à reflexão sobre as relações que daí pode surgir - tendo-se como base as relações estudadas e compreendidas, até o momento, no ciberespaço - enfatizamos principalmente a qualidade das relações. Entendemos que o acesso e familiarização com as tecnologias informacionais fundem os velhos modelos de vida com os novos formatos de existência que estão sendo instaurados na nossa cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comunicação consciente [...] é o que faz a especificidade biológica da espécie humana. Como nossa prática é baseada na comunicação, e a Internet transforma o modo como nos comunicamos, nossas vidas são profundamente afetadas por essa nova tecnologia da comunicação. Por outro lado, ao usá-la de muitas maneiras, nós transformamos a própria Internet. Um novo padrão sociotécnico emerge dessa interação. (CASTELLS, 2003, p.10)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ciberespaço outro atlas é resenhado. É desconstruída a noção convencional de espaço material como o conhecemos, no qual se rompe a noção do tempo da sucessão cronológica - compartimentado da modernidade – onde distâncias são transpostas em tempos “imediatos” e as relações se pautam pelo tempo da interação, definindo a construção de novas relações com o velho baseadas na existência humana. Acreditamos, como Serres (1997), que essas novas narrativas traçam um outro mapa-múndi que prepara o silêncio da saúde, seja pela democratização do conhecimento e consequentemente maior controle sobre o próprio corpo, seja pelos dos espaços sociais e terapêuticos instaurados na rede. Um mapa que cose, tece urde e desenha os entrelaçados e expansões do humano, uma vez que é constituído dos seres, dos corpos, das coisas e questões existenciais. As tecnologias comunicacionais nos oferecem oportunidades para cartografarmos a vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFERÊNCIAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * BEAUVOIR, Simone. A velhice. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990.&lt;br /&gt;    * CASTELLS, Manuel. A galáxia da Internet: reflexões sobre a internet, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro: Zahar, 2003. 243p.&lt;br /&gt;    * CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 2003.&lt;br /&gt;    * MORAN, José Manuel, MASETTO, Marcos e BEHRENS, Marilda. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. São Paulo: Papirus, 2000.&lt;br /&gt;    * REULE, Danielle Sandri. De máscaras e espetáculo: formas de construção do sujeito pós-moderno virtual. In Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 30. 2007. Anais do Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação de 29 a 2 de setembro - Santos. CD Rom.&lt;br /&gt;    * SANTAELLA, Lucía. Navegar no ciberespaço: o perfil cognitivo do leitor imersivo. São Paulo: Paulus, 2004.&lt;br /&gt;    * SANT’ANNA, Denise Bernuzi. Entre o corpo e os incorporais in Velhices: reflexões contemporâneas. São Paulo: SESCSP/PUC-SP, 2006, p.108&lt;br /&gt;    * SERRES, Michel. Atlas. Lisboa: Instituto Piaget, 1997.&lt;br /&gt;    * SCLIAR, Moacyr. Escrever é terapia. Academia Brasileira de Letras. Disponível em http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?from_info_index=11&amp;infoid=7840&amp;sid=613, acesso em 25/08/2008.&lt;br /&gt;    * TÓTORA, Silvana. Ética da vida e envelhecimento. CÔRTE, B., MERCADANTE, E., ARCURI, I. (orgs). O envelhecimento e velhice: um guia para a vida. Vol.II. São Paulo: Vetor Editora, 2006. p. 36-41.&lt;br /&gt;    * WAPNER, Jessica. O remédio é escrever: o valor terapêutico de criar blogs torna-se foco de estudo in Scientific American Brasil, São Paulo, v. 6, nº 74, p. 17, julho 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;^ 1Os dados apontam que de 2001 para 2002, o crescimento foi de 15,1% e de 2002 para 2003, de 11,4%, sendo que, entre os que tinham acesso à internet, o aumento nos dois períodos foi, respectivamente, de 23,5% e 14,5%. Disponível em http://www.ibge.gov.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;^ 2Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/informat/fr2611200314.htmv&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;^ 3 Disponível em http://www.inclusaodigital.gov.br/inclusao/noticia/pnad-2006-percentual-de-domicilios-com-computador-praticamente-dobrou-entre-2001-e-2006/. Acesso em 30 nov.2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;^ 4Disponível em http://www.cetic.br/, acesso em 25.mai.08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;^ 5Disponível http://www2.fpa.org.br/portal/modules/news/index.php?storytopic=1642. Acesso em 18 dez. de 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;^ 6Unesco, Um Mundo e Muitas Vozes – comunicação e informação na nossa época. Rio de Janeiro: Editora da Fundação Getúlio Vargas, 1983&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;^ 7Ver Força das ligações da Internet in Internet fortalece relações sociais, em http://www.bbcbrasil.com, acesso em 21.jul.2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;^ 8Cf. artigo intitulado “Internet muda perfil da saúde no Brasil”. Disponível em Saúde Business Web http://www.saudebusinessweb.com.br. Acesso em 04/9/2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;^ 9http://amis95.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;^ 10http://www.allaboutolive.com.au/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;^ 11Entendemos aqui como blogosfera à comunidade formada por quem constrói, disponibiliza, acompanha e lê conteúdos de blogs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;^ 12http://fernandojorge88.blog.terra.com.br/ fernandojorge88.blog.terra.com.br/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;^ 13http://poemasepoesiasdeamor.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Revista TEXTOS de la CiberSociedad&lt;br /&gt;ISSN 1577-3760 · Número 16 · Monográfico: Internet, sistemas interativos e saúde&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-2297160558202953459?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/2297160558202953459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=2297160558202953459' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/2297160558202953459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/2297160558202953459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2009/09/breve-reflexao-sobre-internet-e.html' title='Breve reflexão sobre a internet e a longevidade:Novos espaços de sociabilização preparam o silêncio da saúde'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-1160055595601953800</id><published>2009-09-03T04:20:00.001-07:00</published><updated>2009-09-03T04:20:39.515-07:00</updated><title type='text'>Los buscadores de Internet ya son un “enemigo público” que complica a varios países</title><content type='html'>Publicado en: iProfessional&lt;br /&gt;27/07/09&lt;br /&gt;Por César Dergarabedian&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine el siguiente caso: necesita averiguar cuáles son los casos de corrupción en los que está involucrado el hijo de un gobernante del país donde vive. Va a la versión local de Google, el buscador más popular de Internet, y escribe los nombres de los protagonistas del caso: El apellido del funcionario y el de la empresa vinculada. Pero Google responde a la consulta con una página en blanco y una frase donde aclara que el contenido no puede ser mostrado por el régimen legal imperante en el país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este tipo de censura es cotidiano y mucho más estricto en una veintena de países en todo el mundo, y volvió a relucir la semana pasada en el caso del hijo del presidente de la mayor potencia de Asia. Las dictaduras, los gobiernos que ejercen la autoridad violando derechos humanos como la libertad de expresión, tienen su correlato en la Red.&lt;br /&gt;El alcance de estas medidas afecta a parte de los 1.500 millones de usuarios de Internet que hay en el mundo. Para el año 2013 se estima que habrá 2.200 millones de usuarios, lo que supone un aumento del 45%. Un 43% de esos internautas se situarían en Asia y un 17% concretamente en China, según el último estudio publicado por Forrester.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Asia verá aumentar su importancia desde un 38% a un 43%, mientras que América del Norte no representará más del 13% de la población conectada y Europa el 22% (frente al 17% y el 26% respectivamente en 2008). Se espera que América Latina se mantenga alrededor del 11 por ciento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nivel nacional, China se llevará el primer puesto en 2013, con una tasa de crecimiento del 11% al año que dará 377,1 millones de usuarios de Internet; o lo que es lo mismo, el 17% de los internautas a nivel mundial el mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No toquen al hijo del Presidente&lt;br /&gt;Justamente, la máxima potencia asiática es escenario de uno de los principales esquemas de censura que impera en la Red. Los buscadores chinos, como la página local de Google, bloquearon la semana pasada las noticias sobre un caso de soborno en Namibia en el que está implicada una empresa que estuvo presidida por el hijo del presidente Hu Jintao.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hu Haifeng es el ex director general de Nuctech, con sede en Pekín, un fabricante de escáneres de seguridad implicado en una investigación sobre un caso de corrupción en Namibia. Haifeng no es sospechoso en el caso, dijo Paulus Noa, director de la Comisión Anticorrupción del país africano. Los investigadores quieren hablar con Haifeng para conseguir información sobre la compañía, informó Noa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Una búsqueda en la página en chino de Google de los caracteres “Hu Haifeng” y “Namibia” arrojó el siguiente mensaje en chino: “El resultado de la búsqueda podría implicar material no conforme con las leyes y regulaciones vigentes, es imposible mostrarlo”. Una búsqueda en chino en Google.com, dirección radicada fuera de China, ofrece 2.000 resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En la foto inferior se puede apreciar la diferencia entre las dos búsquedas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Las restricciones muestran hasta qué punto el Gobierno está tratando de contener las noticias relativas al caso, que podría ser embarazoso para el presidente Hu Jintao en un momento en está tomando medidas enérgicas contra la corrupción.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“La actividad de Google en todos los países del mundo debe acatar las leyes, regulaciones y directrices internas”, dijo Marsha Wang, portavoz de la compañía en Pekín. Por eso “algunos resultados de búsqueda no se muestran”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Las búsquedas bloqueadas también muestran que compañías como Google se ven presionadas a seguir las instrucciones del Gobierno chino, señaló Rebecca MacKinnon, profesora de periodismo en la Universidad de Hong Kong que está escribiendo un libro sobre el control de China sobre Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Cuando se da una orden ellos no tienen otro recurso que seguirla”, explicó MacKinnon. “Mi impresión es que ellos responden a las órdenes. No tengo la impresión de que estén siendo proactivos en censurar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos representantes namibios y uno chino de Nuctech fueron arrestados la semana pasada después de que una comisión de investigadores concluyó que un pago de u$s12,8 millones a Nuctech por escáneres de seguridad se había hecho a una consultora, informó a principios de esta semana la agencia France Presse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;También el e-mail, Twitter y YouTube&lt;br /&gt;Hacia fines de junio, la versión de Google en inglés y su correo Gmail sufrieron un bloqueo intermitente después de que el Gobierno chino acusara a la multinacional de difundir contenidos “pornográficos” de forma ilegal. “Hemos recibido numerosas denuncias de que el buscador Google en inglés tiene contenidos vulgares, pornográficos y lascivos, lo que viola gravemente las leyes de China y la autodisciplina del sector”, contestó el portavoz de turno de la cancillería, Qin Gang, al ser preguntado por si la “avería” de Google se debe a un bloqueo del Gobierno chino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En rueda de prensa, el portavoz Qin explicó que “hace unos días nos reunimos con los responsables de la compañía y les ordenamos que llevaran a cabo un reajuste y eliminaran todos los contenidos negativos”. “La empresa de Internet Google tiene que cumplir con las leyes chinas, y con las medidas y multas decididas por los departamentos competentes de China de acuerdo con la ley”, agregó el portavoz, sin negar en ningún momento que el bloqueo sea una decisión de su Gobierno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No se pudo acceder ni a Google ni Gmail en China mediante servidores proxy, lo que indicó que estas web fueron bloqueadas de forma central, un bloqueo efectivo incluso en mega ciudades como Shanghai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principios de junio el acceso a la popular red de microblogging Twitter y al correo electrónico de Hotmail fue bloqueado en toda China antes del 20º. aniversario de la matanza de Tiananmen, ocurrida el 4 de junio de 1989.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mientras los profesionales chinos a menudo usan las herramientas de Internet, incluyendo Twitter, Hotmail y Facebook, la amplia mayoría de los chinos emplean servicios similares pero radicados en China que son cuidadosamente controlados en busca de cualquier contenido que sea considerado subversivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El acceso a YouTube, propiedad de Google, está bloqueado en China desde marzo, después de que grupos tibetanos colgasen material gráfico de la represión de las protestas de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filtros en las computadoras&lt;br /&gt;A estos bloqueos que vienen por el lado de las empresas y del software se sumarán en China los filtros instalados en las propias computadoras. El polémico “Dique Verde-Acompañante de la Juventud”, tal el nombre de un software destinado al control del contenido de Internet, especialmente la pornografía, será incluido en algunos equipos en China, a pesar de la decisión del Gobierno de retrasar la aplicación de instalación, informa la prensa de ese país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mediante un sofisticado sistema de inteligencia artificial, el “Dique Verde-Acompañante de la Juventud” filtra unilateralmente imágenes explícitas y lenguaje inapropiado, y bloquea el acceso a las páginas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuando la medida se dio a conocer, un gran sector de la comunidad de internautas chinos planteó sus dudas sobre las verdaderas intenciones de este filtro, criticó su funcionamiento e incluso lo consideró un robo a los contribuyentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Con fuerza de ley&lt;br /&gt;China no está sola en este mundo oscuro de las dictaduras de Internet. Irán aprobó a mediados de julio una ley para controlar las actividades delictivas en Internet. El régimen sostiene que de esta forma pretende reducir el número de delitos en la red y ofrecer a sus usuarios mayor seguridad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La ley, ratificada por el Parlamento y aprobada por el Consejo de Guardianes, contempla distintos castigos a quien desarrolle actividades ilegales en el ciberespacio. En virtud del artículo sobre información secreta y privacidad, el individuo que facilite información privada sobre otra persona sin su consentimiento se enfrentará a penas de prisión o al pago de una multa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Además, esta ley obliga a las empresas del sector a guardar todos los datos enviados y recibidos por sus usuarios hasta tres meses después de que éstos se hayan dado de baja. Por otro lado, se permitirá recopilar información privada cuando las autoridades consideren que de ello depende la seguridad nacional o cuando se cuente con el permiso de un tribunal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para acelerar su proceso de aplicación, las autoridades crearon un comité que definirá las actividades del ciberespacio contra las que es prioritario luchar. Esta decisión se adopta en medio de las protestas por los resultados de las elecciones celebradas en junio, que dieron la victoria al presidente, Mahmud Ahmadineyad, y cuyo principal vehículo ha sido Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fines de mayo, el ministerio iraní de Comunicación había bloqueado el acceso a Facebook apenas 24 horas después de que arrancara la campaña para las elecciones presidenciales del 12 de junio. El bloqueo afectó a los candidatos reformistas, quienes confiaban en la plataforma como una de sus bazas para atraer el voto, en especial de jóvenes y de mujeres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Un país cercano a Irán, la ex república soviética de Kazajistán, aprobó en julio una ley que aumenta los controles en la Red. El presidente de este país, Nursultan Nazarbayev, firmó la norma que establece nuevos controles sobre Internet y que según la Organización para la Seguridad y la Cooperación en Europa (OSCE) instaurará medidas represivas en el país asiático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La OSCE es un organismo intergubernamental de seguridad y vigilancia de los derechos humanos que Kazajistán presidirá el próximo año. La institución había instado a Nazarbayev a vetar el proyecto de ley porque permitiría a los tribunales locales bloquear sitios web, incluidos los extranjeros. Además, la nueva legislación clasifica a los blogs y los chats como medios de comunicación.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El gobierno del país centroasiático argumentó que la ley tiene por objeto impedir los disturbios y proteger los derechos de los ciudadanos. Nada que ver con el temor de que Internet se convierta en la herramienta preferida de los activistas de la oposición. Pero la realidad es que varios sitios web, incluyendo el servicio de blogs LiveJournal.com, son ya inaccesibles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La ciudad de la censura&lt;br /&gt;Birmania, otro país asiático gobernado por una dictadura, parece que irá más allá que China, Irán y Kazajistán. La nueva ciudad cibernética que construye la Junta Militar de Myanmar (el actual nombre de Birmania) será empleada por ésta para controlar todavía más los contenidos de Internet y acallar las voces de la oposición en la red, según denunció en mayo un medio disidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El diario digital The Irrawaddy informó que la versión birmana de Silicon Valley, como la calificó el régimen, servirá de centro de operaciones para los censores de cara a las elecciones del próximo año.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La ciudad cibernética de Yadanabon, que se levanta a imagen y semejanza de Ciberjaya en Malasia, será la sede de Hanthawaddy National Gateway, compañía a la que fue concedido el monopolio estatal para proveer servicios de Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hanthawaddy National Gateway es una filial de la china Alcatel Shanghai Bell Company y su socio local es Tay Za, uno de los empresarios más ricos de Birmania e íntimo amigo del jefe de la Junta Militar, general Than Shwe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A finales de 2008, el régimen birmano sorprendió a muchos con el anuncio del proyecto de Yadanabon en un país donde apenas existe la alta tecnología, todavía se emplean teléfonos móviles analógicos y se empeña en permanecer aislado del resto del mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La ciudad cibernética, en cuya construcción toman parte más de cien compañías de telecomunicaciones locales y extranjeras, se ubicará sobre un complejo de 4.000 hectáreas unos 70 kilómetros al este de Mandalay, la segunda ciudad más importante de la nación.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Un año antes de los comicios, las autoridades birmanas ya trabajan duro para controlar el flujo de información en la red para garantizar la victoria del partido oficial, y bloqueó Google y las cuentas de Gmail en los cibercafés de Rangún, la capital del país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El Ministerio de Defensa birmano, a través de su departamento de guerra cibernética, ha desplegado a miles de funcionarios para peinar Internet en busca de opositores para impedir que suceda lo mismo que en 1990, cuando la Liga Nacional por la Democracia de la Nobel de la Paz Aung San Suu Kyi arrasó en las urnas. Los generales de Birmania, una dictadura militar desde 1962, nunca aceptaron esos resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Otros enemigos de Internet&lt;br /&gt;La organización Reporteros sin Fronteras (RSF) publicó en marzo una lista de los que denomina “doce enemigos de Internet” por el control y la censura que ejercen sobre la red y el acceso a ella desde sus respectivos territorios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se trata de Arabia Saudí, los ya mencionados Birmania, China e Irán, Corea del Norte, Cuba, Egipto, Uzbekistán, Siria, Túnez, Turkmenistán y Vietnam, quienes, según la organización, “han transformado sus redes en Intranet, impidiendo que los internautas accedan a informaciones que se consideran ‘indeseables’”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Todos esos países ponen de manifiesto no solo su capacidad para censurar la información, sino también la represión prácticamente sistematica de los internautas molestos", declaró la organización en su informe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En el caso cubano, RSF afirma que, aunque los ciudadanos de la isla pueden utilizar conexiones a Internet en hoteles turísticos y consultar páginas extranjeras, “la red se encuentra estrechamente vigilada por la Agencia Cubana de Supervisión y Control”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este órgano, dependiente del Ministerio de Información, recordó la organización, “decide la concesión de licencias, los precios y las posibilidades de conexión” y en la isla “hay un único proveedor de acceso a Internet, ETEC SA, que alimenta una de las redes más restringidas del mundo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En cuanto a Arabia Saudí, RSF indicó que las autoridades no han hecho oficial la práctica del filtrado de sitios “pero han optado por reprimir a los bloggers que se manifiestan en contra de su moral, sea cual sea la reivindicación”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta política, advierte RSF, “resulta muy disuasoria en un país que carece de código penal y detiene a los autores de 'contenidos que ofenden o violan los principios de la religión islámica y las normas sociales”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El Gobierno chino “ostenta el liderazgo de la represión en Internet” y la organización advirtió que “con la mayor población de internautas del mundo, el juego de la censura es uno de los más indecentes del mundo”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-1160055595601953800?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/1160055595601953800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=1160055595601953800' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/1160055595601953800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/1160055595601953800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2009/09/los-buscadores-de-internet-ya-son-un.html' title='Los buscadores de Internet ya son un “enemigo público” que complica a varios países'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-4265095548124829364</id><published>2009-08-26T04:26:00.001-07:00</published><updated>2009-08-26T04:26:50.927-07:00</updated><title type='text'>Mídias digitais no exercício da cidadania</title><content type='html'>Por Jussara Mangini&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma equipe de profissionais de várias áreas da computação está desenvolvendo ferramentas para ajudar governos a implementar o conceito de crossmedia (uso cruzado de múltiplos meios de comunicação) em serviços eletrônicos de atendimento ao público, de modo a ampliar e facilitar a interação com os cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coordenado pela professora Lucia Vilela Leite Filgueiras, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), o Projeto X-Gov foi criado em outubro de 2007 no âmbito do Instituto Virtual de Pesquisas FAPESP-Microsoft Research. Tem como proposta facilitar o processo de produção de aplicações de mídia cruzada pelo gestor público, para que ele desenvolva serviços mais rapidamente e se beneficie das novas tecnologias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Acreditamos que isso será melhor para o cidadão porque a diversidade de mídias dá maior alcance e disponibilidade no acesso ao governo. Sabemos que é difícil para o gestor público criar um serviço que use de forma integrada as várias mídias. Por isso, estamos desenvolvendo um software que facilitará esse processo”, explicou Lucia à Agência FAPESP.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora bastante usado na publicidade e em jogos, na esfera governamental os pesquisadores não viram ainda nenhuma outra abordagem semelhante, nem no Brasil nem no exterior. De acordo com a coordenadora do projeto, o trabalho está atento à maneira como as novas gerações, mais acostumadas com as mídias digitais, vão querer se relacionar com o governo e exercitar sua cidadania nos próximos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Essa geração nativa digital – que já nasceu com celular, televisão e internet – acha muito natural trabalhar com tudo isso ao mesmo tempo. Desejamos ajudar os gestores públicos a fazer um governo eletrônico para essa geração”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com as novas tecnologias pode-se, por exemplo, mandar uma fotografia pelo celular para mostrar que uma obra está sendo mal feita ou fazer denúncias de desrespeito às leis. Da mesma forma, órgãos públicos podem substituir cartas ou mesmo o e-mail por mensagens de celular (SMS) para notificar as pessoas mais rapidamente sobre o andamento de determinados processos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O governo está começando a usar essas mídias, mas ainda de forma não integrada e com muito esforço, porque cada sistema tem que desenvolver tudo de novo. Uma prefeitura, por exemplo, tem que treinar um técnico de informática no desenvolvimento de software para celular, SMS, TV digital, etc. Queremos facilitar esse processo”, indicou Lucia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Projeto X-Gov permitirá transições entre mídias: e-mail, SMS, TV digital, web, códigos de barras bidimensionais, click to call e outros. A ideia é que o link entre celular e TV possibilite que um determinado conteúdo acessado por celular – um vídeo de instruções, por exemplo – seja exibido também na televisão, sem prejuízo ao que estava acontecendo no celular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Já a transição click to call possibilitará ao cidadão que estiver navegando pelo website solicitar ajuda via telefone, apenas clicando em um botão do navegador que, automaticamente, realizará uma ligação para o usuário”, disse Lucia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No desenvolvimento do servidor que faz toda a orquestração dos usuários no crossmedia, os pesquisadores estão criando uma linguagem de programação específica e trabalhando na comunicação entre o sistema e o gestor público, para facilitar que esse crie o plano de seu serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Processo de criação  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a professora da Poli, uma das grandes vantagens para o gestor público é que no X-Gov a questão de compatibilidade foi muito bem resolvida, usando-se arquitetura de serviços web, que é um padrão bem aceito no governo e que dá muita flexibilidade na integração com os sistemas atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tipo de software é chamado de framework (arcabouço) e serve como um esqueleto sobre o qual os desenvolvedores do governo criarão seus projetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Como não há serviços crossmedia disponíveis no governo para análise, o arcabouço está sendo construído a partir de sucessivas provas de conceito, cada uma focada em uma funcionalidade específica, de modo que cada ciclo contribua para a evolução da arquitetura final”, explicou Lucia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para chegar a isso, a equipe cria um serviço fictício, estuda como esse serviço funciona e congela uma parte dele no esqueleto. São os chamados padrões de tarefa – uma abstração de algo que todo mundo faz. Por exemplo, em comércio eletrônico um padrão de tarefa é o uso de um carrinho de compras. Todo site que tem um funciona mais ou menos do mesmo jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No governo eletrônico também é assim. Foram definidos 18 padrões de tarefa e para cada um deles a equipe do X-Gov está criando softwares para três meios de comunicação: web, celular e TV digital. Isso significa que serão orquestrados em torno de 54 componentes. A cada semana, a equipe tem acrescentado cerca de três novos componentes ao conjunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A previsão é que o framework esteja funcionado até outubro, com os componentes dos blocos de construção das tarefas de governo e das transições entre mídias. A partir daí a equipe deseja realizar uma etapa de testes com usuários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A implementação, na prática, dependerá da aceitação e interesse dos gestores públicos. A equipe do X-Gov estima que o uso será muito natural para os “nativos digitais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instituto Virtual de Pesquisas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Instituto Virtual de Pesquisas FAPESP-Microsoft Research está com chamada aberta até o dia 4 de setembro para envio de propostas em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) com o objetivo de explorar a aplicação da ciência da computação aos desafios da pesquisa fundamental em áreas como educação, saúde e bem-estar, energia e ciências do meio ambiente, aí incluindo a ecologia, a biodiversidade e as mudanças climáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os recursos disponíveis para essa chamada são de R$ 1 milhão e a expectativa é selecionar em torno de cinco propostas, com valor individual entre R$ 100 mil e R$ 300 mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderão apresentar propostas pesquisadores de instituições de ensino superior e de pesquisa, públicas ou privadas, sem fins lucrativos, no Estado de São Paulo. Os projetos poderão prever a concessão de Bolsas de Iniciação Científica, Mestrado e Pós-Doutorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a chamada, a FAPESP e a Microsoft Research pretendem apoiar projetos multidisciplinares que buscam aplicação da ciência da computação para avançar o conhecimento nessas áreas. A chamada destaca o interesse particular das duas instituições em propostas relacionadas a instrumentos e técnicas computacionais na modelagem e/ou revisão de mudança climática, incluindo, por exemplo, clima, hidrologia, oceanografia e ecologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Instituto Virtual de Pesquisas FAPESP-Microsoft Research, resultado de um convênio assinado entre as duas instituições em abril de 2007, é uma iniciativa pioneira no Brasil que associa os setores público e privado de modo a estimular a geração e a aplicação de conhecimento em TIC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposta do instituto é formar uma rede de pesquisadores capazes de criar novos conhecimentos que contribuam para expandir as capacidades da tecnologia de computação para atender mais e melhor questões-chave para beneficiar as pessoas, a sociedade e a sustentabilidade do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações sobre a chamada Instituto Virtual de Pesquisas FAPESP-Microsoft Research: www.fapesp.br/convenios/microsoft &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Fapesp&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-4265095548124829364?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/4265095548124829364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=4265095548124829364' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/4265095548124829364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/4265095548124829364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2009/08/midias-digitais-no-exercicio-da.html' title='Mídias digitais no exercício da cidadania'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-2582321362108083668</id><published>2009-08-16T05:54:00.000-07:00</published><updated>2009-08-16T05:55:54.854-07:00</updated><title type='text'>Do Partido de Lenin às Redes da Sociedade Civil e às Comunidades Virtuais</title><content type='html'>POr: Nilton Bahlis Dos Santos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTRODUCCIÓN / RESUMEN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ativistas jovens dos movimentos sociais talvez não conheçam os livros de Lênin “Por onde começar?” e “Que Fazer?”, referências inevitáveis no debate sobre partido nos anos 1970/80. Neles, Lênin dizia que um jornal era um importante instrumento de coesão político e um organizador da ação partidária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa época onde a democracia inexistia e em os trabalhadores não tinham acesso à informação, de centralização absoluta do Estado, e, principalmente, quando a sociedade não ganhara complexidade, parecia viável reunir organicamente os setores majoritários da população em torno de um único programa e plano de ação dirigido pela “teoria científica”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, com a complexidade da sociedade se inviabiliza a estruturação hierárquica e centralizada dos movimentos. A rapidez com que se modificam o contexto político, relações de forças e interesses e dinâmicas dos diversos setores, eliminam qualquer possibilidade deles serem contidos neste tipo de estrutura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto esta na raiz da crise dos organismos do Estado e organizações partidárias e sociais. As novas tecnologias e a Internet, porém, viabilizam formas de organização que permitem conviver com a mais ampla diversidade; possibilitam a convergência das dinâmicas particulares e até contraditórias existentes dentro dos movimentos, e oferecem possibilidades e instrumentos para uma organização social que ganha a forma de rede e se apresenta através de uma multiplicidade de organizações civis e comunidades virtuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Partido de Lênin: um Dispositivo de Interação Virtual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jovens militantes e ativistas dos movimentos sociais talvez não conheçam, mas os mais antigos certamente lembrarão dos livros de Lênin “Por onde começar?” e “Que fazer?”, referências inevitáveis quando se discutia a questão da organização partidária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas publicações, Lênin propunha a tomada de poder como objetivo estratégico e apontava a necessidade de construção de um partido de combate capaz de estruturar a ação política, consolidar alianças estratégicas e de longo prazo, e dirigir as classes trabalhadoras para o assalto ao poder:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nos falamos de criar uma 'sólida organização de combate' para atacar de frente, para assaltar ao absolutismo" (...) “A constituição de uma organização de combate e de agitação política são obrigatórias em qualquer circunstância (...) porque em um momento de explosão, de conflagração, será demasiado tarde para criar uma organização. Ela precisa já estar pronta, para desenvolver imediatamente sua atividade". (Lênin, 1973, p. 14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento, ele se colocava a questão de “por onde começar?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começar por um jornal, respondia. Em uma época onde a democracia inexistia, onde os trabalhadores não tinham acesso à educação e quando a produção de informações era restrita, em uma época de centralização e absolutismo do Estado, e, principalmente, quando a sociedade ainda não ganhara complexidade com que convivemos hoje, a possibilidade de reunir de maneira orgânica e disciplinada setores significativos, hegemônicos e até majoritários da população, em torno de um único programa e plano de ação, orientado por uma “teoria científica”, parecia uma possibilidade real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquelas condições, um jornal poderia ser um importante instrumento de coesão político e ideológica, e, principalmente, um organizador e instrumento para estruturar, no tempo e no espaço, a ação partidária e de massas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * O jornal pode ser "o ponto de partida de nossa atividade, o primeiro passo concreto para criação da organização desejada; o fio condutor, enfim, que nos permitirá expandir sem cessar esta organização em profundidade (...) para toda a Rússia" (Lênin, 1973, p. 17).&lt;br /&gt;    * Ele serve a generalização e globalização da luta: "precisamos um jornal, sem o que, toda a propaganda e agitação sistemática fiel aos princípios e abarcando todos os aspectos da vida, são impossíveis". Este jornal complementa a "agitação fragmentária da ação pessoal, os panfletos e brochuras elaborados localmente, pela agitação generalizada e regular" (Lênin, 1973, p. 17).&lt;br /&gt;    * O jornal poderia estruturar a ação revolucionária no tempo, pois "a freqüência e regularidade de produção e de aparição (e difusão do períódico) permite medir de forma mais exata o grau de organização atingido..."; e no espaço, pois estenderia a ação política no território, unificando a luta revolucionária em escala nacional. Permitiria superar a "dispersão, pois a imensa maioria dos social-democratas está absorvida por necessidades puramente locais que reduzem seus horizontes e a envergadura de seus esforços...” (Lênin, 1973, p. 17). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forte presença de concepções estalinistas na tradição dos partidos comunistas durante um longo período, assim como de resto no conjunto da esquerda, terminaram por reduzir as concepções de Lênin a um aspecto de suas formulações: a importância do jornal como irradiador de posições e instrumento para a vanguarda introduzir, na classe operária, de “fora para dentro”, a consciência “para si”. Mas nas formulações acima podemos verificar que o Lênin que pretende é construir o que podemos chamar de um Dispositivo de Interação Virtual (DIV).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Periódico criado para toda Rússia é antes de tudo uma “armadura”, uma Rede capaz de viabilizar a relação entre todos os militantes e e entre eles e as camadas avançadas do bloco de classes que se pretende construir, com extensão nacional, com o objetivo de assaltar o poder. Ao centrar suas forças na criação do Jornal periódico, ele não se preocupa apenas com as relações efetivas existentes entre os militantes daquele momento, mas com a criação de relações virtuais entre todos os ativistas potenciais, viabilizando a expansão ou retração do Partido nos diversos momentos do processo e para permitir que ele possa acaudilhar e dirigir as massas insurretas na hora decisiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que é um DIV? Conforme Navarro (1996) um DIV:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tipicamente, ele permite estabelecer relações virtuais entre agentes: isto é, relações nas quais a interação entre os mesmos não chega a concretizar-se efetivamente, ficando somente incipiente e indefinida em sua complexidade real. São relações que se constituem numa espécie de 'expectativa abstrata de interação'. (...) Na medida em que possibilitam, sustentam, fomentam e constrangem as interações virtuais, os DIV se convertem de maneira generalizada, num pressuposto de agenciamento dos indivíduos, formando um âmbito cada vez mais amplo de suas ações, onde a reificação das relações entre tais indivíduos resulta inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “Periódico para toda a Rússia”, proposto por Lênin, é um dispositivo especifico capaz de construir o Partido. E este Partido guardará uma similitude de estrutura e de características com o sistema e os fluxos de informação que serão criados por tal dispositivo. Como o Jornal (broadcast – de um para muitos), o partido constrói relações centralizadas e hierarquizadas, de cima para baixo (ainda que pretenda também originar um feedback), através de uma cadeia de organismos que “representam” e acionam os níveis inferiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A concepção de Lênin em geral esteve associada ao partido operário, e, evidentemente, o fato de se tratar um tipo particular, um partido conspirativo que pretende assaltar o poder, deixou suas marcas com tintas carregadas em suas formulações. Mas os traços fundamentais deste partido (além do caráter conspirativo) são os mesmos de qualquer partido republicano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos uma concepção onde:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   1. O partido é a organização de uma classe ou fração de classe em torno de seus interesses e projetos mais gerais. A coerência deste partido se dá em torno de um projeto (enquanto uma formulação abstrata sobre sua possibilidade de exercer o poder) que corresponderia aos interesses do conjunto dessa classe (ou fração) em detrimento de outras:&lt;br /&gt;   2. Este partido luta por sua hegemonia na sociedade atraindo algumas classes ou frações e golpeando outras; e, conquistado o poder, impõe seus interesses sobre o conjunto da sociedade;&lt;br /&gt;   3. Do anterior se gera um potencial de alternância de poder e de hegemonia, por via eleitoral ou pela força, entre projetos de diferentes classes ou frações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coerência necessária neste tipo de partido gera a reprodução deste modelo no interior dele próprio. Ele será dirigido por seus setores mais coesos, organizados e majoritários (no caso do partido leninista o proletariado industrial das grandes fábricas), que devem atrair ou neutralizar alguns setores e impor sua hegemonia sobre outros. Para manter a coerência e para que esta hegemonia possa resultar em uma ação centralizada, feito o debate, a minoria deve se colocar a disposição da maioria. Para impedir que as lutas internas sejam dilacerantes, surge o modelo do centralismo democrático. Todos podem defender seus interesses, mas definida a maioria, todos devem unificar sua ação em torno das posições da maioria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal e qual um fractal, este modelo de organização política se reflete em todas os níveis e esferas da vida social construindo hierarquias e pirâmides por toda parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sistemas simples e Complexos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na pesquisa feita para elaboração de nossa tese de doutorado (Santos, 2005) procuramos mostrar como as concepções, formas de organização e ação social podem ser consideradas como elementos de uma cultura determinada, que chamamos de “Ordem do Livro”. Esta cultura está estreitamente relacionada à construção da escrita e da Imprensa, e a irradiação de suas características cognitivas para todo o tipo de prática social. Procuramos então observar que o tipo de processamento que se estabelece a partir da escrita (de divisão em partes e recomposição do todo como soma das partes), e da análise como fonte originária da ciência, caracteriza um determinado sistema particular de informação: um sistema de informações fechado, e que exatamente por ser finito pode ter uma organização e estrutura estável capaz de se estender no espaço e se desdobrar em um tempo absoluto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazemos neste artigo é estender esta observação para o terreno político, mostrando que a democracia representativa é a expressão política desta cultura e que, ela esta condicionada pelas características particulares deste tipo de sistema. Em outras palavras, o modelo político representativo tem os mesmos condicionantes e constrições dos sistemas simples com sua estrutura hierárquica e causal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe ressaltar, no entanto, que esta estrutura hierárquica e causal só se torna possível enquanto encontra uma relativa estabilidade, isto é, quando as relações de forças apresentam características de continuidade. Ocorre, porém, que a complexidade das sociedades de hoje inviabiliza a estruturação hierárquica e centralizada permanente das organizações e movimentos, visto a rapidez com que se modifica o contexto político e as relações de forças. Assim conforme se caracteriza uma nova hegemonia, quando ela impulsiona seu projeto, o quadro de conjunto se modifica, pois as dubiedades passíveis de se manter no nível abstrato dos programas, quando colocadas em prática, provocam desdobramentos e conseqüências que levam a novos alinhamentos e reorganização do quadro político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer observador atento pode verificar a rapidez com que as unanimidades, eleitorais, ou de outro tipo, desmoronam após processos políticos intensos. Este desmoronamento é tanto mais avassalador quanto mais centralizadas eram as organizações que o sustentavam e mais abrupto foi seu desenlace.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A complexidade e a diversidade, o interesse e dinâmicas diferentes dos diversos setores, em um sistema complexo, desbordam qualquer possibilidade de serem contidos em estruturas centralizadas. Este é o elemento que parece estar na raiz das crises políticas e sociais dos organismos do Estado e das organizações partidárias que vivenciamos hoje em dia e de sua incapacidade de estabilização por períodos prolongados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, ainda que os Partidos sejam estruturados por programas políticos gerais, sua ação política só ganha consistência prática ao nível das ações pontuais e localizadas. É neste nível que eles ganham materialidade e onde as ações são constrangidas pelos agentes locais, ganhando nesse âmbito formas particulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de conhecimento público que as contradições entre o programa dos eleitos e suas ações posteriores, assim como dos que assaltam o poder, são mais freqüentes do que se poderia desejar. Se antes essa contradição não se mostrava explicita isto era fruto da generalidade dos programas, da pouca transparência da ação governamental, porque apenas eram visíveis as suas ações mais importantes e, principalmente, porque entre a formulação dos programas e seus desdobramentos decorriam grandes períodos de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se antes eram raros os momentos de intervenção política que se abriam para o cidadão, determinado por processos eleitorais ou por situações revolucionárias, com o aumento da complexidade (determinado pela multiplicação de práticas e do grau de informação / consciência dos processos em curso) o terreno da disputa se desloca para a ação cotidiana que é onde se materializam as políticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É essa a razão porquê, de algum tempo para cá, vivemos situações de abruptos desequilíbrios que não podem ser diretamente associados à estruturação de hegemonias políticas construídas em longos períodos de acumulação de forças. Vimos isto no caso da decomposição do bloco socialista ou na queda do muro de Berlim, onde o poder simplesmente desmoronou em lugar de ser assaltado por um partido estruturado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos sistemas complexos, a modificação constante das relações permite que um processo menor e aparentemente secundário crie uma correlação de forças localizada, capaz de desequilibrar o conjunto do sistema, impossível de ser prevista, pois não obedece a relações causais. Nesta situação uma estrutura centralizada é incapaz de absorver e conviver e encontrar um novo equilíbrio com as dinâmicas dilacerantes que se manifestam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência das eleições espanholas de 2004 é sintomática. O sentimento da população de que o governo estava tentando enganá-la sobre os episódios ocorridos dias antes do escrutínio foi o mais importante fator para a decisão da população de varrer do poder o partido governista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dias antes da eleição na Espanha ocorreu uma série de atentados a bomba na rede ferroviária, originando uma grande quantidade de mortos. O atentado era uma ação de resposta de estrangeiros muçulmanos ao envio de soldados espanhóis ao Iraque, mas o governo tentou responsabilizar o ETA pela ação levado por interesses eleitorais. A versão não se sustentou em função das prisões e outros indícios que se sucederam, mas preocupado em não atrair atenções para sua política belicista o governo tentou manter sua versão até depois das eleições, pois faltavam apenas algumas horas para elas. Formou-se então uma rede de comunicação da população, por celulares, onde, com a ampla circulação de informações, aconteceu um processo de sincronização de opiniões, criando-se um consenso na população sobre a manipulação do Governo. O resultado foi o repúdio popular e a derrota nas eleições. Até esse evento a vitória do governo era tida como inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente que a participação da Espanha na invasão do Iraque era suficientemente importante para provocar descontentamento. Mas conforme as pesquisas mostravam, sua importância provavelmente não seria suficiente para decidir o voto popular. A percepção da intenção do governo de enganá-la, foi o fator aleatório que provocou uma sincronização de interesses diversos e uma onda capaz de, em questão de horas, modificar a situação de conjunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sistemas Dinâmicos e Complexidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tipo de processo descrito no tópico anterior entra em contradição com estruturas que se propõem ser permanentes e que estabelecem papeis e pesos determinados para os diferentes agentes do sistema. Em sistemas dinâmicos, como os sistemas complexos, os pesos e papéis dos diferentes atores encontram-se em constante modificação. O que em um momento é fonte de força, no momento seguinte é fonte de fragilidade, pois as cartas são constantemente embaralhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é novidade a modificação que se verifica na situação de conjunto quando se realizam determinados objetivos estratégicos. Na própria experiência da revolução russa, como em todas revoluções socialistas, vemos uma situação que se repete. Se o partido revolucionário, com sua estrutura centralizada e hierárquica, é capaz de acaudilhar as massas e viabilizar sua insurreição, ao fazê-lo, no mesmo ato modifica estruturalmente o quadro de conjunto da correlação de forças. Na nova situação, a centralização torna o partido incapaz de se adaptar à nova situação onde “mil flores florescem” e onde se manifestam interesses específicos e contraditórios de cada setor da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença é que antes este processo se desenvolvia em dezenas de anos. E então podíamos considerar que o partido é que tinha mudado (se degenerado(1) ) e não que ele perdera atualidade em uma nova situação criada. Agora, com o aumento da complexidade, quando o sistema e a produção de informações ganham características infinitas, este processo pode ocorrer em horas como vimos na Espanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um problema complementar é que as contradições provocadas pelo crescimento da complexidade se reproduzem no interior dos próprios partidos e estruturas políticas. Se uma organização centralizada é capaz de estruturar um número limitado de elementos, quando tende ao infinito, a subdivisão sucessiva da sua estrutura em arvore é obrigada a se ampliar, aumentando à distância entre a topo e a base. Isto provoca um crescimento desproporcional desta cadeia causal em número e peso dos elementos intermediários. O peso da estrutura tende a ser cada vez maior, sugando e consumindo seus recursos e energias até que o sistema se esvai na manutenção da própria estrutura e desmorona sob seu próprio peso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os debates sobre corrupção, nepotismo e uso do poder para fins privados assim como o aumento do custo da máquina administrativa, podem encontrar então um olhar particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos dizer que o desperdício e a corrupção são o “custo” dos intermediários,devido ao tamanho e a hiper-centralização do sistema, condição da qual aparentemente não se consegue fugir e onde, no máximo, conseguiremos identificar e reduzir o s efeitos mais exacerbados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas observações nos levam a conclusão de que os partidos e os instrumentos de centralização do sistema político, tais como são concebidos, entram em contradição com as novas dinâmicas que vivem as sociedades de hoje e tendem a perder gradualmente sua força. As formas tradicionais de democracia baseadas na representação e intermediações (por períodos duradouros), tendem a se mostrar incapazes de absorver e canalizar estas dinâmicas em constante mutação, em particular quando a informação é abundante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A perda de importância das organizações políticas gerais, que vem ocorrendo, não significa, ao contrário do que dizem alguns, uma despolitização da sociedade. A prática política em um sistema complexo busca outros canais e se cola mais a dinâmica cotidiana. Ela se desloca para o terreno onde a política se materializa, isto é, no nível local, entendido como prática específica e não como algo espacial. Neste “lócus” é que os conflitos e interesses concretos tendem a se desenvolver e ser negociados. Isto aumenta a importância das organizações da sociedade civil que se transformam em espaço de ação política em torno de práticas específicas, viabilizando uma diversidade de tipos de ação, assim como de organizações que dão expressão à complexidade da vida social e permitem que ela se manifeste em sua diversidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste quadro as novas tecnologias, ao mesmo tempo em que aprofunda a complexidade, viabilizam a criação de novos tipos de Dispositivos de Interação Virtual mais adaptados às suas dinâmicas. A diferença dos DIVs anteriores, estruturados a partir da Imprensa, é que as novas tecnologias viabilizam sistemas complexos, descentralizados e interativos, onde o centro se desloca de um para outro ponto, a cada momento, dependendo dos processos e das relações entre os diferentes agentes que se desenvolvem e se modificam constantemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes sistemas podem incorporar diferentes espaços e tempos e diferentes culturas. Enquanto nos sistemas simples a emulação se verifica pela competição e concorrência, nos sistemas complexos ela é impulsionada pela cooperação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário dos sistemas simples os sistemas complexos não podem ser descritos por uma racionalidade externa e superior a eles próprios, e não podem ser desmontados em partes e decompostos em relações causais com uma relativa permanência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tentativas de submeter os sistemas complexos a uma iniciativa centralizada se dissipam, submetidas a uma multiplicidade de ações originadas nos processos de sincronização entre os seus infinitos agentes. As dinâmicas e características que assume o sistema, ao contrário do que ocorre nos sistemas simples onde parecem corresponder a uma cadeia de relações causais, são aqui frutos de processos de emergentes cuja determinação se encontra em outro nível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usamos aqui o conceito de emergência apontado por cientistas empenhados em entender sistemas que usam componentes relativamente simples para construir inteligência de nível mais alto, onde agentes locais desenvolvem ações seguindo regras simples que são capazes de gerar estruturas surpreendentemente complexas (Johnson, 2001).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Este tipo de sistemas) “resolvem problemas com o auxílio de massas de elementos simplórios, em vez de contar com uma única ‘divisão executiva inteligente’. São sistemas bottom-up (de baixo para cima), e não, top-down (de cima para baixo). Pegam seu conhecimento a partir de baixo. Em uma linguagem mais técnica, são sistemas adaptativos complexos que mostram comportamento emergente. Neles, os agentes que residem em uma escala começam a produzir comportamento que reside em uma escala acima deles: formigas criam colônias; cidadãos criam comunidades; um software simples de reconhecimento de padrões apreende como recomendar novos livros. O movimento de regras de nível mais baixo para a sofisticação de nível mais alto é o que chamamos de emergência” (p. 14) (Johnson, 2001).&lt;br /&gt;Estes processos emergentes criados por sociedades cada vez mais complexas, com suas características de auto-organização, entram em contradição com a dinâmica centralizada e hierarquizada das estruturas políticas da democracia representativa, originando graves crises, com confrontos e alternância entre processos de cima para baixo e processos emergentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As novas tecnologias permitem a criação de dispositivos de interação que servem como base para que se desenvolvam novas formas de organização que possibilitam a incorporação e convivência da mais ampla diversidade, assim como a convergência das diferentes dinâmicas particulares e às vezes até contraditórias existentes dentro dos movimentos. Neste sentido, as novas tecnologias podem oferecer suporte e instrumentos efetivos de organização social. Evidentemente, que não será uma organização social hierárquica e centralizada (2) , mas uma organização que ganha a forma de rede e que se apresenta como uma multiplicidade de organizações civis e de comunidades virtuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As novas tecnologias, como o jornal de Lênin, podem estruturar uma ação política. Algumas experiências já mostram este potencial, como iniciativas para dar uma maior transparência à ação política e administrativa, ao colocar certos serviços diretamente sob o olhar e ação do cidadão (prestação de contas sobre recursos, controle de suas informações, de sua situação e seus direitos nos diferentes setores do estado, plebiscitos, etc.), ou da compra de produtos e serviços para o estado através de pregões eletrônicos (que provocaram uma baixa de preços nas licitações). Mas, mais do que isso, elas viabilizam a constituição de comunidades virtuais, mecanismos interativos e redes que se expandem e se comprimem, se fundem e se dividem, suficientemente flexíveis para provocar sincronizações e absorver as contradições entre diferentes setores da população e se constituir em ações políticas muito superiores às forças que lhe deram origem, se transformando por isso mesmo em um imenso potencial regulador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses marcos torna-se necessário repensar, a partir de dinâmicas de baixo para cima, não apenas as organizações políticas, mas também as políticas públicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia Citada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * JOHNSON, Steven. Sistemas Emergentes. Madrid: Turner Publicaciones/ Fondo de Cultura Econômica, 2003. 260 pp.&lt;br /&gt;    * LENIN, Vladimir. Par oú commencer? In V.Lènine – Oeuvres. Moscou V.5, 1973. 59 p.&lt;br /&gt;    * NAVARRO, Pablo. Internet como dispositivo de interação virtual,1997. Disponível em:http://www.netcom.es/pnavarro/Publicaciones/InternetDispoInteracVirtua.htmlAcesso em 5 de dezembro de 2004.&lt;br /&gt;    * SANTOS, Nilton Bahlis dos. A Ciência da Informação e o Paradigma Holográfico: A Utopia de Vannevar Bush. Tese de Doutoramento em Ciência da Informação - Ibict/Ufrj. Orientador Aldo Barreto Rio de Janeiro, 2005. 185 p. Disponível em: http://www.biblioteca.ibict.br/phl8/anexos/niltonsantos2005.pdf &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - É sintomático que nesses momentos se levante sistematicamente a bandeira de voltar às origens e que se tente recompor o equilíbrio anterior. ^ 2Na arquitetura aprendemos que a rigidez torna uma estrutura incapaz de absorver múltiplas e variadas tensões, e impedir processos estocásticos, onde pequenos fatores por sua continua ampliação, podem pôr em risco a estrutura. Para evitar a estrutura contínua foram feitas juntas de dilatação, e das estruturas rígidas e amarradas às rótulas e vigas simplesmente apoiadas, que permitem a estrutura se adaptar aos movimentos inevitáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://www.cibersociedad.net&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-2582321362108083668?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/2582321362108083668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=2582321362108083668' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/2582321362108083668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/2582321362108083668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2009/08/do-partido-de-lenin-as-redes-da.html' title='Do Partido de Lenin às Redes da Sociedade Civil e às Comunidades Virtuais'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-7821433822497817362</id><published>2009-08-05T06:14:00.000-07:00</published><updated>2009-08-05T06:28:33.324-07:00</updated><title type='text'>Chinês é morto em centro para viciados em internet</title><content type='html'>Fonte: Terra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deng Senshan, 16 anos, morreu após ser agredido durante o seu "tratamento" em um centro para viciados em internet em Nanning, na China. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três guardas (agora presos) aparentemente bateram no garoto por "correr muito devagar", apesar do centro (uma espécie de acampamento) jurar que não usa nenhuma técnica que possa comprometer a saúde dos visitantes. O pai do menino pagou US$ 1.024 pelo tratamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a revista Time, há centenas desses centros na China. Este é o primeiro caso conhecido de morte em instalações contra dependência de internet. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Morte de estrela reforça debate sobre leis para a web&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrela de cinema Choi Jin-sil era o que a Coréia de Sul tinha de mais perto de uma namoradinha do país.&lt;br /&gt;Por isso, quando Choi, 39, foi encontrada morta em seu apartamento, em 2 de outubro, vítima do que a polícia definiu como suicídio, os compatriotas enlutados da atriz saíram em busca de motivos para que ela decidisse pôr fim à própria vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A polícia, a mídia e membros do Legislativo começaram imediatamente a apontar para a Internet. Fofocas cruéis divulgadas online levaram ao suicídio de Choi, afirmou a polícia, depois de estudar memorandos encontrados em seu apartamento e de entrevistar amigos e parentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As acusações que circulavam online eram de que Choi, que no passado ganhou uma medalha do governo por representar um exemplo de poupança, na verdade era agiota. Os boatos diziam que um ator amigo de Choi, Ahn Jae-hwan, foi levado ao suicídio porque a estrela o havia pressionado impiedosamente pelo pagamento de um suposto empréstimos de US$ 2 milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A indignação pública quanto ao suicídio de Choi serviu como munição para o governo do presidente Lee Myung-bak, que há muito procura regulamentar o ciberespaço, um dos grandes foros para o protesto contra as autoridades na Coréia do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época, o governo Lee estava cambaleando depois de semanas de furiosos protestos contra sua decisão de liberar a importação de carne bovina dos Estados Unidos. Posts violentos de oposição ao governo e boatos que circulavam na Internet quanto aos perigos de suspender a proibição à carne bovina importada alimentaram forte inquietação política, que culminou com a renúncia coletiva do ministério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma campanha de repressão à difamação online iniciada um mês atrás, 900 agentes do Centro de Resposta ao Ciberterrorismo, uma agência governamental, estão vasculhando blogs e fóruns de discussão a fim de identificar e deter pessoas que "habitualmente postam textos difamatórios ou instigam a intimidação online".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hong Joon-pyo, líder do Grande Partido Nacional, a agremiação governista, no Legislativo, comentou que "o espaço da Internet em nosso país se tornou como que a parede de um banheiro público".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Assembléia Nacional, o suicídio de Choi colocou os partidos rivais em rota de colisão sobre a melhor maneira de regulamentar a web. O partido governista está promovendo uma lei que punirá os insultos online; os partidos de oposição estão acusando o governo de "tentar governar o ciberespaço por meio da lei marcial".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oposição afirma que a violência no ciberespaço já está enquadrada nas leis existentes contra calúnias e insultos públicos. Mas o governo alega que é necessária uma lei separada, mais severa, para punir os abusos online, que infligem danos mais amplos às vítimas, e muito mais rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para combater o assédio online, a Comissão de Comunicações do governo no ano passado instruiu os portais de web com mais de 300 mil visitantes diários a exigir que os visitantes registrem seus nomes e seus números de seguro social antes que possam postar comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A polícia registrou 10.028 casos de difamação online no ano passado, ante 3.667 em 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assédio na Internet vem sendo culpado por uma seqüência de suicídios que atraíram muita atenção na Coréia do Sul. Choi ganhou manchetes ao se casar com o jogador de beisebol Cho Sung-min, em 2000. Mas os tablóides e blogs não hesitaram em criticá-la de forma severa quando o casamento fracassou e ela disputou na Justiça a guarda de seus dois filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produtores de TV e anunciantes deixaram de contratá-la. O sentimento geral no país era o de que sua carreira estava encerrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas em 2005 ela reconquistou o sucesso com uma novela imensamente popular chamada Minha Vida Rosada. No novo trabalho, Choi deixou de lado a imagem de menina bonitinha e interpretou uma mulher traída que agride o marido errante mas se reconcilia com ele ao saber que tem câncer terminal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano, ela quebrou mais um tabu ao conquistar na Justiça o direito de alterar o sobrenome dos dois filhos, que agora usam o dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas em entrevista à MBC-TV, concedida em julho e transmitida depois de sua morte, ela disse que "morria de medo" da Internet, onde recebia insultos de internautas por ser uma mulher divorciada que criava seus filhos sem a participação do marido. Segundo a polícia, ela vinha usando antidepressivos desde o divórcio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Coréia do Sul, conselheiros voluntários patrulham a Internet para tentar evitar que pessoas usem a rede a fim de trocar dicas sobre como cometer suicídios ou, em certos casos, fazer pactos que conduzem a casos de suicídio grupal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vemos uma súbita ascensão de casos de suicídio por imitação, sempre que uma celebridade morre", disse Jeon Jun-hee, funcionário do Centro Metropolitano de Saúde Mental de Seul, que opera uma linha telefônica para prevenção de suicídios. Jeon disse que a linha estava recebendo 60 ligações por dia, o dobro de sua média normal, desde que Choi se suicidou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Boato online causa morte de menina de 13 anos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Megan Meier, 13 anos, pensou que havia feito um novo amigo virtual quando um garoto chamado Josh a contatou através do MySpace e os dois começaram a trocar mensagens. Quando Josh mandou uma mensagem acabando a amizade dizendo que Megan era cruel, ela se matou, em Dardenne Prarie, Missouri, nos Estados Unidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Megan sofria de depressão e desordem de déficit de atenção e trocou mensagens com Josh por mais de um mês antes dele abruptamente acabar com a amizade. No dia seguinte, Megan cometeu suicídio. Sua família então descobriu que Josh nunca existiu. O falso perfil foi criado por membros de uma família da vizinhança, incluindo uma amiga de Megan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora os pais de Megan esperam que as pessoas que criaram o perfil falso na rede social sejam processadas e estão buscando mudanças na lei para proteger crianças na Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe da menina, Tina Meier, disse que não acredita que as pessoas envolvidas no caso queriam que sua filha se matasse. "Quando adultos estão envolvidos e continuam a brincar com a vida de uma menina de 13 anos, com ou sem problemas mentais, é completamente desprezível", disse ao Suburban Journals of Greater St. Louis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tina relatou que oficiais lhe disseram que o caso de sua filha não cabia em nenhuma lei. Mas autoridades do xerife ainda não fecharam o caso e se colocaram à disposição para considerar novas provas, caso apareçam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Megan Meier se enforcou em seu quarto no dia 16 de outubro de 2006. Ela morreu no dia seguinte. Ela foi descrita como uma menina "atrapalhada e borbulhante" que adorava passar os dias com amigos, vendo filmes e pescando com seu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Megan tomava remédios, mas estava otimista com o novo amigo Josh Evans, disse sua mãe. Josh dizia ter nascido na Florida e que recentemente havia se mudado para O'Fallon, comunidade próxima. Ele estudava em casa e ainda não possuía número de telefone. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Homem é condenado à morte em caso de site de suicídio&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um japonês foi condenado à morte na quarta-feira pelo assassinato de três pessoas que ele conheceu por meio de um site dedicado a suicídios em grupo em 2005, afirmou uma porta-voz do tribunal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Hiroshi Maeue, 38, desempregado, convidou um garoto de 14 anos a cometer suicídio com ele por meio de fumaça de carvão, mas então sufocou o rapaz até a morte, informou a agência de notícias Kyodo. Maeue matou outras duas pessoas - uma jovem de 25 anos e um universitário de 21 - por meios semelhantes e abandonou os corpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A natureza dos crimes foi cruel e torna Maeue uma pessoa difícil de ser corrigida", disse o juiz Kazuo Mizushima, do tribunal de Osaka, no oeste do Japão, ao pronunciar a sentença de morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um aumento no número de sites que incentivam suicídio tem acontecido nos últimos anos no Japão, onde a taxa de suicídio é uma das mais altas entre países industrializados. Especialistas dizem que os sites atraem quem tem medo de morrer sozinho e a polícia afirma que o número de pessoas que morreram em pactos de suicídio em grupo depois de se encontrarem online somou 56 em 2006 ante recorde de 91 em 2005.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-7821433822497817362?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/7821433822497817362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=7821433822497817362' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/7821433822497817362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4328677593080939692/posts/default/7821433822497817362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cibersociedade.blogspot.com/2009/08/chines-e-morto-em-centro-para-viciados.html' title='Chinês é morto em centro para viciados em internet'/><author><name>Alex Antonio Bresciani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08414209095715933462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_kaCwxNDXB7Q/R6OF_X8WrZI/AAAAAAAAAAU/RBPNkwwKFxg/S220/ciberespa%C3%A7o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4328677593080939692.post-4619363753131977864</id><published>2009-07-23T05:20:00.000-07:00</published><updated>2009-07-23T05:21:00.486-07:00</updated><title type='text'>Redes Sociais mais inclusivas</title><content type='html'>Por Jussara Mangini&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência FAPESP – O e-Cidadania, uma nova proposta de rede social on-line, em desenvolvimento no âmbito do Instituto Virtual de Pesquisas FAPESP-Microsoft Research, foi apresentado nesta quarta-feira (22/7), no 29º Congresso da Sociedade Brasileira de Computação (CSBC), por Vagner Figuerêdo de Santana, um dos integrantes do grupo coordenado pela professora Maria Cecília Calani Baranauskas, do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estima-se que existem, atualmente, mais de 170 sistemas de Redes Sociais Online (RSO) disponíveis na internet e que o número de acessos vem crescendo a uma taxa de 25% ao ano. De acordo com os pesquisadores, sistemas de RSO favorecem a comunicação entre pessoas em contextos variados e podem ser considerados aliados importantes em processos de inclusão digital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No entanto, a socialização desses sistemas em contextos de diversidade de acesso ao conhecimento, como ocorre no Brasil, depende da adequação de tais sistemas para uso universalizado”, disse Maria Cecília à Agência FAPESP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o pesquisador, embora a temática da RSO tenha despertado o interesse recente de pesquisadores em computação e de áreas afins, não foram encontrados trabalhos na literatura que tenham buscado investigar as RSO frente às necessidades de interação do cidadão comum, especialmente dos digitalmente excluídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a equipe responsável pelo desenvolvimento do e-Cidadania, o acesso e uso das RSO só será efetivo se, de fato, for considerada a diversidade de habilidades e competências da população. Por isso, é necessário fazer com que esses sistemas motivem e viabilizem a participação dos usuários no processo de produção de conhecimento e decisão sobre seu uso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, a contribuição do e-Cidadania foi a identificação das necessidades e potencialidades da população brasileira em relação às RSO e a comparação com as características dos sistemas atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Uma vez identificadas as barreiras que impedem o acesso e uso desses sistemas pelos cidadãos brasileiros, pode-se propor diretrizes que reorientem o design de sistemas de redes sociais de forma contextualizada com nosso cenário sociodemográfico”, explicou a coordenadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base nisso, o e-Cidadania se propôs a avaliar nove sistemas, considerando requisitos de interação que incluem usuários com baixo letramento, pouca ou nenhuma experiência no uso de computadores ou com algum tipo de deficiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para essa análise foram selecionadas redes sociais que aparecem entre as dez primeiras posições em volume de acessos, segundo o sistema de medição de tráfego Alexa. As redes selecionadas foram classificadas em dois tipos de intenção de uso: genéricas (interação informal, recreativa) e especializadas (relacionadas às questões de educação e emprego). Entre as genéricas foram analisadas Facebook, Hi5, Myspace, Orkut e Sonico. Entre as especializadas: Limil, LinkedIn, Ning e Xing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Análise participativa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em conjunto com artefatos de Semiótica Organizacional – disciplina em que são consideradas regularidades da percepção, do comportamento, de crenças e de valores – o grupo de pesquisa fez uso de técnicas e métodos do Design Participativo (DP), cujas práticas promovem a participação ativa dos usuários no processo de desenvolvimento das soluções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o início do projeto, em novembro de 2007, já foram realizadas oito oficinas no Centro de Referência da Juventude (CRJ)/Casa Brasil, um telecentro que fica na Vila União, em Campinas (SP). Essas oficinas, que acontecem ao longo do desenvolvimento do projeto, têm contado com a participação de cerca de 30 pessoas, entre elas pesquisadores e representantes da comunidade local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo das oficinas tem sido caracterizar o público-alvo da pesquisa em sua diversidade (de gênero, idade, escolaridade, entre outros), levantar requisitos de usuário e de sistema, clarificar os problemas de interação com tecnologia digital que os usuários enfrentam e discutir com eles possíveis soluções de acesso ao conhecimento e à cultura digital via RSO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fruto da análise participativa, um conjunto de diretrizes foi definido de modo que sistemas dessa natureza possam tratar melhor as reais necessidades de interação dos potenciais usuários de redes sociais no contexto da diversidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as diretrizes estão recomendações como: prover recursos alternativos de autenticação; permitir que usuários com baixa familiaridade com a web se cadastrem no sistema; permitir que usuários não cadastrados explorem parte ou toda a RSO; possibilitar a inclusão de novos módulos ou funcionalidades e atender a requisitos básicos de acessibilidade e permitir a formação de grupos de maneira descentralizada, entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas diretrizes já estão sendo incorporadas em uma versão beta de um sistema denominado Vila na Rede, que foi colocado em uso como uma versão preliminar – incompleta, mas funcional – no início deste ano. O sistema está sendo desenvolvido na Unicamp, por pesquisadores de diferentes disciplinas, principalmente Ciência da Computação, Antropologia, Educação e Artes. Como acontece com aplicações Web 2.0, trata-se de um “beta-perpétuo” ou desenvolvimento contínuo, mediante a incorporação ao sistema de resultados de pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto e-Cidadania foi aprovado na primeira chamada de propostas de pesquisa do Instituto Virtual de Pesquisas FAPESP-Microsoft Research, em 2007. Até o dia 7 de agosto o instituto receberá propostas para a terceira chamada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Fapesp&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4328677593080939692-4619363753131977864?l=cibersociedade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cibersociedade.blogspot.com/feeds/4619363753131977864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4328677593080939692&amp;postID=4619363753131977864' title='0 Comentários'/><l
